Por que é tão difícil perder peso?

A neurocientista Sandra Aamont vai nos explicar neste vídeo porque é tão difícil perder peso! Agora se você não domina o inglês… abaixo traduzimos os principais pontos da apresentação para você ficar por dentro do assunto.

Aí vai nosso resumo:

  • Tudo começou quando neurocientista Sandra Aamon tomou uma das melhores decisões da sua vida: desistiu de fazer dieta, parou de se preocupar com seu peso e aprendeu a comer conscientemente.
  • Sua primeira dieta foi aos 13 anos e, durante anos, depois de númeras tentativas, ela sempre se culpava por seus insucessos.
  • Como neurocientista , ela sempre se perguntava , por que isso é tão difícil?
  • Obviamente, quanto você pesa depende de quanto você come e quanta energia você queima. O que a maioria das pessoas não percebem é que a fome e o consumo de energia são controladas pelo cérebro, sem o seu conhecimento, é claro.
  • Nosso cérebro, na maioria das vezes trabalha inconscientemente. Quer um exemplo? Você não esquece como se anda porque está pensando sobre o que cozinhar para o jantar.
  • Seu cérebro também tem seu próprio senso, não importa o que você acredita conscientemente. Todas as pessoas têm uma faixa de peso pré-estabelecida que varia entre  10 e 15 quilos.
  • Você pode adaptar seu estilo de vida para mover seu peso para cima e para baixo dentro desse intervalo, mas é muito, muito mais difícil estabelecer um peso fora desta faixa. O hipotálamo, é a parte do cérebro responsável por regular o peso do corpo – ou seja, é ele quem envia uma dúzia de sinais químicos para seu cérebro ganhar peso, e outra uma dúzia para seu corpo  perder peso – e, este sistema funciona como um termostato, respondendo aos sinais do corpo, ajustando a fome, às suas atividades e ao seu metabolismo.
  • Isso é o que um termostato faz, certo? Ele mantém a temperatura em sua casa a mesma, independente do quanto as mudanças climáticas externas se alterem. Agora, você pode tentar mudar a temperatura em sua casa abrindo uma janela no inverno, mas isso não vai mudar a configuração no termostato.
  • Seu cérebro funciona exatamente da mesma maneira, respondendo à perda de peso por meio de ferramentas poderosas que empurraram seu corpo de volta para o que considera normal. Se você perder muito peso, seu cérebro vai reagir como se estivesse morrendo de fome. E quer você tenha começado gordo ou magro, seu cérebro terá a mesma resposta.
  • Gostaríamos de pensar que seu cérebro pode dizer se você precisa perder peso ou não, mas não pode. Se você perder muito peso, fica com fome, e os músculos queimam menos energia. Dr. Rudy Leibel, da Universidade de Columbia descobriu que as pessoas que perderam 10% do seu peso corporal queimaram 250 a 400 calorias a menos, porque seu metabolismo foi suprimido. Isso é muita comida. O que significa que para fazer dietas com sucesso, alguém deve comer, para sempre, este tanto a menos menos do que uma pessoa com o mesmo peso que sempre foi magra.
  • De um ponto de vista evolucionário, a resistência do nosso corpo à perda de peso faz sentido. Quando a comida era escassa, a sobrevivência de nossos ancestrais dependia da conservação de energia, e ganhar de volta o peso quando a comida estivesse disponível novamente os teria protegido contra a próxima escassez.
  • Ao longo da história humana, passar fome já foi um problema muito maior do que comer demais. O que pode explicar um fato triste: os números “base” podem subir, mas raramente diminuem. Era disso que sua mãe estava falando quando dizia que a vida não é justa. Uma dieta de sucesso não diminui seu número base; mesmo que você mantenha o peso que perdeu por anos, seu cérebro está sempre tentando fazer você ganha-lo novamente. Se essa perda fosse resultado de uma grande penúria, isso seria uma resposta sensata. Mas nesse mundo de restaurantes de fast food, isso não está funcionando direito para muitos.
  • Essa diferença entre o passado ancestral e a abundância atual é o motivo que o Dr. Yoni Freedhoff, da Universidade de Ottawa, gostaria de levar alguns de seus pacientes de volta para uma época em que a comida estivesse menos disponível. E também é o motivo que mudar o ambiente alimentar realmente será a solução mais eficiente para a obesidade.
  • Infelizmente, um ganho de peso temporário pode se tornar permanente. Se você permanecer em um peso elevado por muito tempo, provavelmente uma questão de anos para a maioria, seu cérebro pode decidir que este é o novo normal.
  • Psicólogos classificam comedores em dois grupos: aqueles que confiam em sua fome, e os que tentam controlar sua ingestão de comida através de força de vontade, como muitos que fazem dietas. Então vamos chama-los de “Comedores Intuitivos” e “Comedores Controlados”. O mais interessante é que o primeiro grupo tem menos chances de estar acima do peso, e passam menos tempo pensando em comida. Os Controlados são mais vulneráveis a comer demais por causa de propagandas, porções gigantes e buffets “coma-tudo-o-que-puder”, e uma pequena indulgência, como uma bola de sorvete, tem mais chances de virar uma comilança.
  • Nos Controlados, as crianças são mais vulneráveis a esse ciclo de comer pouco e comer demais. Vários estudos mostram que garotas que fazem dieta no começo da adolescência tem três vezes mais chances de ficarem acima do peso cinco anos depois, mesmo que elas comecem com um peso normal. E todos esses estudos mostraram que os mesmos fatores que previam o ganho de peso, também previam o desenvolvimento de distúrbios alimentares. A propósito, o outro fator era ser caçoada por membros da família sobre seu peso. Não façam isso.
  • Um estudo de um período de 14 anos mostra o risco de morte baseado em quatro hábitos alimentares saudáveis: comer frutas e vegetais o suficiente; exercitar-se três vezes por semana; não fumar; beber com moderação.
  • Primeiro olhando para as pessoas de peso normal que participaram do estudo: nestas pessoas, naturalmente, quanto mais destes hábitos elas praticavam, menor era o risco de morte. Enquanto isso, as pessoas acima do peso que não exerciam nenhum dos hábitos mostravam um número bem mais alto, e desempenhar apenas um deles já abaixava esse número para o padrão. Já para pessoas obesas, o risco de morte sem nenhum hábito saudável se mostrou altíssimo, quase 7 vezes mais alto que no primeiro grupo. Porém, ao aplicar os itens de uma vida saudável, todos os grupos do estudo se encaixavam em um padrão semelhante. Isso mostra que você pode controlar sua saúde controlando seu estilo de vida, mesmo que você não consiga perder peso e se manter magro.
  • Dietas não são muito confiáveis. Cinco anos após uma dieta, a maioria das pessoas recuperou o peso, e 40% ganhou ainda mais. Se você pensar sobre isso, o resultado típico de uma dieta é que você tem mais chances de ganhar peso, a longo prazo, do que perder. Se convencidos de que dietas podem ser um problema, a próxima pergunta é: o que fazer sobre isso? A resposta é, em uma palavra, consciência.
  • Você não precisa aprender a meditar, ou fazer yoga, e sim comer com consciência: aprender a entender os sinais do seu corpo, para que você possa comer quando está com fome e parar quando está cheio. Porque uma grande parte do ganho peso se resume a comer quando você não está com fome. E como fazer isso: dando permissão para você comer o quanto quiser, e então trabalhar em descobrir o que faz seu corpo se sentir bem. Sente-se para as refeições normais, sem distrações. Pense como seu corpo se sente quando você começa a comer, e quando para, e deixe sua fome decidir quando você deve parar.
  • Ela diz ter demorado mais ou menos um ano para aprender isso, mas que realmente vale a pena. Está muito mais relaxada perto de comida do que eu já esteve a vida toda, e quase não pensa no assunto. Ela acrescenta que esta abordagem para comer provavelmente não fará você perder peso, a não ser que você tenha o costume de comer quando não está com fome. Mas médicos não sabem de nenhuma abordagem que resulte em uma perda de peso significativa em muitas pessoas. E é por isso que muitas pessoas estão focando em prevenir o ganho de peso, ao invés de promover a perda dele.
  • Porque um fato é certo: se dietas funcionassem, todos  já seriam magros. Por que fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes? Dietas podem parecer inofensivas, mas na verdade causam muitos estragos colaterais, e no pior dos casos, arruinam vidas. A obsessão com o peso causa distúrbios alimentares, especialmente em jovens. Nos Estados Unidos, 80% das garotas de 10 anos dizem já terem feito dieta. Essas meninas aprenderam a medir seu valor com a escala errada. Mesmo em seu melhor estado, dietas são uma perda de tempo e energia; demanda força de vontade, a qual você poderia estar usando em coisas mais úteis. E, porque a força de vontade é limitada, qualquer estratégia que se apóia em sua aplicação constante está basicamente destinada a falhar, quando sua atenção passar para outra coisa.
  • Ela se despede com um último pensamento: “E se eu dissesse a todas essa garotas fazendo dieta que não tem problema comer quando elas estão com fome? E se nós disséssemos a elas para trabalharem com seu apetite ao invés de temê-lo?  Acho que a maioria delas estaria mais feliz, e mais saudável, e quando adultas, muitas delas provavelmente seriam mais magras. Eu gostaria que alguém tivesse dito isso a mim, quando eu tinha 13 anos.”

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