Brasileiros deixam de comprar produtos supérfluos no mercado

Dez molhos de tomate e mais quatro pacotes de macarrão. Está é só a compra do mês, com uma pitada de economia.

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O autônomo Daruã Mendes, que está desempregado, mudou o endereço de fazer compras no fim do mês pros ‘atacarejos’, os supermercados que têm preços diferentes para venda no atacado e no varejo. “Vai dar uns R$ 400. Faz tempo que não gasto isso no mercado. Mas, se fosse comprar no bairro, ia dar por volta de R$ 800, R$ 900”, conta.

Tem um monte de gente mesmo comprando mais pra pagar menos. É que os supermercados atacadistas dão desconto para quem leva para casa mais produtos. E essa tem sido uma boa saída pra quem quer economizar.

O público sempre foi mais de donos de restaurantes e comerciantes. A invasão das famílias ficou mais forte este ano. “Você percebe que atualmente o consumidor tem reduzido a sua ida na alimentação fora do lar e se voltado pra alimentação dentro do lar”, afirma o presidente de uma rede de supermercados Belmiro Gomes.

Os supermercados perceberam esse novo perfil de consumidor em todo o país por causa do carrinho. Um levantamento mostrou que entraram mais produtos básicos, como açúcar, leite, arroz, feijão, óleo e frango, e saíram produtos como chocolate, refrigerante, cerveja e queijo muçarela, entre maio e julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

“Na verdade, na compra, o básico você tem que levar. Então o supérfluo, você tenta reduzir um pouco mais. Você mudar a marca, comprar o mais barato, é mais o supérfluo”, diz o transportador autônomo Robson Ramos.

E esse jeito de fazer compra deve continuar assim, diz a economista do banco Santander Tatiana Pinheiro. Ela explica que com água, luz e combustíveis mais caros, o custo para produzir alimentos também aumentou. “É um novo estado da economia. A renda encolheu e ela não vai voltar a expandir tão cedo”, explica a economista.

A dona de casa Silvana Amorim da Silva sabe disso. Com seis pessoas em casa, ela tem que calcular tudo que vai no carrinho pra não pesar no bolso, até o espaço pra pipoca. “Cada três produtos que eu compro aqui, a maioria eu pago com desconto, mas todos tem que ser acima de três ou seis, aí eu consigo”, aponta. E lá se foram três carrinhos cheios.

Para conhecer mais sobre microingredientes, clique aqui.

Fonte: ABIMAPI

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