Pães e massas devem subir até 12%

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A inflação vai continuar tirando o sono das famílias brasileiras em 2016 e o consumidor deve preparar o bolso. A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) prevê aumento de 12% no preço desses produtos, em comparação ao ano passado. A disparada do dólar é um dos motivos da alta, já que a maior parte do trigo utilizado no Brasil é importada.

“Cerca de 70% do custo de produção do macarrão e do pão industrializado é farinha de trigo”, explicou o presidente da ABIMAPI, Cláudio Zanão. Ele explicou que algumas indústrias já anteciparam aumentos em 2015 e, aquelas que ainda não o fizeram, vão reajustar os preços neste ano. Segundo Zanão, o impacto para o consumidor deve ser menor, em torno de 4%. “O varejo não costuma repassar o valor integral do aumento, pois, acima de tudo, há o interesse de vender”, explicou.

O presidente não acredita que o consumo desses produtos terá grande redução devido aos reajustes. Segundo ele, o biscoito, por exemplo, é um produto que já faz parte do dia a dia do consumidor, com 99,5% de penetração no carrinho de compras dos brasileiros. “As pessoas adquirem, no mínimo, um pacote de biscoitos por ano. Elas podem escolher opções mais baratas”, considera. No caso do pão de forma, a penetração é de 75%, o que corresponde a 10% do consumo nacional, segundo Zanão. “O produto que tem muito a crescer no mercado”, afirma.

O consumidor, no entanto, já mostra comportamento defensivo. A atendente de padaria Josilene Souza, 23 anos, destaca que, com o quilo do pão francês custando R$ 11, os clientes têm buscado alternativas. “Acredito que, ainda este mês, o quilo chegará a R$ 12”, previu. A comerciante Maria Helena, 56 anos, contou que o produto deixou de ser prioridade e a melhor opção é a tapioca. “Hoje, só compro pão de duas em duas semanas. Antes, era todos os dias, até mais do que o necessário”, disse ela.

Assim como nos últimos anos, o Brasil permanece como terceiro consumidor mundial de massas, com 1,27 milhão de toneladas por ano, atrás dos Estados Unidos e da Itália. O consumo per capita em 2014 manteve-se em 6kg/ano.

A funcionária pública Lucilene Vieira, 52 anos, disse que os aumentos a forçaram a trocar de marca. “Hoje, não compro mais o mesmo macarrão. Biscoito, agora, é só o de maizena e o de água e sal”, comentou. Segundo Júlio Sérgio Gomes, economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o brasileiro “sabe se virar e tem estratégias de sobrevivência bastante criativas”. Apesar disso, ele alertou para a importância do trigo. “O cereal é matéria-prima de alimentos básicos, por isso o aumento pode gerar problemas para as famílias”, afirmou.

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Fonte: ABIMAPI

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