Sinais e dicas para evitar a obesidade infantil.

A obesidade infantil segue crescendo no Brasil – atualmente, 3 em cada 10 crianças estão acima do peso. Isso acontece principalmente por causa da mudança de padrão alimentar, do aumento do consumo de gordura e açúcar e também do sedentarismo. Em participação no programa Bem Estar, o endocrinologista Alfredo Halpern e a pediatra Ana Escobar deram dicas e mostraram como os pais podem ajudar os filhos a combater a obesidade infantil.

Um dos grandes problemas atualmente na alimentação das crianças é a grande oferta de alimentos como bolos, refrigerante, pipoca, hambúrguer, batata frita, salsicha, macarrão instantâneo, brigadeiro, chocolate, balas, pirulitos, pastel e coxinha, por exemplo.

Além disso, até mesmo na escola a oferta de alimentos é sempre um risco.

O ideal, segundo os médicos, seria que os pequenos ingerissem mais legumes, verduras, arroz, feijão, carnes, frutas, água e sucos naturais.

Outro problema frequente é o comportamento dos pais, que quase forçam o filho a comer para “não fazer desfeita”. Porém, nesse caso, a comida como forma de manifestação de carinho nem sempre é o melhor para a criança – vale ressaltar que o estômago dos pequenos é menor do que o estômago dos adolescentes e adultos e se eles comerem mais do que aguentam, vão engordar.

Os médicos ressaltam ainda que o problema da obesidade começa na educação dos pais e também na escola – ou seja, pais que comem bem e fazem atividade física regularmente também incentivam os filhos a serem assim.

Segundo a pediatra Ana Escobar, a criança que come escondido, deixa de fazer atividades por causa do peso ou sofre bullying, exige atenção dos pais já que esses são possíveis sinais de obesidade.

Outros fatores como desvio de perna, manchas atrás do pescoço, joelhos ou axilas, barriga muito grande ou puberdade alterada são ainda mais preocupantes e podem indicar que o excesso de peso está evoluindo para um quadro mais sério.

Para mostrar o que os pais devem fazer para os filhos perderem peso, os médicos montaram uma linha do tempo – até 1 ano de idade, o ideal é dar leite materno e a partir dos 6 meses, papinhas saudáveis; a partir de 1 ano, já pode introduzir alimentação saudável; depois dos 2 anos de idade, eles podem incentivar esportes leves como natação; depois dos 4 anos, já podem avançar e praticar esportes como balé e judô. A partir dos 12 ou 16 anos, os pais já podem incentivar a alimentação saudável e a atividade física, como lembraram os médicos.

Existe ainda a opção do balão intragástrico, que segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, pode ser uma opção. O médico explica que é importante que a criança obesa emagreça, de alguma maneira, para não ter complicações e doenças no futuro.

O balão intragástrico é a opção para ser usada se o uso de medicamentos não funcionou e antes de precisar recorrer à cirurgia bariátrica. Em relação ao uso dos remédios, o médico alerta que eles podem ser eficazes na perda de peso dos jovens, aliado a bons hábitos de vida.

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Explicando os 10 mandamentos:

1- Os pais devem dar o exemplo mantendo uma alimentação saudável para
incentivar seus filhos.
2- Crie uma rotina alimentar na casa, assim fica mais fácil controlar vontades fora
de hora e programar as refeições com os alimentos corretos.
3- Bagunça e sujeira nas refeições tem limites! A refeição pode ser divertida, mas
a comida não é brinquedo.
4- A alimentação da criança tem que ter variedade. Torne o prato atrativo e misture
alimentos que ela conhece com outros que você quer que ela prove.
5- A criança precisa estar confortável em uma altura boa da cadeira em relação à mesa.
6- Os pais podem insistir mas não podem forçar o filho a comer, se ele não quiser comer
e você perceber que não é birra, não force.
7- A comida é só comida. Não deve ser um tipo de prêmio, muito menos castigo.
8- Cuidado com os beliscos, eles podem tirar a fome das crianças.
9- O prato precisa ser bonito, colorido, de boa apresentação para atrair as crianças.
10- Tenha paciência e não brigue com o seu filho se ele não comer. A criança não
deve associar a refeição a um momento ruim.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/

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