LACC3: A atuação da EMBRAPA na biofortificação de alimentos – Rede Biofort.

Dando continuidade à série de posts com alguns dos temas a serem abordados nas palestras da LACC3 (Latin American Cereal Conference), que acontecerá em Curitiba, de 29/03 a 01/04 de 2015. Lembre-se! A cada semana iremos postar uma matéria com um novo tema que envolve a conferência. Não perca.

O BioFORT é o projeto responsável pela biofortificação de alimentos no Brasil, coordenado pela Embrapa, que aspira diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente.

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A biofortificação consiste em um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas. O processo também é conhecido como melhoramento genético convencional. A deficiência de micronutrientes como ferro e zinco e de vitamina A constituem sérios problemas de saúde pública nos países em desenvolvimento. Dietas com escassez de ferro e zinco podem ocasionar anemia, redução da capacidade de trabalho, problemas no sistema imunológico, retardo no desenvolvimento e até a morte. A anemia ferropriva é, provavelmente, o mais importante problema nutricional no Brasil. As fontes mais importantes de ferro para a população brasileira são feijão e carnes vermelhas. Embora a deficiência de zinco não seja tão estudada como a de ferro, considerando-se que os alimentos fonte destes dois nutrientes são os mesmos (sabe-se que fontes ricas em ferro biodisponível também são ricas em zinco biodisponível), é de se esperar uma alta incidência também para esta deficiência. A vitamina A é um micronutriente essencial para o bom funcionamento da visão e do sistema imunológico do organismo humano, sendo que sua deficiência tem provocado a cegueira em milhares de crianças no mundo. Depois das crianças, as mães, as lactantes e os idosos são as principais vítimas da desnutrição.

A estratégia atual para combater a desnutrição nos países em desenvolvimento tem como enfoque o fornecimento de suplementos vitamínicos e minerais para mulheres grávidas e crianças, além da fortificação de alimentos. Entretanto, a biofortificação faz sentido como parte de um enfoque que considere um sistema alimentar integrado para reduzir a desnutrição. A biofortificação ataca a raiz do problema da desnutrição, tem como alvo a população mais necessitada, utiliza mecanismos de distribuição já existentes, é cientificamente viável e efetiva em termos de custos, além de complementar outras intervenções em andamento para o controle da deficiência de micronutrientes. É, em suma, um primeiro passo essencial que possibilitará que famílias carentes melhorem de uma maneira sustentável, sua nutrição e saúde. Um forte elo entre o conhecimento técnico-científico da agronomia e da saúde tem permitido responder ao desafio de combater a fome oculta que debilita mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Por conta disso, uma rede de pesquisadores no Brasil e no exterior está investindo em pesquisas para obtenção de alimentos básicos mais nutritivos como arroz, feijão, batata-doce, mandioca, milho, feijão-caupi, abóbora e trigo. Paralelamente, parcerias com instituições públicas e privadas tem permitido que as novas cultivares cheguem às comunidades rurais mais carentes.

No Brasil pesquisadores de 11 Unidades da Embrapa trabalham no projeto com foco em alimentos básicos na dieta da população como arroz, feijão, feijão caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo. O projeto se preocupa com todo processo de alimentação do cidadão, desde o momento em que o alimento é produzido até a mesa do consumidor. Com esse intuito, considera e analisa a receptividade dos produtores nas comunidades rurais em relação as novas cultivares. Para isso é importante que as novas cultivares, além dos ganhos nutricionais, apresentem vantagens agronômicas e comerciais.

Com relação ao consumidor, é imprescindível que os alimentos da biofortificação tenham boa aceitação e seus nutrientes estejam biodisponíveis para que os objetivos do projeto sejam alcançados. Dessa maneira, será possível para a população de baixa renda ter acesso a uma alimentação mais nutritiva de forma sustentável e com baixo custo.
Outro ação do BioFORT é o desenvolvimento de produtos agroindustriais a partir de matérias-primas biofortificadas. Na Embrapa Agroindústria de Alimentos, por exemplo, os pesquisadores testaram a formulações de farinhas de batata-doce na composição de pães, biscoitos, massas, snacks e sopas instantâneas. Ao mesmo tempo, tem-se pesquisado a formatação de novas embalagens capazes de conservar os micronutrientes por mais tempo.

Fonte: http://www.biofort.com.br

 

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http://lacc3brazil.com/inscricoes/

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