Série TED Talks Nutrição

 

Ana Branco é professora do Departamento de Artes da PUC-Rio desde 1981 e orientadora do grupo BioChip. Em sua fala no TED, ela explica a Alimentação Viva, uma forma de alimentação baseada em alimentos naturais crus, frescos e secos (e em seguida hidratados). Comparando a um chip de computador, que precisa de moléculas de água para armazenar informações, ela defende que através dos alimentos crus e vivos, nós temos acesso às últimas informações enviadas pelo Sol à Terra. No final, ainda demonstra como essa experiência pode ser prazerosa preparando um suco com vários vegetais crus e brindando à vida!

 

Fonte: http://www.tedxcampos.com.br

Quais são as influências que impactam como e por que as pessoas comem?

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A dieta dos americanos é vista como aquela que contém os padrões das refeições tradicionais. No entanto, uma nova pesquisa está mostrando evidências adicionais a se considerar. Situações especiais ou emoções e até a demografia podem afetar padrões alimentares e ingestão dietética. Ao explorar realidades como comer e beber, comportamentos de populações específicas e identificar detalhes que orientam suas escolhas alimentares e estilo de vida, os especialistas sāo capazes de desenvolver uma orientação dietética.

Foram estudados americanos entre 18 e 80 anos de idade, numa pesquisa de vinte e três minutos, apenas em Inglês e on-line. No total, uma amostra de 2.856 entrevistados, que incluíram 8.135 refeições (comida e bebida) durante 10 março – 14 abril de 2013.

Os resultados foram publicados na ediçāo de Agosto de 2014 do Journal of American College of Nutrition que indicam que, aproximadamente, metade das ocasiões de consumo são conduzidas habitualmente, e um terço deixam quando a comida acaba. Os consumidores que relatam ter uma dieta saudável são mais propensos a confiar em hábito/hora do dia e procuram alimentos saudáveis​​, enquanto que aqueles com a dieta menos saudável são mais propensos a comer alimentos simplesmente porque estāo lá e param quando ele se acaba. Portanto, a orientação dietética deve incentivar os consumidores a reconhecer os detalhes pessoais e fornecer recomendações práticas para responder com uma ação saudável, especialmente para aqueles que são propensas a comer porque a comida está disponível e até que ele se foi.

 

Fonte: http://www.foodinsight.org/

Os pais não enxergam a obesidade infantil

As crianças brasileiras estão engordando, e muitos pais não percebem. Para piorar, o sedentarismo infantil, um dos maiores fatores de risco para obesidade, se torna um padrão habitual de comportamento em muitas famílias. Alguns trabalhos divulgados nas últimas semanas dão a dimensão do problema.

Diversos países têm identificado sobrepeso e obesidade crescentes entre crianças. O Estudo Internacional de Obesidade, feito com 6 mil crianças de 10 anos, em 12 cidades de diferentes países, mostrou que três em cada dez crianças estão nessa situação. Na cidade brasileira de São Cae­tano do Sul, o índice chega a quase quatro em cada dez crianças.

Nos EUA, um novo trabalho da Universidade da Carolina do Norte, divulgado no jornal The New York Times na última semana, contestou a divulgação recente de que a obesidade na infância (entre 2 anos e 5 anos) diminuiu no país entre 2004 e 2012. O dado foi interpretado como resultado de uma possível conscientização dos pais sobre a importância de dieta saudável e de atividade física dos filhos pequenos.

Os pesquisadores mostraram que, quando se estuda um intervalo maior de tempo (de 1999 a 2012), se percebe que essa redução de peso nunca ocorreu. Parece ter acontecido que, em 2003 e 2004, houve um pico de notificações. Isso levou, dizem eles, a um erro de interpretação dos dados no curto prazo.

No Brasil, outro estudo, feito pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em Itupeva, interior do Estado, com 400 crianças menores de 3 anos, mostrou que quase um terço delas apresentava excesso de peso, mas só 20% das mães percebiam o problema.
Falta de atividade física regular, alimentação com excesso de calorias, mais tempo na frente das telas dos computadores e menos sono são alguns dos fatores identificados pelas pesquisas para explicar o aumento de peso entre as crianças.

Não é difícil entender o que ocorre. Com pais ocupados, falta de segurança, problemas de mobilidade nos centros urbanos e o fascínio que a tecnologia exerce sobre a garotada, fica difícil fazer o jovem sair de casa e se movimentar. As dietas mais fáceis de preparar e consumir costumam ser muito calóricas e pouco saudáveis.

Muitos pais não têm tempo nem paciência de mobilizar os filhos para atividades físicas e para comer melhor (em geral, isso dá mais trabalho). Para pais que, muitas vezes, também são sedentários, comem mal e estão acima do peso, o sobrepeso dos filhos pode ser menos importante. Até a percepção do excesso de peso fica comprometida. Criança sedentária e com excesso de peso tem muito mais chance de ser um adulto nas mesmas condições. No longo prazo, isso pode ser péssimo para a saúde.

Fonte: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer

Dieta rica em proteína pode reduzir o risco de AVC

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Segundo revisão de estudos, comer 20 gramas de proteína por dia reduz o risco de derrame em 20%. Pessoas que se alimentam de dietas ricas em proteína, sobretudo oriunda de peixes, podem ter menos risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que aquelas que ingerem menos proteína regularmente. A revelação é de uma revisão de estudos publicada em Junho de 2014 no periódico Neurology, da Associação Americana de Neurologia.

Pesquisadores revisaram sete pesquisas com 254.489 pessoas, acompanhadas por catorze anos, em média. Eles concluíram que ingerir 20 gramas de proteína por dia — presente em um filé de frango pequeno, por exemplo — reduz em 20% a probabilidade de sofrer um derrame. Para cada 20 gramas diários extras, o risco de AVC caía em 26%. Estudos maiores precisam ser feitos para estabelecer a recomendação definitiva, mas a evidência (de 20 gramas) é convincente.

Carne vermelha ou peixe: a revisão não incentiva o consumo da carne vermelha, que já foi associada a um maior risco de AVC. Dois dos sete estudos analisados foram feitos no Japão, onde as pessoas ingerem, em comparação com ocidentais, menos carne vermelha e mais peixe, cuja carne é relacionada à redução da incidência de derrame. A pesquisa indica que o risco de AVC pode ser reduzido ao substituir a carne vermelha por outras fontes de proteína, como peixe.

Segundo o estudo, a ingestão de proteínas de origem animal, mais do que vegetal, protege contra o derrame. O nutriente reduz a pressão arterial e, consequentemente, o risco de derrame.

 

Fonte: http://www.veja.abril.com.br/noticia/saude

 

Dez alimentos ricos em carboidrato e os benefícios deste nutriente.

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“A gordura é nosso estoque de energia. Se você não come carboidrato, que também é uma fonte de energia, seu corpo vai segurar a gordura para um momento de emergência e você vai perder músculos”, explica a nutricionista Mayra Madi, da Clínica Andrezza Botelho. A questão é quanto e qual carboidrato comer.

De acordo com a nutricionista funcional Luciana Harfenist, o consumo exagerado do carboidrato é o “mal nutricional do século”. Isso porque faz crescer índices de obesidade em todo o mundo, e pela relação direta que tem com a diabetes (afinal, “todo carboidrato é fonte de açúcar”, como lembra Mayra). Por isso, é preciso maneirar nas quantidades.

“De modo geral, hoje, trabalho com a parcela de carboidratos sendo de 40% a 45% do total de calorias ingeridas. Mas a quantidade vai ser proporcional à sua necessidade metabólica e é diferente para cada um. A necessidade de energia vai ser proporcional à quantidade de energia que você gasta”, orienta Luciana.

Segundo Mayra, outra forma de observar se está abusando do nutriente é avaliar a sua alimentação. “Em um prato balanceado, metade tem que ser de verduras ou legumes, crus ou cozidos; um quarto de carboidratos e um quarto de proteínas”, diz. Aliás, o carboidrato deve estar presente em todas as principais refeições. Só tome cuidado em relação ao jantar se sua rotina for de comer e ir deitar – nestes casos, pode ser mais interessante parar de ingeri-los mais cedo, já que o organismo não precisará de tanta energia.

Além da quantidade, também preste atenção na qualidade do alimento, pois existem carboidratos simples e complexosOs simples, ou refinados, que são os mais comuns, como os do pão francês e do arroz branco, têm alto índice glicêmico – ou seja, provocam um pico de energia no corpo e têm rápida absorção. Já os complexos, como os alimentos integrais, têm baixo índice glicêmico, geram menos insulina no sangue e são absorvidos lentamente, o que ajuda na prevenção da diabetes e do acúmulo de gordura.

A diferença não tem a ver com a quantidade de calorias, que são muito parecidas entre todos os carboidratos, explica Mayra, mas os carboidratos complexos são mais recomendados, a não ser em situações de grande esforço físico em que é preciso de um pico de energia imediato. “O carboidrato é fundamental para quem quer ganhar músculos. Para ter bom humor, é preciso de carboidrato; e para quem estuda também. A falta do nutriente gera fadiga, cansaço e perda de cognição. A questão é qual carboidrato. Sempre é preciso um carboidrato mais integral, que é melhor”, diz Luciana.

Agora, para que você inclua os carboidratos certos na sua dieta (não se esquecendo de moderar na quantidade), veja uma lista elaborada com a ajuda das nutricionistas Mayra Madi, Luciana Harfenist e Dalyla Formagine, da Estética Duarte e reavalie sua rotina:

Pães

Eles estão muito presentes na nossa alimentação, mas a dica principal é: sempre que possível, opte pelos integrais, preparados com farinhas especiais. Eles são cheios de fibras, o que vai nutrir melhor o seu corpo, além de ajudar com que a liberação de açúcar seja feita de forma mais lenta no sangue.

Mas como toda regra tem exceção, para atletas e pessoas com atividades físicas muito intensas, pode ser interessante comer produtos de carboidratos simples e farinhas refinadas, já que elas dão energia imediata, antes ou depois da atividade.

Batata-doce

Como tem baixo índice glicêmico, não libera pico de açúcar no sangue. Isso faz com que a pessoa fique mais bem-disposta do que se estivesse comendo um carboidrato simples.

Um pico muito grande de insulina, e a posterior queda dela muito rapidamente, gera cansaço. Por isso sentimos aquele sono depois do almoço quando comemos carboidratos simples em grande quantidade.

Outros benefícios da batata-doce é que não contém glúten e pode ajudar na compulsão do açúcar, já que o sabor adocicado é fruto de uma enzima que ela possui. Uma dica de Luciana é substituir o pão por batata-doce e preparar chips assados do alimento para o lanche.

Arroz

O branco, tradicional, é rico em carboidrato simples. Por isso, embora seja recomendado para atletas, por exemplo, deve-se tomar cuidado com a quantidade ingerida.

Já o integral é mais recomendado, mas como nem todo mundo se adapta ao sabor desta versão, Mayra sugere ir cozinhando porções de arroz integral e branco juntas para adquirir costume com o sabor. Já o arroz preto, que além de carboidratos é rico em flavonoides e fibras, é uma dica de Luciana para o preparo de risotos (neste caso, também substitua a manteiga por azeite).

Outra dica da nutricionista funcional é sempre incluir um vegetal nas receitas, o que vai reduzir a quantidade de carboidratos ou deixar mais lenta a absorção deles. “A fibra atrapalha um pouco a absorção do carboidrato”, diz.

Outras batatas e tubérculos

São ricos em carboidratos, mas também em fibras. Uma boa maneira para aproveitar estes nutrientes é consumi-los assados ou cozidos. Nada de fritura – a não ser nos novos equipamentos que não usam gordura para isso.

Luciana explica que não é proibido misturar batatas a outras fontes de carboidrato, “contanto que o somatório total das porções esteja dentro das necessidades individuais. Por exemplo, se você ingere duas colheres de sopa de arroz, pode tranquilamente dividir a porção entre uma colher de sopa de arroz mais uma de batata”, diz.

Cereais

Quinoa, amaranto, aveia e outros cereais são ricos também em proteínas, o que ajuda a metabolizar o colesterol, diz Mayra.

A quinoa, por exemplo, foi declarada alimento do ano em 2013 pela Organização das Nações Unidas (ONU) por ser riquíssima em aminoácidos. Como fonte de carboidrato, pode substituir no dia a dia os nutrientes mais simples.

Uma sugestão de Luciana é criar em casa sua própria granola, com flocos de quinoa, amaranto e milho, além de nozes e amêndoas, que podem ser misturados em receitas de lanches e café da manhã. “Aumentar os nutrientes ‘lentifica’ a absorção de glicose”, explica.

Milho

Segundo Mayra, milho é carboidrato, e por isso é preciso tomar cuidado com misturá-lo com outras fontes deste mesmo nutriente. Ele tem ainda bastante fibra, que é interessante para aumentar a saciedade.

E por não ser um alimento processado, acaba não trazendo em sua composição elementos químicos que fazem mal à saúde.

Mel

Ele é rico em energia, com carboidratos como glicose e sacarose, além de poder ser funcional (quem é que não lembra dele na hora da gripe?), mas sua ingestão precisa ser feita com cuidado pois também é fonte abundante de açúcar e calorias.

Tapioca

Segundo Dalyla, é uma fonte boa de carboidrato porque tem baixo índice glicêmico e libera a glicose de forma mais lenta do que o pão simples, por exemplo.

No entanto, é preciso tomar cuidado com os recheios e evitar os muito doces e calóricos. Uma unidade, preparada com três colheres de sopa da goma, é uma boa opção para lanches e café da manhã.

Massas

Uma sugestão de Luciana é preferir as massas de grão duro e o preparo Al dente (quanto mais o macarrão desmancha, mais aumenta a absorção dos carboidratos).

Além disso, assim como acontece com os pães, o macarrão integral é melhor do que a massa simples.

A nutricionista Dalyla orienta a prestar atenção nos molhos: muitas vezes, são eles que deixam os preparos hipercalóricos. “Sempre dê preferência aos molhos mais naturais, feitos em casa”, diz.

Bolos

Parte da rotina de lanches e sobremesas do brasileiro. Uma boa forma de incluí-los na dieta é adicionar algum farelo que tenha fibras no preparo. No de banana, por exemplo, adicionar aveia.

Assim, as fibras atrapalham a rápida absorção da glicose e ajudam a menor ingestão dos carboidratos, por tirarem espaço deles na receita e por promoverem saciedade.

Fonte: http://gnt.globo.com

Série TED Talks Nutrição

 

Continuando a série de palestras sobre nutrição que aconteceram no  Ted Talks:

Julice Vaz abandonou a sua carreira de filósofa para se tornar padeira. Lendo e estudando sobre a Idade Média, ela descobriu a padaria tradicional e hoje possui uma produção de pães de fermentação longa e natural. Para isso, ela usa um fermento que já tem cerca de 90 anos de idade e precisa ser alimentado a cada 12 horas. Neste TED Talk ela usa sua experiência com pães para discutir o ritmo da vida moderna e para pensar sobre escolhas que temos que fazer.

Fonte: http://www.tedxcampos.com.br

A Relação Entre Alimentação e Câncer de Mama

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e dia 19 é o Dia Internacional Contra o Câncer de Mama. Trazemos aqui nosso último post da série. Não deixem de se informar e se examinar regularmente.

A alimentação pode pode afetar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama. Como fatores tais como calorias, álcool e soja interpretam um papel? Uma nutrição inteligente e uma dieta que te mantenha em um peso saudável pode reduzir os riscos de câncer de mama, o diagnóstico de câncer mais comum entre as mulheres.

Dieta e Câncer de Mama: Risco Aumenta com Ganho de Peso

Entre mulheres na menopausa, a faixa etária mais suscetível ao câncer de mama, as evidências continuam a apontar para o excesso de peso como um fator de risco. Em um estudo recente, mulheres obesas em seus anos pós-maternidade têm 3,2 vezes mais chances de câncer de mama do que uma mulher com peso saudável. Os pesquisadores levaram em consideração outros fatores que afetam o risco, incluindo a idade da mulher, a idade em que ela entrou na menopausa, o histórico de câncer de mama na família, e sua história de maternidade.

Entre as sobreviventes de câncer de mama, pesquisadores estão começando a associar o excesso de peso com o aumento do risco de recorrência e mortalidade, dia Colleen Doyle, cirurgiã chefe, dietista registrada, diretora de nutrição e atividade física da Sociedade Americana de Câncer.

É tentador pensar que uma dieta de pouca gordura e cheia de vegetais reduziria o câncer de mama, mas a associação entre as dietas e a prevenção não se estendeu muito, Doyle explica. Em um estudo que mostrou a conexão entre uma dieta de pouca gordura e a redução do risco de recorrência do câncer de mama, as participantes também perderam peso. “Então não ficou claro – o efeito é da redução de gordura ou da perda de peso? Eu costumo pensar que é provavelmente a perda de peso, porque a ingestão de gordura foi desconsiderada como um fator de prevenção do câncer de mama,” diz Doyle.

Dieta e Câncer de Mama: Os Efeitos da Ingestão de Soja

Para promover uma boa saúde geral, nutricionistas gostam de recomendar alimentos a base de soja. Eles possuem um alto teor de proteína e sua composição com pouca gordura rende a eles um lugar no regime de controle de peso. Apenas por si só, no entanto, alimentos de soja não aparentam auxiliar a reduzir o câncer em geral ou de mama especificamente.

“O tofu certamente se encaixa na nossa mensagem ter uma dieta baseada em plantas,” diz Doyle, “mas não há provas sólidas de que a soja reduz o risco de câncer de mama. Entretanto, há inúmeras outras razões para se comer soja. Ela é repleta de fitoquímicos e antioxidantes, que oferecem benefícios à saúde.”

A soja contém uma dose muito baixa de fitoestrogênio (estrogênio derivado de plantas), levantando a questão de que alimentos a base de soja possam aumentar cânceres hormonais, como o de mama. O problema em questão são as sobreviventes. “Nossa recomendação é de que é provavelmente seguro para sobreviventes do câncer de mama ingerirem quantidades de soja similares à dieta moderada asiática, em que não se consome mais do que três porções de produtos de soja por dia,” diz Doyle.

Isso pode soar como muita soja, mas pode ser apenas um bebida de soja pela manhã, sopa de miso no almoço e tofu no jantar, aponta Shayna Komar, nutricionista do Cancer Wellness em Piedmont, Atlanta, nos Estados Unidos.

Níveis moderados de alimentos fontes de soja aparentam não posar riscos de câncer de mama, mas nutricionistas recomendam não usar soja em pó ou suplementos similares. O nível de fitoestrogênio nesses produtos é desconhecido e podem ultrapassar os níveis saudáveis, diz Doyle.

Dieta e Câncer de Mama: Álcool e Aumento de Risco

O álcool parece aumentar o risco de câncer de mama, particularmente se uma mulher tem níveis baixos de folato, uma vitamina B solúvel em água que é encontrada em vegetais verdes e leguminosas. Por enquanto, a Sociedade Americana de Câncer recomenda que mulheres não consumam mais do que um copo de álcool por dia, mas Doyle aponta que até mesmo duas ingestões por semana podem aumentar o risco de uma mulher ter câncer de mama.

A incerteza aumenta, diz Doyle, por causa da estrutura dos estudos do relacionamento do álcool e do risco de câncer de mama. A maioria destes estudos que examinam o efeito do consumo de álcool começam com um copo por dia, e não capturam efeitos que podem começar com níveis menores que este.

O que complica a situação é o fato de que foi estabelecido que o consumo moderado de álcool diminui o risco de doenças cardíacas, a maior causa de mortalidade de mulheres nos Estados Unidos. “A mensagem para mulheres sobre o álcool e a prevenção do câncer de mama é que é importante ter em mente seu risco de desenvolver o câncer e doenças cardíacas e fazer uma decisão informada sobre beber qualquer quantidade. Se você já não bebe, não há porque começar,” diz Doyle. “Há muitas outras maneiras mais saudáveis de prevenir doenças do coração.”

Fonte: Everyday Health