A capacidade de digerir o leite pode explicar como a Europa ficou rica

shutterstock_15711691

Os seres humanos podem digerir a lactose, principal carboidrato do leite, somente com a ajuda de uma enzima chamada lactase. Porém, dois terços das pessoas param de produzir essa enzima após serem desmamadas.

Os sortudos – aqueles com “persistência da lactase” – continuam a produzir essa enzima na vida adulta. Um trabalho recente argumenta que sua genética peculiar ajuda a explicar porque alguns países são mais ricos e outros mais pobres.

Justin Cook, da Universidade da Califórnia, Merced, usou dados de fluxo de migração histórica para estimar a composição étnica de 108 países na África, Ásia e Europa em 1500. Ele, então, estimou qual proporção da população seria capaz de digerir leite, usando dados de tolerância à lactose de diferentes grupos étnicos (que ele considerou que não mudaram muito durante os séculos).

Países pré-coloniais na Europa ocidental tenderam a ter as maiores taxas de persistência de lactase, estimou Cook. Cerca de 96% dos suecos tiveram isso, por exemplo. Os mais baixos níveis ocorreram na África Subsaariana e no Sudeste da Ásia.  Aumento de um desvio padrão na incidência de persistência da lactase, por sua vez, foi associado a um aumento de 40% na densidade da população. Pessoas que podiam digerir leite, diz a teoria, usaram recursos de forma mais eficiente do que aqueles que não digeriam. Eles podiam extrair energia líquida dos animais, além de lã, fertilizantes e carne. O leite pode ter ajudado de outras maneiras também: sua gordura, proteína, vitamina e minerais adicionaram equilíbrio à dieta pré-colonial, reduzindo a incidência de doenças. Se usado como um substituto para a amamentação, o leite animal poderia ter reduzido o tempo de desmame e, dessa forma, o tempo entre as gestações das mães.

Tudo isso sugeriu que as sociedades consumidoras de leite poderiam suportar maior densidade populacional (embora continue intrigante que a persistência da lactase tenha se desenvolvido em partes da África, mas não tenha se disseminado). Quando as pessoas estão firmemente agrupadas, diz a teoria, o crescimento ocorre. Os governantes consideram mais fácil construir infraestrutura e administrar a lei, incluindo direitos de propriedade. Cidades podem se desenvolver, o que permite que os trabalhadores se especializem. A inovação tecnológica explode; exércitos maiores podem defender o que é produzido.

Não é de se admirar, então, que locais com alta densidade populacional no período pré-colonial tendem a ser relativamente mais ricos hoje. Nenhum fator único pode explicar os resultados econômicos de longo prazo, é claro, mas vale a pena levar em consideração a ideia de Cook.

Fonte: GuiaLat

Danone cria releitura de Pac-Man e lança o Pac-Danio

size_810_16_9_pac-danio

A Danone criou uma ação divertida para engajar os consumidores e mostrar que é possível enganar a fome. A marca foi buscar no clássico game dos anos 1980, o Pac-Man, a versão do aplicativo criado para promover o iogurte Danio. A brincadeira está disponível no Facebook e foi desenvolvida para ser usada na própria plataforma.

O jogo tem como objetivo driblar o apetite e acabar com os Familtons, personagem criado por Danio e que representa a fome. O objetivo é comer todas as frutas e os potes de iogurte, que permitem acabar com os Familtons.

O jogo permite que os usuários compartilhem os recordes e convidem os amigos a entrar na brincadeira. O APP foi criado pela agência Havas, que também é responsável pela série de vídeos divulgados nas redes sociais da marca e que fazem parte da campanha “Familton Facts”, que mostram como a fome pode atrapalhar nas ações do dia a dia.

Fonte: Danone 

Suíça entrega 154 toneladas de leite a cerca de 90 mil crianças em Cabo Verde

shutterstock_222080725

O donativo, avaliado em 147 milhões de escudos cabo-verdianos (1,3 milhões de euros), foi entregue pelo Cônsul Honorário da Suíça em Cabo Verde, Paulo Lima, ao presidente da FICASE, Felisberto Moreira, e à ministra da Educação e Desporto cabo-verdiana, Fernanda Marques.

Paulo Lima recordou que a ajuda do Governo suíço faz parte de um programa que vem desde 2007 e tem aumentado o donativo a cada ano, tendo começado com 37 toneladas de leite em pó e chegado neste momento a 154 toneladas. Apesar de Cabo Verde ter saído em 2008 do grupo de países menos avançados, o responsável diplomático afirmou que a Suíça continuou a ajudar o país a desenvolver-se no setor da Educação.
Por seu lado, o presidente da FICASE disse que se trata de um “precioso apoio” da Suíça, que vai beneficiar cerca de 90 mil crianças do ensino básico e do pré-escolar, sobretudo as mais carentes.

A maior parte do donativo, que será distribuído às escolas de todo o país durante o presente ano letivo, destina-se às crianças de Chã das Caldeiras, afetadas pela erupção vulcânica na ilha do Fogo, que ocorreu entre 23 de novembro de 2014 e 08 de fevereiro deste ano. Felisberto Moreira realçou ainda que o leite vai contribuir para melhorar o nível nutricional das crianças e, consequentemente, um “reforço” para o aproveitamento escolar.

A ministra Fernanda Marques destacou o “grande gesto de solidariedade” do Governo suíço, dizendo que chega “em boa hora” para fazer face às situações de vulnerabilidade que o país enfrenta – mau ano agrícola e erupção vulcânica na ilha do Fogo. O apoio do Governo suíço à FICASE iniciou-se em 2007, com a doação de 37 toneladas de leite, e ao longo de oito anos a Suíça ofereceu a Cabo Verde cerca de 700 toneladas de leite em pó.

Fonte: Sapo

Ministério Público confirma qualidade do leite gaúcho em Audiência Pública

shutterstock_146078012

Para o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, um dos momentos mais significativos da Audiência Pública para discutir a cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul, realizada nesta segunda-feira (6/4) pela Assembleia Legislativa, foi a declaração do Promotor de Justiça Mauro Rockenbach, de que o Ministério Público Estadual não recebe mais laudos positivos dos fiscais da cadeia leiteira. “As fraudes cessaram”, disse ele. E completou: “o leite gaúcho é o mais fiscalizado e tem qualidade”.

Guerra salientou que isso é resultado de todo um trabalho realizado pela indústria láctea desde o início da operação Leite Compensado para evitar que um número ínfimo de fraudadores prejudicasse a grande maioria do setor formado por indústrias idôneas, com marcas consolidadas no mercado e que primam pela qualidade de seus produtos. Rockenbach, fez um relato sobre as operações “leite Compensado” e colocou a instituição ao lado dos produtores para recuperar a imagem do leite gaúcho.
Em sua apresentação no auditório Dante Barone lotado, Guerra disse que este é um momento importante para a recuperação dos preços do leite porque ocorre a normalização do consumo com a retomada das aulas e ao mesmo tempo a chegada da entressafra que vai até maio.

Em relação ao mercado externo, observa que entre 2012 e 2014 a importação de leite caiu, passando de 176,6 para 102,8 milhões de Kg de leite em pó. Enquanto isso, a exportação aumentou de 38,3 para 83,6 milhões de Kg. “Estes números mostram que a autossuficiência na produção de leite deve acontecer em 2016.”

Para este novo momento, Guerra cita a necessidade de habilitar plantas para a exportação; a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-poa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pelas indústrias que são fiscalizadas pela Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa), órgão da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, responsável pela inspeção de produtos de origem animal que são comercializados dentro do estado. Assim, estas indústrias poderão exportar para outros estados da federação. O Rio Grande do Sul exporta 60% de sua produção para outros estados, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, ele lembra da necessidade de novos acordos comerciais e a certificação das propriedades rurais livres de tuberculose e brucelose.

Uma dificuldade que o setor deve enfrentar é que a União Europeia (UE) está abolindo seu sistema de cota de produção de leite, que já dura três décadas. A partir de abril a produção de leite está liberada para os países membros. “Se a União Europeia aumentar sua produção em 3% representa praticamente a produção anual do Rio Grande do Sul”, observa.
Outras ações importantes citadas por Guerra são o marketing institucional; incremento nas compras públicas de leite em pó e políticas públicas para melhorar a competitividade tributária e investimentos.

Ao final, ficou decidido que as seguintes demandas deverão ser encaminhadas aos governos estadual e federal e às entidades representativas ligadas à cadeia produtiva do leite: aumentar a compra do leite excedente por parte do governo; recuperar a imagem do leite gaúcho; trabalhar para aumentar a automação na recepção do leite, como forma de evitar adulterações; buscar a melhoria das estradas utilizadas para escoamento do leite; buscar a melhoria da qualidade da energia elétrica fornecida aos produtores rurais.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo com a participação de deputados que a integram, entre os quais Elton Weber e Gabriel Souza, proponentes da iniciativa. O colegiado é presidido pelo deputado Adolfo Brito. Também representaram o Sindilat, o seu vice-presidente, Guilherme Portella

dos Santos e o secretário executivo, Darlan Palharini. Além do Sindilat, outras entidades representativas do setor agropecuário também participaram da audiência, junto com órgãos públicos federais e estaduais, prefeitos e vereadores.

Fonte: GuiaLat

Lançamento DoBem!

dobem_melancia

Mais um lançamento de suco natural! Atendendo aos pedidos dos consumidores, a marca carioca do bem acaba de lançar o suco natural de melancia e limão. Refrescante e com apenas 40 calorias por copo, o lançamento é SEM açúcar, SEM conservantes ou corantes.

Com baixo teor de gordura, a mistura da melancia com limão, além de saborosa, ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e por ser rica em fibras, contribui para inibir a fome, estimulando a saciedade. O produto pode ser encontrado em caixinha de 1 litro.

 

Fonte: DoBem

Grãos pouco conhecidos no Brasil devem receber mais incentivo das indústrias

Sementes que podem ser usadas na alimentação e com alto índice nutritivo ainda são exploradas pelas indústrias alimentícias brasileiras de forma tímida e ainda pouco conhecidas pela maioria da população.

shutterstock_248256634

Os pseudocereais – amaranto, quinoa e farinha de sarraceno – são ricas em vitamina E e reduzem o colesterol no organismo, mas ainda são pouco usados na culinária brasileira. “O objetivo da palestra é apresentar a composição, processamento e produtos que podem ser desenvolvidos utilizando os pseudocereais. E, considerando o fato que estes grãos são pouco conhecidos no Brasil, o objetivo é considerar que estes cereais têm para a nutrição para a saúde humana e a possibilidade de utilização na nossa alimentação. Tanto a quinoa como o amaranto já são pesquisados no Brasil há mais de 30 anos e estão no nosso mercado há 10 anos, mais ou menos. Mesmo assim, ainda são pouco consumidos e conhecidos pelos brasileiros. Um dos motivos é o custo. Esta foi o estudo apontado por Vanessa Dias Capriles, pesquisadora da Unifesp, uma das palestrantes do LACC3.

Vanessa explicou que há várias possibilidades de utilizar estes grãos no dia a dia de forma semelhante ao trigo, arroz, milho, já que os pseudocereais podem ser processados de várias formas para a obtenção de nutrientes. Segundo ela, dá para fazer pipoca, usá-los inflados, em forma de flocos, com aromas diferentes, adicionar outros ingredientes, na formulação de granola, em barra de cereais, biscoitos, bolos e pães. “Já fizemos pão sem utilizar a farinha de trigo. Se comprar amaranto em grãos no mercado, dá para moer no liquidificador – não precisa de um processo tecnológico sofisticado. Dá para usar para fazer pães, bolos, panquecas, massas. As possibilidades são muitas. É só substituir 1/3 da farinha de trigo que seria usada nestas produções. Fica um produto gostoso que as pessoas podem incorporar no dia a dia normalmente”, explica ela, lembrando que os três cereais têm um grande potencial para a saúde, com fibras e minerais. As novidades, no entanto, não param por aí: Outra novidade que já está bastante difundida em outros países da América Latina – principalmente Bolívia e México – são as bebidas fermentadas à base destes grãos. A cerveja sem glúten é uma das opções para os celíacos.

“Esta oferta é que limita a procura do produto no Brasil, apesar de hoje o consumidor estar muito interessado em nutrição, em saúde e bem-estar. Por isso que eles estão no mercado, mesmo que de uma forma muito tímida. A gente vê que a indústria já está incorporando estes grãos na formulação de alguns alimentos. Já encontramos pães com amaranto, quinoa, granola e alguns outros produtos, mas a quantidade que estes pseudocereais são utilizados ainda é muito baixa, aponta a especialista. Segundo ela, a situação do trigo sarraceno ainda é mais dramática porque ele já é cultivado no Brasil há mais de 80 anos e é muito difícil encontrar este produto no mercado nacional. Em alguns mercados da região sul até se encontra na produção da agricultura familiar porque faz parte da alimentação de alguns imigrantes poloneses, ucranianos, russos que usam na culinária tradicional, mas é rara a comercialização em supermercados. “E, infelizmente, ainda são caros. Isso ocorre porque ainda não tem uma grande demanda. Se é caro, uma coisa fica presa a outra. Por isso destaco a importância do desenvolvimento de ações tanto na pesquisa quanto no desenvolvimento envolvendo toda a cadeia produtiva para aumentar a quantidade destes grãos ou entender melhor como processá-los, como adaptarmos ao hábito de consumo dos brasileiros, e este maior desenvolvimento de produtos para que eles fiquem com o custo mais acessível e, de fato, possam ser consumidos pela população. Hoje o consumo fica restrito à população de melhor poder aquisitivo, ou seja, à população de fato”, pondera.

 

Fonte: Portal do Agronegócio

Cadeia do Trigo debate formas de aumentar consumo

O consumo anual per capita de trigo no Brasil está na faixa de 45 quilos, metade da registrado na Argentina e países da Europa.

shutterstock_2788496

Expandir o consumo e o plantio de trigo no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, é o principal desafio da cadeia nacional do cereal. Esse foi um dos temas debatidos na LACC3 Brazil desde ano.

“Estamos aqui para saber as tendências mundiais de demanda e montar esse quebra-cabeça da oferta”, contextualiza Maximiliano Permartiri, gerente comercial da empresa organizadora Granotec.

25 anos_v2-azul

O consumo anual per capita de trigo no Brasil está na faixa de 45 quilos. A quantidade é metade da registrada na Argentina e países da Europa. De acordo com Marcelo Vosnika, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), problemas logísticos interferem diretamente no consumo brasileiro. “É mais barato trazer trigo dos Estados Unidos do que levar o grão cultivado no Sul para o Norte e Nordeste”, reforça Vosnika.

Ainda segundo o executivo, o baixo consumo dos brasileiros também está relacionado aos hábitos culturais da população. “No Norte e no Nordeste a mandioca é mais comum. Além disso, muitas pessoas estão deixando de consumir porque acham que o glúten [proteína presente no trigo] faz mal à saúde. Na verdade, a única restrição é para pessoas que têm intolerância ao glúten”, explica.

Fonte: BrasilAgro