Fábrica cria cereais com sabores de Açaí e Cupuaçu e conquista exterior.

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Uma fábrica de alimentos criou um novo cereal com sabor de açaí. O alimento agradou aos consumidores e agora já está sendo exportado. A empresa levou três anos para desenvolver o cereal e lançar no mercado. Para isso participou de um programa de inovação. A empresária Ana Tovazzi investiu no cereal matinal com sabor de açaí. O alimento é nutritivo e rico em fibras. “O açaí é um produto nosso, 100% brasileiro, uma fruta incomparável no aspecto energético, com teor de antioxidante muito elevado, então é uma fruta que se destaca mundialmente”, diz a empresária Ana Tovazi. O alimento é produzido em uma incubadora de empresas na cidade de Mauá, no ABC paulista. A base do alimento são flocos de maçã desidratada. Os pedacinhos vão para um misturador junto com o pó de açaí. Após 40 minutos, os flocos de maçã ficam cobertos de açaí e vão para a estufa. A empresária Ana Tovazzi teve apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para começar o negócio. Em 2009, ela participou do Sebraetec, um programa que oferece subsídios para o micro e pequeno empresário investir em tecnologia e inovação. O Sebrae pode arcar com até 80% dos custos dos projetos. “O Sebraetc é um programa que nós temos onde o empresário tem acesso à parte tecnológica de algumas coisas, como desenvolvimento de designer, redução de energia, economia de alguns processos, mudança de layout, então como o Sebrae não tem essa parte técnica, nós fazemos parcerias com algumas outras entidades, empresas, para eles estarem fazendo esse processo”, diz Paula Bravaliere, do Sebrae em São Paulo. A empresária criou o produto e o Instituto de Tecnologia de Alimentos, em parceria com o Sebrae. Desenvolveu a técnica para produção do cereal de açaí em larga escala. A empresária só começou a comercialização em 2011, após ter investido R$ 700 mil em pesquisas, estrutura e equipamentos. O faturamento mensal do negócio é de R$ 150 mil. “É um produto em linha, com isso, é 100% natural, não tem corante, não tem aditivo, a gente faz o processo de forma a potencializar os componentes nutritivos da fruta, então isso é uma preocupação que a gente teve desde o começo”, afirmou a empresária. No exterior O açaí crocante está rodando o mundo. O produto já é comercializado na França e nos Estados Unidos. A empresa quer aproveitar a fama internacional da fruta e chegar em pelo menos cinco outros países nos próximos quatro anos. A embalagem do cereal que vai para o mercado externo é diferente da comercializada em território nacional. O rótulo é mais sóbrio e segue padrões internacionais. “Um dos requisitos é que você tenha um produto atrativo. Então o designer, ele inova o seu produto, ele faz com que ele se torne atraente ao mercado”, diz Ana. E para exportar é preciso ficar atento às certificações exigidas pelos mercados estrangeiros. “A gente está implantando uma norma que é reconhecida internacionalmente, e essa norma é a que garante a segurança do produto. Então essa norma envolve tanto as instalações, equipamentos, funcionários, uniforme e a segurança do produto final”, diz a engenheira de Alimentos, Tatiana Leitão. Cupuaçu A empresa tem capacidade para produzir até seis toneladas de cereal de açaí por mês. Mas por enquanto só fabrica uma tonelada e meia. E mesmo assim, metade da produção já é exportada. E a empresária Ana Tovazi aposta, também, em outras receitas com frutas típicas do Brasil para conquistar o mercado externo. Além do açaí, a empresa tem um cereal sabor cupuaçu, outra fruta originária da região amazônica. Aqui no país, o produto é encontrado em redes de supermercados e lojas de alimentos naturais. Pode ser consumido com iogurte, frutas ou até mesmo puro. E para atender aos exigentes mercados interno e externo, a qualidade é fundamental. “Hoje em dia, o cliente está sentindo a necessidade de produtos bons para a saúde. Então, essa necessidade faz a gente correr atrás de produtos naturais, sem glúten, sem lactose, zero, sem sódio. Toda essa linha é uma linha que está crescendo muito no mercado”, diz Marcos Maluf, de uma rede de supermercado.

Fonte: http://www.revista-fi.com/

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