A combinação preferida do brasileiro está mais cara

A combinação preferida do brasileiro está mais cara

Combinação típica no prato do brasileiro, o arroz e o feijão estão mais caros e tendem a continuar subindo por pelo menos três meses.

Não bastassem a crise econômica e a retração do poder de compra dos consumidores, que normalmente levam a um aumento da demanda por produtos básicos mais baratos, a natureza não está ajudando. Chuvas em excesso na região Sul do País e a escassez de precipitações em polos de Minas Gerais provocaram perdas nas lavouras de arroz e, no caso do feijão, determinaram a pior quebra da história.

O setor supermercadista confirma que está difícil conseguir o produto com bons preços, mas não vê problemas de abastecimento. Carlos Alberto Tavares Cardoso, presidente da CSD (Companhia Sul Americana de Distribuição), diz que seus fornecedores já reajustaram o valor do feijão carioca em 40% neste ano e em 108% nos últimos 12 meses. “Não repassamos tudo isso aos consumidores, mas vamos ter que fazer isso em um ou dois meses”, afirma. A CSD tem 46 lojas, a maior parte no Sul do País, e faturou R$ 1,7 bilhão no ano passado, segundo Ranking SM. Anualmente, compra cerca de 5 mil toneladas de feijão e outras 20 mil toneladas de arroz.

Cardoso observa que o feijão tem um agravante para o setor supermercadista: não pode ser armazenado por muito tempo. “Os consumidores não compram o grão ensacado há mais de três meses. Dizem que é feijão velho e que não fica bom”. E também não há substituição, de acordo com o presidente da CSD. “O feijão preto é consumido basicamente no Rio de Janeiro. O resto do País só usa para feijoada”.

Apesar disso, não falta produto nas gôndolas dos supermercados. Cardoso, da CSD, diz que para ele o arroz teve um reajuste de 8% no ano e de 27% em 12 meses, bem inferior ao que ocorreu com o feijão. De qualquer forma, são percentuais elevados para alimentos básicos. “O preço do arroz costuma oscilar mais, talvez porque a produção seja mais concentrada em uma região. Mas a alta assusta o varejo e os consumidores”, conclui.

Fonte: Supermercado Moderno

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