Iniciando as perguntas e respostas.

O Perguntas e Respostas é o canal que vai publicar as questões levantadas durante e após o evento +Bio, que aconteceu em Campinas na sede do Ital. Fiquem ligados pois as perguntas publicadas podem responder suas dúvidas!

PERGUNTA 1

– Foi veiculado na impressa que o FDA estuda proibir a utilização dos PHO’s. A Bunge está participando desta discussão? Vocês acham que é possível que isto realmente vá para frente?

RESPOSTA DE: Steven Rumsey, Research and Development at Bunge Alimentos.

–       A Bunge tem se antecipado aos movimentos de redução dos índices de gordura trans em seus produtos, atuando sempre de forma a seguir rigorosamente as normas do FDA (Food Drugs Administration) nos Estados Unidos e da Anvisa no Brasil.  Antes mesmo do FDA divulgar que pretende proibir o uso de gordura trans nos Estados Unidos, a empresa já vem se preparando. Nos últimos cinco anos, Bunge Brasil  liderou uma séria de pesquisas e estudos para reduzir o teor de gordura trans nos produtos.

Bunge esta envolvida junto com outras empresas nos EUA na avaliação do FDA do objetivo da eliminação de gorduras trans e no Brasil Bunge continua agressivamente avaliando e investindo em técnologias para reduzir gorduras trans na cadeia como todo. Ao longo da última década no Brasil, a Bunge tem atuado para reduzir em mais de 50% o teor de gorduras trans nos alimentos no Brasil. Nos EUA e no Brasil é fundamental que uma continuação deste transição seja feito com planejamento e investimento acertivo e adequado para não prejudicar a cadeia produtivo, a qualidade dos produtos e a dieta Brasileira.    Em geral, entre os mais de 300 SKUs da Bunge no mercado, nossa linha de produtos baixo transja é bastante completa.  Todos nossos produtos passam por rígidos controles de qualidade e atendem a todas as normas estabelecidas pela Anvisa e MAPA no Brasil.

 

Mercado de produtos light e suplementos cresce cinco vezes.

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A venda de produtos naturais para finalidades específicas, como perda de peso ou ganho de massa muscular é um mercado em forte expansão. No ano passado, o setor faturou US$ 10 bilhões no País, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e Especiais (Abiad).
No Amazonas, o número de lojas mais que quintuplicou nos últimos três anos, aponta levantamento da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea).
Apesar da popularização deste tipo de produto, os preços ainda são pouco acessíveis para o grande público, com custo mensal entre R$ 120 a R$ 1,5 mil, e é preciso lembrar que nenhum deles opera milagres.

O segmento oferece desde alimentos light e diet, a suplementos que visam melhorar o desempenho metabólico.
Nos últimos três anos, os índices de crescimento deste mercado vem atingindo médias 100% superiores às alcançadas pelo segmento de alimentos convencionais e a tendência é expandir à medida que aumenta a consciência da população quanto a importância de manter uma vida equilibrada.

No Amazonas, o mercado está em franca expansão. Conforme dados da Jucea, o número de abertura de novas empresas neste segmento passou de 323, em 2009, para 1.413, em 2012, e desde então mantém a média de aberturas acima de 1,1 mil novas lojas ao ano.
Na comparação dos últimos três anos, com os três anos anteriores, o crescimento foi de 461%, passando de 712 lojas, no triênio que vai de 2007 a 2009, para 3.997 novas lojas no triênio seguinte.

Novos hábitos

Segundo a nutricionista Myrian Abecassis Faber, o aumento no consumo deste tipo de produto está relacionado a mudança na rotina moderna, onde as pessoas tem cada vez menos tempo para se exercitar e se alimentar de forma balanceada. “As pessoas não conseguem mais se exercitar e isso contribui para a obesidade. Então ela tem que ter uma alimentação saudável para chegar a um equilíbrio”.

Quem procura este tipo de produto por modismo acaba desmotivado rapidamente, especialmente por causa dos preços.
Um kit inicial para emagrecimento, por exemplo, com termogênico, para queima de gordura, e glutamina, para manutenção de massa muscular, custa em média R$ 300, para um mês de uso. Mas a duração do tratamento e os resultados obtidos depende da predisposição genética de cada um.
Os suplementos de proteína, conhecidos como pós-treino é um dos produtos mais populares entre praticantes de musculação. O preço varia de R$ 120 a R$ 300 o pacote de um quilo, que pode durar de duas semanas a um mês.
O policial Alexandre Garrido utiliza suplementos para complementar o treinamento desde os 17 anos. Hoje, com 39, Garrido afirma que a expansão do mercado fez com que os produtos ficassem mais acessíveis. Para ele, mesmo com o alto custo, o gasto mensal chega a R$ 1 mil. “Tenho mais disposição, ganho de massa magra, aliada a perda de gordura. Você gasta, mas os resultados são muito bons”.

Produtos são usados para vida saudável

Os suplementos e alimentos direcionados são aliados para um estilo de vida saudável, mas não fazem milagres. O atendente Henrique Lira conta que tem que lidar com a ilusão de resultados imediatos todos os dias. “As vezes as pessoas vem até nós achando que vão emagrecer ou ganhar massa de um dia para o outro, mas os produtos fazem 60% do trabalho, os outros 40% vem do esforço de cada um”, diz.

“Esses produtos são vendidos de forma ilegal, sem o pagamento de impostos, uma concorrência desleal. Além disso, em estabelecimentos regulares nós atendemos as especificações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto que nestes sites são vendidos produtos proibidos e até anabolizantes, o oposto de uma vida saudável”, observa.

Os suplementos e vitaminas servem como aliados na alimentação de atletas de alto rendimento e são fabricados com compostos naturais, como proteínas isoladas de leite, soja e carne, guaraná e cafeína. Já os anabolizantes são baseados em hormônios esteróides sintetizados, que promovem um crescimento celular localizado e artificial. Além disso, esteróides podem causar acne, pressão alta, alterações no coração, impotência sexual e levar a morte. A venda de esteroides para crescimento muscular estético é proibida no País.

“Fazemos um trabalho forte com nossos clientes para diferenciar uma coisa da outra e quando aparece alguém interessado neste tipo de produto, tentamos fazer com que ele mude de ideia e opte por uma alternativa saudável”, conta.

Especialistas alertam sobre as dosagens

De acordo com a nutricionista Myrian Abecassis Faber, os alimentos naturais podem ser bons aliados para um estilo de vida mais saudável, mas com algumas ressalvas. “A diferença entre o remédio e veneno é a dosagem. As pessoas buscam como se fosse uma resposta imediata, mas devemos ter a consciência de que elas não existem. Tudo para ter um resultado duradouro precisa ser sistematizado”, afirma.

A nutricionista recomenda que, antes de sair comprando produtos, o interessado consulte um especialista. Myrian lembra, ainda, que os alimentos não substituem a necessidade de se fazer exercícios. O uso errado ou em excesso deste tipo de alimento pode trazer riscos à saúde, tais como ganho repentino de peso, aumento de pressão sanguínea e até falência renal.

Fonte: http://www.revista-fi.com/

Países assinam acordo por segurança alimentar.

Os cinco países integrantes dos Brics, o Brasil, a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, assinaram um acordo nesta terça-feira (29) para minimizar os efeitos negativos das alterações climáticas na segurança alimentar. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a declaração foi assinada pelos ministros da agricultura das cinco nações, que estão reunidos na África do Sul.
O acordo prevê iniciativas de cooperação, dentre e fora dos Brics, para fomentar a produção de alimentos com menor dependência dos efeitos climáticos. “É preciso conseguir um rápido e consistente conhecimento desde os calendários de cultivos até a introdução de práticas sustentáveis e material genético, baseado na biotecnologia. Esta é uma das principais ações para garantir produtividade e volume de oferta adequado, em quantidade e sanidade, compatível com as demandas da população mundial”, destacou o ministro brasileiro da Agricultura, Antônio Andrade. No encontro, Andrade destacou o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento de pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas na pecuária e nos grãos. Ele citou também medidas que ajudam a amenizar os efeitos do clima sobre o cultivo, como alteração da data de semeadura, variação das espécies das sementes e técnicas de irrigação e de sombreamento. “O Brasil também avança na adoção de novas práticas agrícolas promissoras. Por exemplo, a conversão de pastagens degradadas ou de baixo rendimento em sistemas integrados com lavouras e florestas, gerando efeito positivo no convívio com temperaturas mais elevadas”, disse.

Fonte: http://www.revista-fi.com/

As principais tendências do varejo latino-americano.

A Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado, lançou um novo e-book que identificou as cinco principais tendências no setor de varejo em 15 países em toda a América do Sul e do Norte.
Lojas de conveniência geral da América do Sul terão um forte crescimento previsto devido ao aumento da urbanização e estilo de vida agitado que exigem opções de lanches que podem ser consumidos na estrada.
Mercados mais maduros da América do Norte terão oportunidades de expansão em lojas de variedades e farmácias, pois os consumidores estão preocupados com o orçamento e buscando opções convenientes e acessíveis.

“O setor de varejo é grande e dinâmico em todo o hemisfério, as empresas tentam encontrar novas maneiras de alcançar os consumidores e entender seus hábitos de compra. Neste momento, existem novos canais e outros formatos que evoluem para se adaptar e atender a demanda”, diz Sean Kreidler, Gerente de Pesquisa para a América Latina.

Tendências para supermercados e varejo.
A venda de alimentos em supermercados estão experimentando mudanças dinâmicas em muitos países da América do Sul, embora a maioria tem a participação das pequenas empresas independentes.

Na Argentina, os supermercados estão mudando seu foco para as lojas menores em áreas urbanas saturadas como os consumidores gastam menos em todos os sentidos para fazer suas compras .
No entanto, em vários países latino-americanos um aumento do rendimento é notável, juntamente com um estilo de vida mais urbano e rápido fez com que mais consumidores estão interessados ​​em encontrar tudo que você precisa em um só lugar, então eles preferem fazer todas as suas compras em uma visita, um dos aspectos-chave da moderna supermercadistas.

Chile
Os shoppings chilenos se tornaram um novo espaço social público. As pessoas estão se voltando para os centros de compras não só para fazer compras, mas também para o lazer, e passar tempo de qualidade com a família. Quase toda cidade tem um centro de compras com a maior localizada na gravação de Santiago em torno de quatro milhões de visitantes por mês.

Colômbia
O conceito de comestíveis “barato” se expande para a Colômbia. Em março de 2013, Ara, uma cadeia de lojas de desconto Jerónimo Martins, abriu as suas lojas na Colômbia, com preço bom conceito bem aceito pelos consumidores. Foram estabelecidas as lojas pela primeira vez em cidades de médio porte, em seguida, no centro e em alguns bairros de grandes cidades. O D1 descontos tem seguido uma estratégia de expansão similar. Mercearias centra-se na meta de preço baixo levou a um segmento significativo da população, os segmentos com renda baixa e média.

México
Ele acelera a venda de supermercado on-line de varejo. Varejo Internet teve um crescimento excepcional em termos de valor de 83%. Grande parte desse crescimento é atribuído ao trabalho das mulheres urbanas, que por falta de tempo, consideramos conveniente fazer compras online. Ele destaca o dinamismo da Superama (Walmart), um novo aplicativo móvel foi premiada CNNExpansion e-business, graças à sua facilidade de uso e design, que permite aos consumidores adicionar itens de uma lista ou digitalizar sua despensa.

Fonte: http://FoodNewsLatam.com/

População desconhece alimentos com alto teor de sal.

Mesmo com uma intensa publicidade nos meios de comunicação e nos próprios consultórios médicos, muitas pessoas desconhecem os perigos que o consumo excessivo de sal pode causar à saúde. Outras, por sua vez, sabem dos riscos à saúde mas ignoram os alimentos que têm alto valor de sal ou sódio, como os embutidos – presunto, mortadela e mortadela de frango –, macarrão instantâneo e maionese, por exemplo.

Tabela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que o queijo parmesão ralado, tão utilizado pelas famílias brasileiras nas macarronadas de fim de semana, lidera os alimentos com maior teor de sal em sua composição. Ontem (5), o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação assinaram o quarto acordo para diminuir a quantidade de sal nos produtos que vão à mesa dos brasileiros. O médico cardiologista Geniberto Paiva Campos, ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do Distrito Federal (SBC-DF) e atualmente coordenador do Observatório da Saúde do Distrito Federal disse à Agência Brasil que o sal é o grande responsável por problemas como o infarto, a diabetes e a hipertensão, esta última de difícil diagnóstico que se tornou um problema de saúde pública. “O excesso de sal é ruim, traz problemas para o coração, para os rins, eleva a pressão arterial e está diretamente ligado as causas de infarto”, destacou o cardiologista. Segundo ele, todo esse impacto na saúde do brasileiro torna o consumo excessivo de sal e de sódio um problema de saúde pública e, por isso, torna-se necessária a redução do uso do sódio nos alimentos. Ele reconheceu que a tradição da culinária brasileira é um dos pontos que mais dificultam o processo de convencimento do cidadão. Geniberto citou, por exemplo, o tradicional churrasco gaúcho. Uma forma de driblar a quantidade de sal colocada na carne, segundo ele, é descartar a capa da carne, onde o produto se concentra. “Agora, vai dizer isso para o gaúcho”, brincou. Apesar de o consumo excessivo fazer mal a saúde, o sal é necessário para o corpo humano e, ao mesmo tempo, a redução da quantidade ingerida é facilmente aceita pelo organismo. O segredo é diminuir gradativamente o consumo e não tentar cortá-lo da dieta de uma vez.

A nutricionista e professora da Universidade de Brasília (UnB), Raquel Botelho, deu dicas para controlar o consumo de sal. “Nós temos que incentivar a população a usar temperos a base de ervas, até mesmo pimentas, porque não contêm sódio”. Outro produto que pode ajudar no processo de redução do consumo de sal é o alho, tempero que é benéfico à saúde que contribui no tratamento de infecções patogênicas e previne doenças como o câncer e problemas cardiovasculares. A professora explicou que o cidadão tem que tomar cuidado com os temperos industrializados. “Cada tablete de tempero contém mais de 1 mil miligramas de sódio”. Segundo ela, o brasileiro consome três vezes mais sal do que deveria.

 

Fonte: http://www.revista-fi.com/

OMEGA-3 em excesso pode ser ruim para você.

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Uma nova análise sugere que os ácidos graxos ômega-3, ingeridos em excesso podem ser prejudiciais à saúde em determinadas situações, e que os padrões alimentares com base na melhor evidência disponível precisa ser estabelecida. “O que parecia ser um afundanço há alguns anos atrás, pode não ser tão clara como pensávamos”, disse Norman Hord, professor adjunto na Faculdade de Saúde Pública e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Oregon e co-autor do artigo. “Estamos vendo o potencial de efeitos negativos no uso de altos níveis de ômega-3. Porque não temos biomarcadores válidos para exposição e conhecimento de quem possa estar em risco se consumir quantidades excessivas, não é possível determinar um limite superior neste momento. “Pesquisas anteriores liderados por Jenifer Fenton da Michigan State University, e seus colaboradores, descobriram que a alimentação de ratos em grandes quantidades de ácidos graxos ômega-3 na dieta levou ao aumento do risco de colite e alteração imunológica. Esses resultados foram publicados na Cancer Research, em 2010. Fenton e seus co-autores, incluindo Hord, revisaram a literatura e discutiram os potenciais efeitos adversos à saúde que podem resultar do excesso de consumo de ômega-3, os ácidos gordos. Estudos têm demonstrado que o ômega-3, também conhecidos como ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa ( LC-PUFAs ), estão associados a um menor risco de morte súbita cardíaca e outros resultados de doenças cardiovasculares. “Nós fomos inspirados a uma revisão da literatura com base em nossas descobertas após publicações recentes mostraram aumento do risco de câncer de próstata avançado e fibrilação atrial em pacientes com níveis sanguíneos elevados de LCPUFAs”, disse Fenton. Omega-3 ácidos gordos têm propriedades anti- inflamatórias, que é uma das razões pelas quais eles podem ser benéficos para a saúde do coração e problemas inflamatórios. No entanto, os pesquisadores disseram que quantidades excessivas de ácidos graxos ômega-3 podem alterar a função imune, às vezes, de maneiras que podem levar a uma resposta imune disfuncional a uma infecção viral ou bacteriana. “A resposta imune disfuncional ao consumo excessivo de ômega-3 pode afetar a capacidade do organismo para combater patógenos microbianos, como bactérias”, disse Hord. Geralmente, os pesquisadores apontam que a quantidade de óleo de peixe utilizados na maioria dos estudos são geralmente acima do que se pode consumir de alimentos ou de dosagem usual de um suplemento dietético. No entanto, um aumento da quantidade de produtos, como ovos, pão, manteigas, óleos e suco de laranja, estão sendo ” fortificado ” com ômega-3. Hord disse que este alimento fortificado, juntamente com o uso de suplementos de óleo de peixe, aumenta o potencial para consumir esses níveis elevados. “No geral, nós apoiamos as recomendações dietéticas da Associação Americana do Coração para comer peixes, especialmente peixes gordos como o salmão, cavala, truta do lago ou sardinha, pelo menos duas vezes por semana, e para aqueles em situação de risco de doença da artéria coronária, para falar com o seu médico sobre suplementos”, disse ele. “Nossa principal preocupação aqui é o indivíduo hiper- completados, que pode estar tomando altas doses de ômega-3 suplementos e comer alimentos enriquecidos por dia”, Hord acrescentou. Hord diz que não há normas baseadas em evidências para a ingestão de ômega-3 e não há maneira de dizer quem pode estar em saúde risco de se consumir um nível muito elevado desses ácidos graxos . “Nós não somos contra o uso de suplementos de óleo de peixe de forma adequada, mas há um potencial de risco”, disse. “Como tudo é verdade com qualquer nutriente, tendo em demasia pode ter efeitos negativos. Precisamos estabelecer biomarcadores claras através de ensaios clínicos. Isso é necessário para que possamos saber quem está comendo quantidades adequadas desses nutrientes e que pode ser deficiente ou comer demais. “Até estabelecer biomarcadores válidos de exposição de ômega-3, fazer boas recomendações dietéticas baseadas em evidências em potencial varia exposição alimentar não será possível. “

Fonte: http://www.revista-fi.com

Nutrição e as Farinhas de Trigo.

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“O trigo é uma das mais antigas e mais amplamente cultivadas de todas as culturas agrícolas”, é o que registram Orth e Shellenberger, no famoso livro “Wheat – Chemistry and Technology”, editado por Pomeranz. Numa tradução livre, o texto ainda informa que “É aceito que o trigo foi cultivado como cultura alimentar cerca de 10.000-8.000 A.C.”. Segundo os autores, que representam a mais forte corrente histórico-científica, por muito tempo o homem alimentou-se quase que inteiramente de carne de caça.

Quando o Homo sapiens, além de caçador, passou a ser coletor de vegetais, ampliou suas fontes alimentares. O subsequente domínio do cultivo de grãos fora primordial para o início da civilização (Pomeranz, 1988). Não é absurdo dizer que o trigo alimentou e nutriu o homem pré-histórico, ajudando-o a fixar-se à terra e desenvolver-se, é trivial entender porque o trigo transformou-se no mais importante dos cereais: tem inigualável capacidade de formação de massa, é fonte de energia e de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais. É uma das fontes de proteínas de mais baixo custo, compostas em 1/3 por aminoácidos essenciais. Massas, pães, biscoitos e bolos existem em virtude do trigo. São alimentos presentes na cultura alimentar de quase todos os povos, porque, numa dieta equilibrada, dão satisfação sensorial e aportam saudabilidade e nutrição. Há alguns anos o grão integral possui alegação funcional reconhecida pelas autoridades norte-americanas, e as farinhas, mesmo baixas extrações, podem ser instrumentos da nutrição, pela adição de vitaminas e minerais, no que se convencionou chamar de Fortificação Alimentos.

Fortificação de Farinhas

No início da década de 1920, a introdução de iodo no sal de cozinha nos Estados Unidos, transformou-se num marco da fortificação (Cannon, 2006), cuja regulamentação iniciou-se há mais de 50 anos, melhorando o aporte nutricional à população (Backstrand,2002). Desde então, as farinhas de trigo foram eleitas como importante vetor de nutrição em virtude da regularidade de seu consumo, estabilidade, facilidade de incorporação e homogeneização de micronutrientes. Já em 1941, farinhas de trigo passaram a ser fortificadas com vitaminas do complexo B (Cannon, 2006), reduzindo, severamente, problemas de má formação do tubo neural durante a gestação. No Brasil, a fortificação de farinhas de trigo (e milho) foi regulamentada em 2002, através da RDC 344, que determina a adição de 4,2 mg de ferro e 150 g de ácido fólico (vitamina B9) por 100g de farinha. A deficiência de ferro pode causar danos irreparáveis no desenvolvimento do organismo e na função cognitiva durante a infância. O ácido fólico é necessário para a síntese de DNA e RNA, e sua escassez pode ocasionar má formação fetal e comprometer formação de glóbulos vermelhos em crianças e adultos. Uma década depois, avanços podem ser mensurados, mas equívocos, detectados já na implantação da lei, deveriam ser corrigidos com:
A) aumento do consumo de derivados de trigo;
B) aplicação de melhores fontes de ferro;
C) melhor composição da fortificação.

Se López-Camelo (2010), registra minimização da anencefalia no Brasil, outros estudos, como o de Vieira e Ferreira (Revista de Nutrição, 2010), citam a gravidade da anemia no nosso país. No controle da má formação do tubo neural (espinha bífida), Canadá, Costa Rica, Chile e Argentina têm melhores resultados que os nossos. Um dado histórico talvez ajude nossa reflexão: o brasileiro tem consumo per capita de trigo muito menor que o do Canadá, do Chile, da Argentina, dos EUA e da EU. São 60kg de trigo/habitante/ano, contra consumos nunca menores que 90kg/habitante/ano (Fapri, 2006). Incentivar o aumento do consumo de derivados do trigo parece ser conditio sine qua non a melhoria dos resultados da fortificação. Incentivos à aplicação fontes de ferro com melhor biodisponibilidade (não susceptíveis ao eletromagnetismo) também parecem ser meios para a melhoria dos resultados do programa. Além disso, é importante se ter ciência do ciclo metabólico do ferro, para o qual é imperativa a ação de outros nutrientes, como a vitamina A, que poderia elevar sua absorção em pelo menos 34% (García-Casal, 2009). A fortificação de farinhas de trigo poderia estender seus benefícios na prevenção de enfermidades e na minimização dos custos com saúde pública. Para isso seria necessário um somatório de ações, que viabilizassem o incremento de consumo dos alimentos derivados do trigo, a aplicação de melhores fontes de ferro e a disponibilização de uma fortificação robusta, derivando numa melhor ingestão de micronutrientes e abreviando o tempo para que fossem atingidos os objetivos do programa: “reservas” em saúde e capacidade cognitiva (banco de intelecto). E o velho ditado diz: é melhor prevenir que remediar.

Texto: Divanildo Carvalho Junior. Gerente de Tecnologia e Inovação – Granotec do Brasil.