O que está errado com o que comemos?

Hoje vamos mostrar dois pontos de vista apresentados no TED sobre os hábitos de consumo de alimentos da população mundial.

A primeira opinião é do Chef de Cozinha Jamie Oliver:

Food Revolution

 Segue o link, click no endereço abaixo e assista na íntegra:

http://www.ted.com/playlists/75/what_s_wrong_with_what_we_eat.html

A segunda é de Mark Bittman, colunista do New York Times:

Fontes: TED e You Tube

Publicidade para alimentos infantis é legal?

Assista a entrevista com o Professor Titular de Direito Constitucional da USP, Virgílio Afonso da Silva sobre a restrição da publicidade de alimentos para o público infantil – publicada em 2011.

Fonte: You Tube

Alimentos alinhados às novas tendências.

No gráfico a seguir, feito a partir da fala de Steven Rumsey no Evento internacional  +Bio, podemos ver como a Bunge tem se alinhado às novas tendências do mercado de alimentos.

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Açúcar Pode Estar Relacionado à Redução de Aprendizado e Memória.

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O alto consumo de alimentos ricos em açúcar pode atrasar o aprendizado e diminuir a memória, enquanto o consumo de ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a compensar esses problemas, diz estudo.

O estudo, publicado no Jornal de Psicologia, sugere que uma dieta composta por muita frutose, deixa o cérebro mais devagar e atrapalha a memória e o aprendizado. Entretanto o estudo também diz que o consumo de ácidos graxos ômega-3 pode neutralizar o efeito.

Fernando Gomez-Pinilla, da Universidade da Califórnia-Los Angeles (UCLA), demonstra no estudo realizado com ratos, que os alimentados com dieta rica em frutose tiveram dificuldades em se lembrar de caminho em um labirinto, e já os que foram alimentados com frutose e ômega-3 aprenderam mais rápido e se lembraram por mais tempo do caminho.

Os ratos alimentados somente com frutose tiveram declínio na atividade sináptica, que é a capacidade das células do sistema nervoso se comunicarem com outras, interrompendo a habilidade dos ratos pensarem claramente e lembrarem do caminho do labirinto, que eles aprenderem 6 semanas antes do teste. O ômega-3 é essencial para a atividade sináptica, desse modo os ratos alimentados com esse ácido-graxo foram melhores no teste.

A frutose encontrada em sua forma natural, encontrada nas frutas, não preocupa os pesquisadores. O que pode causar os distúrbios é o excesso de frutose, que pode ser encontrados em xaropes de milho e adoçantes, que são vendidos em sua forma simples e amplamente utilizados pela indústria na produção de refrigerantes e em condimentos.

O estudo foi classificado como uma novidade pelo pesquisador, pois a frutose ainda não tinha sido relacionada com danos ao sistema nervoso.

Fonte: 
Artigo: Metabolic syndrome in the brain: deficiency in omega-3 fatty acid exacerbates dysfunctions in insulin receptor signalling and cognition
Revista: The Journal of Physiology
Ano: 2012

Fonte: http://www.rgnutri.com.br

Nutrição como Instrumento de Valor para a Indústria Alimentícia.

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QUAIS SERIAM AS PRINCIPAIS VANTAGENS DA FORTIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS? QUAIS SERIAM OS PRINCIPAIS BENEFICIÁRIOS?

A priori, ganham os segmentos que nela apostam, os consumido­res destes produtos e a nação pela formação de “poupança físico­-cognitiva” que se estabelece na população.

A aplicação de vitaminas, minerais e ingredientes funcionais pa­rece estabelecer um dos únicos jogos de ganha-ganha legítimos e sustentáveis, pois os benefícios, a baixíssimos custos, são subs­tanciais ao longo de toda a cadeia. Os micronutrientes fortificam os alimentos e fortificam, também, seus rótulos, o valor percebido dos produtos e o valor do mercado em que estão inseridos. Tudo isso paralelo ao benefício individual transferido à cada consumidor e aos benefícios globais, pela redução dos custos com saúde pú­blica e pelo aumento do potencial de desenvolvimento corpóreo e intelectual dos indivíduos. Não é de hoje que o consumidor demanda e demonstra maior interesse pelos alimen­tos benéficos à sua saúde e de sua família. O senso comum da relação entre alimento e saúde é o fundamento primordial do suces­so de certos produtos e marcas de alimen­tos enriquecidos ou funcionais. Recentes pesquisas sobre o comportamento de com­pra do consumidor apontam para sua pre­ferência por alimentos dotados de alguma funcionalidade.

Os pais, por exemplo, preferem dar ali­mentos fortificados aos seus filhos, ao in­vés de irem à farmácia buscar coquetéis vitamínicos minerais. A turma da melhor idade, por sua vez, procura cada vez mais por alimentos ricos em cálcio, fibras, por nutrientes benéficos à visão e à saúde cardiovascular. Olhe na despensa de um jovem sessentão e você terá comprovado isto numa verdadeira pesquisa de cam­po. Olhe a lancheira da piazada e não se decepcionará, também. Remédio é para uso individual; Comida é pra todos jun­tos; Comida está associada a momentos felizes – comemoração; Remédio, não! Talvez esteja aí um outro forte motivo da preferência pelos alimentos fortificados e funcionais.

A fortificação parece, finalmente, conci­liar alguns interesses de cada agente da cadeia dos alimentos industrializados: A indústria registraria maior demanda e maior valor percebido de seus produtos; O consumidor acessaria micronutrientes e ingredientes funcionais aliados à saú­de, desenvolvimento e bem-estar; a na­ção reduziria gastos com saúde pública.

Não é atoa que organizações como a MIN­TEL, atestam o vigoroso crescimento da fortificação voluntária no mundo. Inter­nacionalmente, a indústria de alimentos percebeu e registrou demandas, opor­tunidades e tendências e não são poucos os exemplos brasileiros. Quem trabalha com criação e inovação não fica esperan­do pela fortificação mandatória (sal e fa­rinhas de trigo e milho, por exemplo) para atender os anseios dos consumidores. O ritmo de quem inova e busca diferencia­ção é outro. Observe quantos alimentos voluntariamente fortificados e funcionais estão à nossa disposição. E cada dia sur­ge mais um sem número de produtos e marcas fortificadas. Os lançamentos de alimentos funcionais na América Latina, por exemplo, triplicou entre 2007 e 2012 e já representam 6% de todos os produto lançados anualmente (Mintel, GNPD We­bminar, 2012).

No Brasil, enquanto o poder público, os setores e a sociedade civil discutem os resultados de uma década do programa de fortificação mandatória de farinhas de trigo e milho, muitas empresas buscam na fortificação voluntária instrumentos para o posicionamento diferenciado de seus produtos, pois não se precisa de lei de obrigatoriedade quando existe perfei­to encaixe entre demanda do consumidor e valor entregue pela indústria de ali­mentos. Arroz e macarrão instantâneo vitaminado, gelatina e refresco fortifica­do, pães e biscoitos com vitaminas e mi­nerais, óleo de soja enriquecido com vita­minas, iogurtes, leites, biscoitos… Agora cada vez mais bem desenhados em re­lação à matriz alimentar e ao buquet nutricional, com foco maior no benefício e não apenas no conteúdo. Como estes, quantos exemplos você não consegue ver entre a gôndola do supermercado e o ar­mário de casa?

Texto: Divanildo Carvalho Junior. Gerente de Tecnologia e Inovação – Granotec do Brasil.

A Nutrição e o Funcionamento Cerebral.

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Apesar dos amplos estudos e dos avanços científicos, o funcionamento do cérebro humano ainda precisa ser bastante estudado. Um dos mistérios remanescentes é a maneira pela qual o próprio cérebro se controla. Ele é um órgão vital e, assim como todos os órgãos, necessita de energia para exercer suas funções.

O cérebro é responsável por grande parte das reações químicas que ocorrem no organismo e algumas delas têm por objetivo tornar a energia dos alimentos disponível para os diversos sistemas fisiológicos. Isso acontece após o processo de digestão dos alimentos, tendo como resultado a produção de ATP (trifosfato de adenosina) que é armazenado em todas as células e utilizado como combustível para que as reações químicas necessárias ocorram.

A energia gerada é necessária para ativar a atividade muscular, a secreção pelas glândulas, a manutenção de potenciais de membrana nas fibras nervosas e musculares, a síntese de substâncias intracelulares e a absorção dos alimentos pelo trato gastrintestinal. O trato digestivo fornece ao organismo um suprimento contínuo de água, eletrólitos, substâncias e nutrientes. Isso exige movimentação do alimento ao longo do trato digestivo, secreção de sucos digestivos e digestão do alimento, absorção dos produtos da digestão, de água e dos vários eletrólitos, circulação de sangue pelos órgãos gastrintestinais e o controle de todas essas funções é feito pelo sistema nervoso e hormonal.

Sem uma fonte contínua de energia as células deixam de funcionar e morrem. Sabe-se que o carboidrato é a melhor fonte energética e que um grama de carboidratos fornece 4 kcal, sendo o produto final de sua desintegração, a glicose, molécula simples que rapidamente fornece energia. Os carboidratos são essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso central, uma vez que a glicose é o principal combustível para o cérebro. É ela que irá manter a integridade funcional dos tecidos nervosos. Os sintomas de uma redução moderada na glicose sangüínea (hipoglicemia) incluem sensações de fraqueza, fome e vertigens. Uma queda contínua e profunda pode causar dano cerebral irreversível. Assim como o resto do organismo, o cérebro necessita de uma alimentação balanceada, com cereais, frutas ricas em vitamina C (laranja), legumes, carnes magras, leite desnatado ou iogurte, e, principalmente, de carboidratos, como o pão. O cérebro tem 2% do peso de uma pessoa, mas consome diariamente 30% das calorias ingeridas. Além de ser energético, o carboidrato possui outras funções: são ativadores do metabolismo das gorduras e poupa a queima de proteínas com finalidade energética.

Entretanto, se a quantidade de carboidratos é insuficiente devido a uma dieta inadequada ou pelo excesso de exercícios, o corpo mobiliza as gorduras para o consumo energético e ao esgotarem as reservas lipídicas, o organismo passa a utilizar a proteína em maior quantidade como fonte de energia. Isso pode resultar no acúmulo de substâncias ácidas (cetoácidos ou corpos cetônicos), que são prejudiciais ao organismo, pois tornam o PH sanguíneo mais ácido. Por um período prolongado pode ocorrer uma acidose metabólica, ausência de substrato energético para funcionamento normal do cérebro, falência dos órgãos e até morte.

Referências:

http://www.jennerssa.hpg.ig.com.br/carbo.htm
http://www.terra.com.br/saude/boaforma
/alimentacao/2002/08/26/002.htm
FOSS. F.B., Bases fisiológicas da educação física e dos desportos, Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 1991.
GUYTON, A.C, HALL, J.E., Fisiologia Humana e mecanismos das doenças, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998.

Fonte: http://www.rgnutri.com.br/