Teor de Sódio em alimentos industrializados.

shutterstock_127894874

Uma pesquisa divulgada pela ANVISA mostra que os campeões em alto teor de sódio são o queijo parmesão ralado, o macarrão instantâneo, os embutidos (mortadela) e o biscoito de polvilho. De acordo com o órgão, o brasileiro consome duas vezes mais sal em relação à quantidade recomendada e grande parte vem de alimentos industrializados. O queijo parmesão ralado lidera o ranking, com teor médio de 1.981 miligramas de sódio por 100 gramas do produto. Nas colocações seguintes, aparecem o macarrão instantâneo e a mortadela. O biscoito de polvilho tem quantidade média de 1.092 miligramas do ingrediente para cada 100 gramas. O queijo ricota, muito consumido em dietas, também apresentou altas variações de sódio entre as marcas avaliadas. Ao todo, foram analisados 496 produtos de 26 categorias de alimentos. Os alimentos industrializados representam 20% da dieta alimentar. O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal e 4,7 gramas de sódio, quando o recomendado são 5 gramas e 2 gramas, respectivamente. O sódio representa aproximadamente 40% da composição do sal. O governo e os representantes da indústria e dos supermercados firmaram acordo, iniciado em 2011, pela diminuição progressiva do sódio nos alimentos. Em 2013, produtos com menos sódio já estão disponíveis no mercado. O acordo vai ajudar a reduzir aos poucos a quantidade de sal nos produtos.

Fonte: http://www.portal.anvisa.gov.br

Curiosidades e mais curiosidades!

Postaremos no blog, alguns vídeos do canal da Marina Gorga no youtube, que traz várias curiosidades sobre nutrição. É super interessante e vale a pena conferir!

Fonte: http://nutricionario.com/

Nutricionista Marina Gorga

SENAI: Curso Superior em Tecnologia em Alimentos.

A Faculdade de Tecnologia SENAI Horácio Augusto da Silveira oferece o Curso Superior em Tecnologia de Alimentos, com duração de três anos, no período noturno. O processo seletivo é semestral, com ingresso de 40 alunos. O curso possui carga horária de 2800 horas, incluindo 400 horas de estágio supervisionado obrigatório. O aluno formado terá a habilitação profissional em Tecnólogo em Alimentos e estará apto a planejar, implantar e gerir processos produtivos da indústria de alimento e desenvolver produtos e processos garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos, cumprindo as normas da legislação pertinente. Atender às necessidades das empresas do setor alimentício foi  imperativo para a concepção do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos, levando-se em consideração, principalmente, o número de empresas desse segmento e os indicadores de crescimento do setor, tais como aumento de empregos e produção e exportação. O conteúdo programático aborda diferentes segmentos do setor, dentre eles balas, biscoitos, chocolates, massas e panificação. O desenho curricular do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos foi elaborado a partir do perfil profissional estabelecido por Comitê Técnico Setorial da área da indústria de alimentos constituído por especialistas do SENAI das áreas tecnológicas e de educação profissional, representantes de empresas, representantes de órgãos públicos ligados à área e, ainda, representantes de associações de referência técnica. Em função desse trabalho, o curso se consolida numa oferta formativa coerente com a demanda do Mercado de trabalho. A organização curricular do curso é composta por três módulos: básico, específico e final. O aluno concluinte dos três módulos, juntamente com o estágio supervisionado, fará jus ao diploma de Tecnólogo em Alimentos. Já os concluintes apenas dos módulos básico e específico terão o certificado de qualificação profissional tecnológica de nível superior em Assistente de Produção de Alimentos. O curso possui um currículo estruturado em ciência, tecnologia e gestão.

A ciência fornece a base científica, que proporciona ao aluno a compreensão teórica para o desenvolvimento pleno da área tecnológica escolhida. A tecnologia proporciona conhecimento integral do processo de produção da area de alimentos, facilitando a participação no planejamento, desenvolvimento, gestão, avaliação e tomada de decisões. A gestão proporciona a incorporação de atitudes necessárias às novas formas de organização do trabalho e a convivência em sociedade como, por exemplo, trabalhar de modo coorporativo. O corpo docente das Faculdades de Tecnologia SENAI Horácio Augusto da Silveira é formado por especialistas, mestres e doutores que, além do conhecimento científico, possuem conhecimento prático, pois atuam efetivamente em atividade profissional relacionada à área tecnológica. A Faculdade de Tecnologia SENAI Horácio Augusto da Silveira possui excelente infraestrutura composta por plantas piloto de industrialização de alimentos e laboratórios que proporcionam ao aluno a experiência prática, além de uma biblioteca com acervo especializado na área de alimentos.

 

Fonte: www.sp.senai.br/alimentos

Uma dieta rica em suplementos de ferro ajuda a melhorar o peso do nascimento do bebê.

shutterstock_131910776

Tomar suplemento de ferro durante a gestação está diretamente associada com aumentos significativos no peso do bebê ao nascer, e uma redução no risco de anemia materna, de acordo com uma nova análise.

O estudo, publicado no British Medical Journal, analisou dados de mais de 90 estudos, incluindo quase dois milhões de pessoas, para encontrar a relação dosagem- resposta direta entre a ingestão de ferro, anemia materna e bebês de baixo peso.

Liderados por Batoon Haider, da Escola de Saúde Pública de Harvard, a equipe de pesquisa observou que a deficiência de ferro é muito comum no mundo, e é a causa mais comum de anemia durante a gravidez – afetando cerca de 32 milhões de mulheres grávidas no mundo em 2011.

“Os nossos resultados sugerem que a utilização de ferro em mulheres durante a gravidez pode ser utilizada como uma estratégia de prevenção para melhorar o estado hematológico materno e peso do bebê ao nascimento.”

 Detalhes do estudo

Haider e os seus colegas analisaram dados de 48 ensaios clínicos (composta por 17.793 mulheres) e outro 44 (com 1.851.682 participantes) investigaram os efeitos da suplementação de ferro pré-natal sobre o risco de anemia e peso ao nascer.

“Esta análise sugere que o uso de ferro no pré-natal está associado a um aumento significativo no peso ao nascer e a redução no risco de baixo peso ao nascer” , disse Haider e sua equipe.

“Uma relação de exposição-resposta também existe entre o aumento da concentração de hemoglobina média no período pré-natal e maior peso ao nascer” eles confirmaram.

A equipe também encontrou evidências de significativa na anemia materna, deficiência de ferro, anemia por deficiência de ferro em um linear dose-resposta para níveis de 66 mg por dia. Não havia, entretanto, nenhuma redução no risco de parto prematuro, como resultado da utilização de ferro.

Outras análises indicam que cada aumento de 10 mg em dose de ferro por dia – até 66 mg – o risco de anemia materna foi 12 % menor, o peso ao nascer aumentou 15 gramas e risco de baixo peso ao nascer diminuiu 3% .

Haider e sua equipe sugerem que pesquisas futuras devem explorar “estratégias viáveis ​​de entrega de ferro”, bem como “a avaliação da eficácia de outras estratégias, como o fortalecimento e diversificação da dieta.”

Fonte: http://www.nutraingredients.com

Além de cafeína: energias alternativas.

shutterstock_129339416

Como a percepção dos consumidores de cafeína vem mudando e a ameaça de regulaçoes mais rígidas do mercado, as empresas estão se esforçando para encontrar o próximo grande sucesso para atender a demanda por produtos de aumento de energia, diz um analista.

Chris Shmidt, analista de saúde, sugere que as empresas devem fazer mais para capitalizar a crescente após um mal-estar entre os consumidores e reguladores dos possíveis efeitos negativos de consumir muita cafeína.

De acordo com dados da Euromonitor International, – alimentos e bebidas, principalmente posicionadas em torno de bebidas energeticas- cresceu 12% US$ 29,1 bilhões em 2012, a partir do qual, as bebidas energéticas tomam conta de uma impressionante fatia de 88% das vendas no varejo.

Dentro desta categoria de bebidas energéticas, a grande maioria dos produtos vendidos, usa da cafeína como o ingrediente de energia primária, enquanto o resto usa misturas de vitaminas e extratos de ervas.

Em um post em seu blog, Schmidt disse que há uma crescente percepção dos consumidores de que a cafeína não é natural e, pode ser, perigosa. “As empresas – especialmente as que operam na área da saúde e bem-estar – estão cada vez mais colocando ingredientes como extrato de chá verde, guaraná e erva-mate como poderosas fontes naturais de energia”, escreveu ele.

O mais comum equívoco entre os consumidores é que estas formas de cafeína são, de alguma forma, diferente da que é encontrada no café ou bebidas energéticas cafeinadas. O que levou à disparada das vendas de produtos que contenham essas alternativas, diz Schmidt.

Fonte: http://www.nutraingredients.com/

Entrevista com Dra. Jocelem Mastrodi Salgado, Parte V.

shutterstock_70915870

FiB

Quais os projetos da ESALQ para esse setor?

Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
Atualmente, venho desenvolvimento vários estudos com diversas substâncias que possam reduzir o risco de doenças, como Alzheimer, pesquisas que possam favorecer o aumento da longevidade e estudos clínicos com substâncias que possam melhorar textura e flacidez da pele. No mês de outubro, cinco teses foram defendidas na ESALQ-USP sob minha orientação, sendo que uma delas foi bastante comentada, inclusive, sendo tema do Globo Repórter do dia 28/10/2011. O titulo da tese é “Efeito do consumo de chá verde aliado ou não ao treinamento de força sobre a composição corporal e taxa metabólica de repouso em mulheres com sobrepeso ou obesas”, cujoresumo coloco a seguir: Introdução: O alto índice de obesidade populacional favorece o aumento de complicações associadas ao excesso de peso corporal, afetando a qualidade de vida do indivíduo. Vários alimentos têm sido investigados com o objetivo de auxiliar no controle do peso, e, dentre esses alimentos, o chá verde, derivado das folhas da planta Camellia sinensis, parece ser eficiente apresentando um efeito termogênico, além de promover maior oxidação da gordura corporal. O consumo desse chá possivelmente pode alterar a composição corporal e a taxa metabólica de repouso (TMR), mas até o momento poucos estudos nessa area foram realizados e nenhum deles avaliou mulheres com sobrepeso e obesidade. Objetivo: O objetivo deste estudo foi estudar os efeitos do consumo de chá verde e da prática ou não de exercício físico resistido sobre a taxa metabólica de repouso (TMR) e a composição corporal de mulheres obesas ou com sobrepeso. Métodos: ensaio clínico duplo-cego e controlado por placebo, envolvendo 40 mulheres com Índice de Massa Corporal entre 25 a 35 kg/m2 e faixa etária entre 20 – 40 anos. Antes do início do estudo, todas as participantes foram submetidas a um período de adaptação de um mês com uma dieta balanceada de 1.200 kcal baseada no hábito alimentar de cada participante, para que não houvesse nenhuma interferência nos resultados. Essa mesma dieta acompanhou as participantes até o fim do estudo. As mulheres foram divididas em quarto grupos: grupo 1 – chá verde solúvel (Sanavita ®) e nenhuma atividade física; grupo 2 – placebo e nenhuma atividade física; grupo 3 – chá verde solúvel (Sanavita®) combinado com exercícios resistidos; grupo 4 – placebo combinado com exercícios resistidos. O chá verde e o placebo foram consumidos duas vezes ao dia (10g em 200ml de água) às 10h00 e às 16h00 por um período de 2 meses. Após os 30 dias de adaptação alimentar, as voluntárias foram submetidas a uma avaliação da composição corporal inicial e da TMR, além de um exame bioquímico inicial para avaliar glicemia, colesterol total e frações, triglicérides, creatinina, insulina e Proteína C reativa (PCr). Esses mesmos parâmetros foram avaliados novamente no último dia do estudo. Resultados: Os resultados mostraram que o grupo 1 diferiu significativamente do grupo 2: enquanto as voluntárias do grupo 1 perderam peso (média de 5,7kg), circunferência de cintura (-5,8cm) e apresentaram diminuição da TMR e da gordura corporal (-4,7%), com manutenção da massa magra, as voluntaries do grupo 2 utilizando placebo não perderam peso, ganharam massa gorda (2,1%) e apresentaram diminuição da massa magra (-2,3kg) e da TMR. Quando os grupos com exercícios físicos resistidos foram avaliados, observou-se que as voluntárias do grupo 3 apresentaram resultados significativamente melhores que o das mulheres do grupo 4, ou seja, não perderam peso, porém tiveram sua composição corporal modificada, com perda de gordura e ganho de massa muscular (-10,3% contra -4,4% usando placebo e 6,6kg contra 3,5kg usando placebo, respectivamente), diminuição da circunferência da cintura (-9,2cm contra -2,4cm usando placebo); apresentaram aumento da força muscular e redução dos níveis de triglicérides (-29%). Conclusão: o consumo de chá verde proporcionou uma mudança na composição corporal, com diminuição da gordura e conseqüente perda de peso, e manutenção da massa magra. Aliado à prática de exercícios físicos como a musculação causou um ganho de massa magra significantemente maior que o proporcionado pelo exercício físico + consumo de placebo e favoreceu uma maior perda de massa gorda, por mobilizar esta como fonte de energia. O aumento da força muscular observada nos exercícios físicos de resistência foi maior quando o chá verde foi consumido anteriormente à sua prática. Aliado ao treinamento físico de resistência, o chá verde auxiliou em uma maior perda de gordura e maior ganho de massa magra.

Fonte: http://www.revista-fi.com/ Revista Food Ingredients Brasil – FiB