Alimentos Funcionais resistem a recessão mas falhas continuam altas.

Alimentos funcionais passaram pela recessão econômica global melhor do que a maioria das categorias de alimentos apesar da taxa de fracasso ter sido elevada, de acordo com um americano expert em branding e mercado.

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 “A categoria mundial de alimentos funcionais é única no aspecto de que o mercado continua a crescer durante a crise econômica mundial, mas ainda carrega uma taxa considerável de 80% de fracasso para novos produtos,” diz Jeff Hilton, co-fundador e chefe do departamento de marketing da consultora BrandHive em Utah.

Hilton, que apresentou seus insights no Vitafoods Europe em Genebra, acrescentou:

“Pesquisas demonstraram que a demanda por alimentos funcionais existe, mas sem uma compreensão correta do mercado, muitas marcas estão errando quando se trata de um lançamento de sucesso.”

Hilton afirma que apenas quando as necessidades do fabricante, fornecedor e consumidor se alinham que os produtos realmente farão sucesso. Desenvolvedores de produtos devem estrar em sintonia com as mudanças demográficas aceleradas que significam diversos modos de comunicação e gosto entre grupos tão variados.

Suas visões ecoam as do expert em branding europeu Peter Wennstrom, presidente do Healthy Marketing Team, que disse ao congresso do Food Vision em Cannes recentemente que produtos geralmente falham porque os fabricantes não respeitam as necessidades e desejos do consumidor.

“Com cada marca, você pode fazer a mesma pergunta e todos os consumidores podem lhe dizer o que esperam das marcas de amanhã. Respeitar isso significa você pode ter muito sucesso na inovação da marca,” ele diz.

Entretanto, ele diz que infelizmente as companhias desrespeitam isso em favor de seguir suas próprias ideias ou objetivos da marca.

Wennström disse que era essencial as empresas desmembrarem sua comunicação e marketing em termos digeríveis pelo consumidor, especialmente alegações complexas da área de nutrição.

“Isso é um desafio, realmente respeitar o entendimento e linguagem do consumidor,” diz ele.

Alimentos funcionais: números mágicos

O analista Euromonitor International desenvolveu uma equação ano passado – uma espécie de número mágico – que quantificou a disposição dos consumidores em regiões específicas para comprar produtos funcionais, correlacionando a renda per capita gasta em alimentos e bebidas e a renda per capita gasta em alimentos e bebidas funcionais.

Com o coeficiente dessa correlação – o grau pelo qual os movimentos das duas variáveis estão associados – de 0,84, há uma associação clara presente.

Foi descoberto que na América do Norte, Australásia e Europa ocidental gasta-se mais em alimentos e bebidas funcionais, os quais oferecem medidas preventivas de saúde, especialmente medidas anti-idade.

Fonte:  http://www.nutraingredients.com/Consumer-Trends/Functional-foods-resist-recession-but-failure-rate-stays-high-Analyst    

Tendências em embalagens de alimentos.

Quem acompanha tendências vêm observando uma corrente forte se formando.
São embalagens de cores vibrantes, padronagens e ícones divertidos, sem muitas imagens, de forma minimalista mas bem moderna, deixando os alimentos ainda mais atrativos.

Dois casos de destaque são as embalagens novas da marca de pães e bolos Nutrella, e a marca de sucos do bem.

As embalagens da marca Nutrella foram reformuladas para reforçar a concepção de saudabilidade e ainda, trazendo muito bom humor para inovar sem perder o prestígio de 30 anos de mercado. Segundo os criadores da nova linha de embalagens, o público alvo é formado por mulheres independentes que tem uma rotina intensa, porém mantendo a alimentação leve. A marca conta com várias opções e pães, todas identificadas com uma identidade leve e criativa.

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Também com essa pitada de bom humor, a marca criada em 2007, do bem, traz leveza e jovialidade nas suas embalagens, sempre bem coloridas, com ícones limpos invés de imagens de frutas (predominantes em outras marcas do segmento). Além das cores tropicais e alegres e os ícones divertidos, a marca traz o humor através de frases como “Imagine você dormir mais dez minutos e não ouvir aquele barulho do liquidificador acordando a casa toda” (é o que defende a embalagem do suco de tangerina).
A marca tem vários sucos de frutas, sucos mix (com mais de uma fruta) e agora, a nova linha de chá mate.

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Fontes: Blog Chocoladesign, DesignOn, Google.

O pão ainda é o líder quando se trata de fibras; América Latina em ascensão.

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Quando se trata de fibras, produtos de panificação são os reis. Isso pode soar óbvio, mas em um mundo em que os nutrientes, suas fontes e aplicação são muitas vezes separados, vale a pena comentar.

Há suplementos, barras, bebidas e mais, mas os produtos panificados tradicionais ainda são a fonte principal de fibras, a forma popular de conseguir seus benefícios, desde para a saúde do coração até a digestiva.

Pão com alto teor de fibra se destaca na categoria com vendas globais de aproximadamente $28.6bn em 2013, e espera-se que esse valor aumente 25%, para $36bn até 2018, de acordo com os dados do Euromonitor International. O mercado norte americano irá investir 10% ($600m) até $6.8bn em 2018; o oeste da europa investirá 23% ($2.4bn) até $12.6bn.

Entretanto, o verdadeiro destaque em termos de crescimento é a América Latina, que terá ultrapassado as vendas do mercado norte americano pela primeira vez, crescendo quase 55% de $5.5bn ano passado, para $8.5bn até 2018.

Em outras categorias globais, cereais com alto teor de fibra terão crescido de $10bn para $11bn, e biscoitos com fibras irão ganhar em torno de $500m para valer $4.5bn em 2018.

Não há números disponíveis para outros mercados.

Alto interesse em fibras

A analista de saúde do Euromonitor, Diana Cowland disse ao BakeryandSnacks.com que a fibra – que podem vir de trigo, cevada, outros grãos assim como frutas e vegetais – estão ganhando vários interessados em apoiar.

O Dr. Gerald P. McNeill avalia o debate “gordura boa” vs. “gordura ruim”, discutindo o impacto de gordura trans vs. Gorduras saturadas, efeitos opostos do colesterol LDL e HDL, e perfis de ácido graxo na gordura do leite materno, óleo de palma, e óleo de coco. “Produtos de panificação com alto teor de fibras não só tem que ser produzidos, como também efetivamente vendidos aos consumidores,” diz ela.

“A promoção de produtos individuais e de marcas é o método usual, mas iniciativas promocionais lançadas por organizações industriais em parceria com governos e instituições de pesquisa também podem ajudar a estimular a popularidade de produtos panificados saudáveis.”

Ela diz que o HealthBread, um projeto de 2 anos fundado pela União Europeia, que começou em 2013, é um bom exemplo.

De acordo com a Mintel, a inulina, que pertence a classe de fibras chamada frutanos, é a fibra mais popular, seguida de fibras de cereais, fibras de vegetais, polidextrose e fibras de frutas.

“As afirmações de mais fibras no setores de pães e confeitaria juntos aparecem em quase 4% novos lançamentos,” dizJulia Buech, consultora de tendências e inovação da Mintel.

“A maioria das afirmações de alto teor de fibra vem do setor de pães. Fibra de aveia lidera esta categoria logo antes da fibra de trigo como o componente de fibra mais ativo. Inulina, polidextros e fibra de soja vem em seguida.”

In bars, 21% dos lançamentos tinham mensagens de aviso sobre as fibras adicionadas, diz Buech.

Apesar de muitas demandas aprovadas pelo mundo, geralmente relacionadas à saúde cardíaca ou digestiva, o setor recebeu um estímulo na União Europeia no fim de 2012 com a aprovação de seis artigos sob as exigências de regularização estritas de nutrição e saúde do bloco.

Mas Cowland avisa: “Por causa de especificidades, nem todas são vendáveis, como contribui para o aumento de massa fecal’.”

“A única que terá ressonância com os consumidores é a fibra de farelo de trigo, que pode promover transito intestinal. “

O que é alto teor de fibra? Uma definição

“É o agrupamento de pães industrializados e artesanais. Todos os pães integrais, multigrãos, e substitutos de pão que contém pelo menos 6g de fibras a cada 100g ou mais. Todos esses produtos estão inclusos, independente de eles serem vendidos com a premissa de serem naturalmente saudáveis ou não.”

Fonte: Euromonitor International

Proteínas de Laticínio + Soja: DAIRY PROTEINS + SOY.

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Um novo estudo publicado na edição online do Journal of Applied Physiology mostra benefícios adicionais por consumir uma mistura de proteínas de laticínios e de soja após de exercícios de resistência para aumentar a massa muscular. A pesquisa descobriu que a combinação de soja, caseína e soro de leite (whey) depois da malhação prolonga a entrega de aminoácidos seletos para os músculos por uma hora a mais do que usando o soro sozinho. Também mostra um aumento estendido do equilíbrio da cadeia de aminoácidos dos músculos da perna durante o começo da recuperação de um exercício, sugerindo uma tonificação dos músculos prorrogada.

“Este estudo esclarece o quão importantes combinações únicas de proteínas, quando comparadas a uma fonte só, são para a recuperação muscular após exercícios físicos e podem ajudar a estender a disponibilidade de aminoácidos, ajudando a promover o crescimento dos músculos,” diz Blake B. Rasmussen, Presidente do Departamento de Nutrição e Metabolismo do Programa de Medicina da Universidade do Texas e pesquisador na liderança do estudo.

Esta nova pesquisa se constrói em uma publicação mais antiga que diz que uma mistura de soja e laticínios estende a síntese proteica dos músculos quando comparada ao soro sozinho, já que apenas a combinação manteve os níveis de síntese elevados de 3 a 5 horas depois do exercício. Juntos, estes estudos indicam que o uso dos blends de soja e laticínios pode ser uma estratégia eficiente para indivíduos ativos que procuram produtos para ajudar sua saúde muscular.

“Por causa do aumento da demanda por proteína de alta qualidade, este estudo provém um olhar crítico para a indústria alimentícia como um todo, e para o mercado de nutrição esportiva em particular,” diz Greg Paul, diretor global de marketing da DuPont Nutrition & Health. “Com mais e mais consumidores reconhecendo a importância da proteína para sua saúde em geral e seu bem-estar, os resultados deste estudo tem relevância em particular para um grande segmento da população, desde os aficionados por espores e fitness, como o público geral.”

O estudo clínico duplo-cego randomizado incluiu 16 sujeitos saudáveis, de idades entre 19 e 30 anos, para determinar se o consumo de blends de proteínas com níveis de digestão diferentes iriam prolongar a disponibilidade de aminoácidos e levar ao aumento da síntese muscular de proteína após o exercício.

As bebidas de proteína dadas aos participantes consistiam de uma mistura de soja e laticínios (25% de proteína de soja DuPont Danisco SUPRO, 50% de caseinato, 25% de proteína do soro do leite – whey protein), ou uma única fonte (proteína de soro isolada). Biópsias dos músculos foram feitas no inicio e até 5 horas após exercícios de resistência. As fontes de proteína foram ingeridas 1 hora depois de ambos os grupos se exercitarem.

O estudo diz demonstrar que o consumo de uma mistura de soja e laticínios leva a um aumento constante de aminoácidos, os construtores de músculo. Os dados mostram que esta mistura provém este aumento por aproximadamente 1 hora a mais do que a proteína do soro sozinha. O blend também sustentou um equilíbrio maior de cadeias de aminoácidos positivos do que a proteína do soro, sugerindo que há menos quebra de proteína muscular durante o curto período de tempo depois do consumo do produto de proteínas mistas.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Programa de Medicina da Universidade do Texas em colaboração com a DuPont Nutrition & Health. Pesquisas mais aprofundadas estão em vigor para identificar os efeitos a logo prazo na massa e forca muscular.

Fonte: http://www.revista-fi.com/noticias_ler.php?id_noticia=2804

Educação e hábitos alimentares.

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https://www.youtube.com/watch?v=VgHBfz6FLQM

No link acima você pode conferir a palestra ministrada pela nutricionista, especialista em nutrição clínica e professora do Curso de Nutrição e Gastronomia da UNIP, Daniela Sierro, no programa Mesa Brasil SESC, sobre Educação Alimentar, hábitos e comportamentos alimentares e como esses assuntos devem ser tratados na atualidade.

Fonte: YouTube

Mortes por obesidade triplicam no Brasil em 10 anos.

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O número de brasileiros mortos por complicações diretamente relacionadas à obesidade triplicou em um período de dez anos, revela levantamento inédito feito pelo Estadão Dados com base em informações do Datasus. Em 2001, 808 óbitos tiveram a doença como uma das causas. Em 2011, último dado disponível, o número passou para 2.390, crescimento de 196%.

O aumento também foi significativo quando considerada a taxa de mortos por 1 milhão de habitantes. No mesmo período de dez anos, a taxa dobrou. Foi de 5,4 para 11,9, segundo informações do Ministério da Saúde. Os dados levam em consideração as mortes nas quais a obesidade aparece como uma das causas no atestado de óbito. Segundo especialistas, como o excesso de peso é fator de risco para diversos tipos de doenças, como câncer e diabetes, o número de vítimas indiretas da obesidade é ainda maior.

“As causas mais comuns de morte relacionadas à obesidade são as doenças cardiovasculares, como o enfarte e o acidente vascular cerebral (AVC). Sabemos, porém, que ela também está relacionada a muitos outros problemas, como apneia do sono, insuficiência renal e vários tipos de câncer”, afirma o endocrinologista Mario Carra, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Segundo o Ministério da Saúde, o aumento das mortes é um reflexo da “epidemia de obesidade” registrada hoje no país. “Outros países viveram isso primeiro, com alto consumo de alimentos industrializados e sedentarismo. O Brasil, ainda que mais tarde, está vivendo agora. Pesquisas feitas anualmente pelo ministério mostram que a obesidade e o sobrepeso têm aumentado muito”, afirma o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães. O último levantamento da pasta mostrou que mais da metade dos adultos brasileiros tem sobrepeso e pelo menos 17% da população está obesa.

Hábitos – Para especialistas, não é só a mudança de hábitos dos brasileiros que aumentou a mortalidade por obesidade. De acordo com Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade e síndrome metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo, as políticas públicas de prevenção e tratamento devem ser aprimoradas. “Não se faz prevenção em unidades básicas de saúde. Há o tratamento para diabetes, colesterol, hipertensão, mas pouco se faz para barrar o ganho de peso. Essa mesma preocupação deveria existir nas escolas”, afirma ele.

De acordo com o especialista, quanto mais cedo se instala a obesidade, mais cedo a pessoa pode morrer. “Se uma pessoa já tem obesidade mórbida com 20 anos e permanece assim, a doença vai encurtar a vida desse paciente em 12 anos”, diz ele. Para Maria Teresa Zanella, endocrinologista da Unifesp, é preciso mudar os hábitos desde a infância. “As crianças vivem em apartamento, jogam videogame e comem produtos industrializados. São alimentos que têm um sabor agradável e as crianças vão se acostumando, mas isso deve ser evitado”, diz ela.

Além da prevenção falha, os médicos apontam estrutura insuficiente para o tratamento da obesidade. “O SUS não oferece o tratamento medicamentoso, e os centros de referência para cirurgia bariátrica não dão conta da demanda”, diz Mancini. Em março, pelo menos 3.000 obesos de várias regiões do Brasil lotaram o ginásio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para passar por triagem em busca de cirurgia bariátrica. A fila de espera tem 2.000 pessoas.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude

Ainda dá tempo!

FI SOUTH AMERICA: PRÊMIO DA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA PRESTIGIA OS PRODUTOS INOVADORES

As inscrições vão até o dia 2 de julho. Um comitê técnico especializado vai analisar diversos aspectos, como inovação, benefícios ao consumidor, impacto econômico e tecnologia. Os finalistas e vencedores serão anunciados no primeiro dia do evento FiSA, no dia 5 de agosto.

Na categoria “Ingrediente Alimentício mais inovador”, quem pode se inscrever os inscritos são os fornecedores de matérias-primas para a indústria, ou seja, o perfil das empresas expositoras da FiSA. Nas categorias “Produto mais inovador” e “Produto Funcional mais inovador”, concorrem toda a indústria de alimentos e bebidas, incluindo produtos funcionais. A nova categoria de “Suplemento mais inovador” engloba ainda os suplementos alimentares como multivitamínicos, suplementos líquidos, pós, cápsulas, alimentos para atletas, entre outros.

As inscrições são gratuitas e a entrega do prêmio será realizada em uma cerimônia dentro do pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo.

Mais informações: http://www.fi-events.com.br/pt/atracoes/fi-awards/sobre-o-premio

Fonte: http://www.revista-fi.com