O futuro do iogurte grego

O futuro do iogurte grego

Depois de vários anos de grande expansão, chegando, inclusive, a liderar o ranking na América Latina, o consumo de iogurte no Brasil patinou em meio à crise econômica.

Em 2012 o mercado chegou a dar um salto de 11%, impulsionado pela novidade do iogurte grego. Mas, em 2015, o freio nas vendas pegou o grego em cheio. Não que ele tenha perdido popularidade, porém o seu preço mais elevado do que os de outros tipos da mesma categoria, refrearam o desejo de consumo.

Estudo da Kantar Worldpanel aponta que no último trimestre de  2015, quando a crise econômica se agravou no país, 70% dos consumidores que haviam comprado o grego no trimestre anterior, abandonaram o produto.

Aliás, nesse período, somente os iogurtes líquidos, que têm os preços mais acessíveis da categoria, tiveram alta.

O Consumer Insights, da Kantar, também indica as diferentes performances dos produtos pelo tamanho da sua embalagem. O iogurte tipo light foi melhor nas versões maiores, enquanto o grego vendeu mais na embalagem menor.

A tão sonhada estabilidade econômica deverá melhorar a performance das vendas de iogurtes. E o grego poderá voltar aos bons momentos. A questão é se o sucesso desta categoria vai continuar nos próximos anos.

Em outros países, para manter o grego no topo, os fabricantes ampliaram a variedade de sabores e investiram em marketing para apresenta-lo como opção de café da manhã, lanche e até para substituir as refeições. O uso culinário do grego também é um fator de aumento do consumo. O iogurte passou a ser usado no preparo de alimentos salgados, em molhos, como substituto do requeijão, da manteiga e do creme de leite.

O número cada vez maior de consumidores que buscam alimentos saudáveis e sem gordura também ajudou a ampliar as vendas do grego feito a partir de leite desnatado.

Ações como essas também devem pavimentar o caminho no Brasil.

De acordo com a MIntel, o maior consumo de iogurte de colher no nosso país está na faixa etária de 16 a 34 anos. Ou seja, varia de adolescentes a jovens da geração Millenials. E estes últimos fazem questão de uma alimentação mais saudável e prática, ainda que tenham que pagar mais por ela.

O grego faz sucesso por seu valor nutritivo, que inclui alta proteína, probióticos, vitaminas como a vitamina D, B12, minerais como potássio, iodo e cálcio.

E há um bom potencial de crescimento aí mesmo nessa faixa etária, já que quase 30% desses jovens consumidores afirmam gostar de experimentar novos sabores.

Além do lançamento de linhas novas e da ampliação de opções zero gordura, as edições limitadas podem ser atraentes e fazer com que o grego venda mais dentro de seu próprio público e, de quebra, desperte o interesse de novos consumidores.

Texto: +Bio

Uma resposta em “O futuro do iogurte grego

  1. Pingback: Iogurte salgado: tendência nos EUA | + Bio

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s