Ministério Público confirma qualidade do leite gaúcho em Audiência Pública

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Para o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, um dos momentos mais significativos da Audiência Pública para discutir a cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul, realizada nesta segunda-feira (6/4) pela Assembleia Legislativa, foi a declaração do Promotor de Justiça Mauro Rockenbach, de que o Ministério Público Estadual não recebe mais laudos positivos dos fiscais da cadeia leiteira. “As fraudes cessaram”, disse ele. E completou: “o leite gaúcho é o mais fiscalizado e tem qualidade”.

Guerra salientou que isso é resultado de todo um trabalho realizado pela indústria láctea desde o início da operação Leite Compensado para evitar que um número ínfimo de fraudadores prejudicasse a grande maioria do setor formado por indústrias idôneas, com marcas consolidadas no mercado e que primam pela qualidade de seus produtos. Rockenbach, fez um relato sobre as operações “leite Compensado” e colocou a instituição ao lado dos produtores para recuperar a imagem do leite gaúcho.
Em sua apresentação no auditório Dante Barone lotado, Guerra disse que este é um momento importante para a recuperação dos preços do leite porque ocorre a normalização do consumo com a retomada das aulas e ao mesmo tempo a chegada da entressafra que vai até maio.

Em relação ao mercado externo, observa que entre 2012 e 2014 a importação de leite caiu, passando de 176,6 para 102,8 milhões de Kg de leite em pó. Enquanto isso, a exportação aumentou de 38,3 para 83,6 milhões de Kg. “Estes números mostram que a autossuficiência na produção de leite deve acontecer em 2016.”

Para este novo momento, Guerra cita a necessidade de habilitar plantas para a exportação; a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-poa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pelas indústrias que são fiscalizadas pela Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa), órgão da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, responsável pela inspeção de produtos de origem animal que são comercializados dentro do estado. Assim, estas indústrias poderão exportar para outros estados da federação. O Rio Grande do Sul exporta 60% de sua produção para outros estados, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, ele lembra da necessidade de novos acordos comerciais e a certificação das propriedades rurais livres de tuberculose e brucelose.

Uma dificuldade que o setor deve enfrentar é que a União Europeia (UE) está abolindo seu sistema de cota de produção de leite, que já dura três décadas. A partir de abril a produção de leite está liberada para os países membros. “Se a União Europeia aumentar sua produção em 3% representa praticamente a produção anual do Rio Grande do Sul”, observa.
Outras ações importantes citadas por Guerra são o marketing institucional; incremento nas compras públicas de leite em pó e políticas públicas para melhorar a competitividade tributária e investimentos.

Ao final, ficou decidido que as seguintes demandas deverão ser encaminhadas aos governos estadual e federal e às entidades representativas ligadas à cadeia produtiva do leite: aumentar a compra do leite excedente por parte do governo; recuperar a imagem do leite gaúcho; trabalhar para aumentar a automação na recepção do leite, como forma de evitar adulterações; buscar a melhoria das estradas utilizadas para escoamento do leite; buscar a melhoria da qualidade da energia elétrica fornecida aos produtores rurais.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo com a participação de deputados que a integram, entre os quais Elton Weber e Gabriel Souza, proponentes da iniciativa. O colegiado é presidido pelo deputado Adolfo Brito. Também representaram o Sindilat, o seu vice-presidente, Guilherme Portella

dos Santos e o secretário executivo, Darlan Palharini. Além do Sindilat, outras entidades representativas do setor agropecuário também participaram da audiência, junto com órgãos públicos federais e estaduais, prefeitos e vereadores.

Fonte: GuiaLat

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