Afinal, o que quer o consumidor?

Afinal, o que quer o consumidor?

Ficar atento aos desejos de consumo e se antecipar eles é fundamental tanto para quem quer se manter no topo do mercado como para aqueles que esperam, pelo menos, sobreviver nos próximos anos.

Para isso são realizadas inúmeras pesquisas e eventos em todo o mundo, com o único objetivo de saber o que está nos corações e nas mentes dos consumidores.

O World Dairy Innovation Award identificou cinco macrotendências importantes, projetando o que vai estar em alta nos próximos anos:

  1. Produtos naturais e, de preferência, com benefícios funcionais para a saúde.
  2. Alimentos que ajudem a controlar o peso e que ofereçam prazer sem culpa.
  3. Opções “não contém” – menos gordura, sódio e calorias.
  4. “Snackfication”, ou seja, todas as características acima também terão de ser aplicadas na categoria de snacks ou lanches, que deve aumentar de tamanho em função da busca do consumidor por conveniência.
  5. Valorização de marcas que tenham compromisso com qualidade, responsabilidade ambiental e crescimento social.

Essas, é claro, são tendências mundiais. No Brasil, em plena crise econômica, as marcas que vem se dando melhor são as que aliam opções saudáveis e preço acessível.

O consumidor brasileiro está muito mais racional em suas escolhas. Ele vai com menos frequência aos pontos de venda e busca o melhor custo-benefício possível.

Recente estudo divulgado pela Kantar Worldpanel apresenta as 50 marcas de bens de consumo não-duráveis mais escolhidas pelos brasileiros no ano de 2015.
No quadro geral, Coca-Cola lidera o pódio, seguida por Ypê e Colgate, na segunda e terceira colocação. Das 50 marcas mais compradas, 27 são brasileiras. E quase metade delas cresceram em penetração e não em frequência de compra.

Entre os destaques no ranking, está a Seara, que subiu 16 posições. Analistas creditam essa performance aos pesados investimentos feitos pela empresa em reposicionamento no mercado. A Seara apostou na saudabilidade e sua estratégia de publicidade foca na nova formulação dos seus produtos, com menos sódio. A empresa não só oferece ao consumidor a possibilidade de manter a proteína na dieta como concorre com preço bastante competitivo.

A Italac também se destacou ao alcançar a 8ª posição da lista, lançando uma nova identidade de marca, modificando as embalagens e expandindo o portfólio.
Os bons desempenhos de Seara e Italac mostram que o consumidor não quer deixar a proteína ou o leite de lado e, por isso, procura opções mais em conta que também atendam às suas necessidades.
De acordo com a Country Manager da Kantar Worldpanel no Brasil,
Patricia Beber, “não são apenas as marcas de preço baixo que encontram espaço para crescer, mas também aquelas que souberam inovar com um benefício claro, como é o caso das marcas de laticínios, que investiram no segmento de No-Lactose e com isso aumentaram seu alcance na população”.
Ela acredita que o resultado da pesquisa reflete o sucesso das marcas que investiram em extensão de linha para se adaptar a uma nova realidade, em que o consumidor pede por inovação e praticidade.

A Itambé, por exemplo, antecipou para este ano um investimento que faria em 2017 para ampliar a capacidade de produção de itens sem lactose. O aporte será de R$ 50 milhões na unidade de Pará de Minas (MG).
Hoje a empresa já tem um portfólio com 23 itens para o mercado zero lactose. O último lançamento dessa linha foi o leite em pó.
A companhia também está apostando em outro nicho de mercado com a linha PRO,  para pessoas que seguem uma dieta balanceada e praticantes de atividades físicas de alta performance.

A Laticínios Bela Vista também aumentou sua linha de produtos saudáveis, com o leite aromatizado UHT Pirakids School, enriquecido com cálcio, vitamina D, Ferro e Zinco. E ampliou a família Piracanjuba Zero Lactose com duas novidades: o Leite UHT Integral Pirakids Crescer Zero Lactose, indicado para crianças de 4 a 10 anos, e  o Leite UHT Zero Lactose, agora também na versão 0% gordura.
O público infantil, grande consumidor de produtos lácteos, ganhou novas opções de sabores da linha Ades Max, oferecidas pela Ades, marca líder em alimento à base de soja. O Chocomax chega aos pontos de venda com 55% menos açúcares e 30% menos calorias do que a média de mercado de bebidas achocolatadas.

Continuar a investir, portanto, é a regra. Afinal, quem não baixar a guarda no período de crise chegará mais forte e presente na mesa do consumidor no momento em que a economia voltar a crescer.

Texto: +Bio

3 respostas em “Afinal, o que quer o consumidor?

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