Entrevista: a mentira do glúten. Parte 1

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Ansiosos para ler a entrevista com o autor do livro “A Mentira do Glúten”, Alan Levinovitz?Então aqui está a primeira parte dela:

O que é a mentira do glúten?

Alan Levinovitz – É a convicção de que ele faz mal a muitas pessoas. A verdade é que a ciência ainda não chegou nesse ponto. Sabemos que o glúten é nocivo a uma pequena porcentagem, cerca de 1% da população, que tem doença celíaca. Há outra pequena parcela de pessoas com sensibilidade ao glúten, mas realmente não sabemos muito mais do que isso. Quando alguém que faz dieta diz que perdeu peso por cortar o glúten ou quando médicos dizem que você deveria tentar parar de comer glúten porque ouviram dizer coisas boas sobre isso, estão indo além do que conhecem. E, na ciência, ir além do que se conhece é uma mentira.

Por que o glúten virou um vilão?

Bem, as pessoas já tinham medo dos carboidratos e de engordar por causa deles. O glúten está presente em vários alimentos ricos em carboidrato, então foi fácil culpá-lo. Também havia muitos celíacos não diagnosticados. Quando eles pararam de comer glúten, realmente começaram a se sentir melhor. Outras pessoas viram essa melhora e passaram a pensar que talvez elas mesmas pudessem se sentir melhor também, e até perder peso nesse processo. Mas, infelizmente, não é tão simples.

Você diz, no livro, que a rejeição ao glúten parece mais religiosa do que científica. Por que acha isso?

Todas as religiões, do judaísmo ao islamismo, têm certas regras de restrições alimentares, determinam quais comidas você deve ou não comer. Descobri que muitas pessoas acreditam que são melhores quando comem corretamente. Elas acham que há algo errado, eticamente, em comer certos tipos de comida. Se pegarmos uma dieta e mudarmos seu foco da saúde para a moral, que é o que muita gente está fazendo, ela começa a parecer mais com uma religião do que simplesmente com algo que você faz para se sentir melhor.

Por que modismos alimentares são como uma religião?

Estamos buscando uma identidade, queremos fazer parte de uma comunidade. Em uma dieta, você faz um sacrifício, como em diversas religiões, nas quais outras pessoas ao seu redor também fazem esse sacrifício, e você se sente próximo a elas. Se você para de comer glúten ou segue a dieta Paleolítica, se é vegetariano, busca pessoas semelhantes e se sente próximo de quem não pode comer as mesmas coisas que você eliminou. Nesse sentido, modismos alimentares são como religiões, porque criam comunidades que se sentem mais próximas por causa do que comem e de como se comportam.

Fonte: Contém Informação

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