Sal, sabor e saúde: os próximos desafios da indústria

Sal, sabor e saúde: os próximos desafios da indústria

Se você perguntar para um cozinheiro sobre o uso do sal, ele vai tratar do tema forma entusiasmada. Já se você perguntar a mesma coisa para um médico ou nutricionista, a resposta certamente virá em tom de alerta.

Como atender a ambos? A indústria de alimentos está atrás desse objetivo há uns bons anos.

A Nestlé, por exemplo, anunciou recentemente a ampliação de um acordo de colaboração com a Chromocell, que desenvolve ingredientes e intensificadores de sabor naturais.  A gigante suíça vai financiar pesquisas para identificar compostos naturais com sabor do sal.

O objetivo da empresa é alcançar a meta de redução de 10% do sódio em seus alimentos. Desde 2013 trabalhando nisso, a Nestlé já chegou 8%, tendo retirado 880 toneladas de sódio dos seus produtos.

Indústrias do mundo inteiro estão trabalhando para encontrar substitutos à altura e oferecer produtos com menos sódio.

Estímulo para isso não falta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta o consumo per capita de apenas 5 g de sal por dia (o equivalente a 2 gramas de sódio). No entanto, três em cada quatro adultos no mundo consomem quase o dobro da quantidade diária recomendada, o que acarreta graves riscos à saúde.

O Brasil também entrou pesado nesta luta, colocando na mesma mesa o governo federal e as indústrias. O objetivo é reverter um quadro crítico: o consumo médio de sal do brasileiro é de 12 gramas diárias, um dos mais altos do mundo.

De 2011 pra cá, quase 15 mil toneladas de sódio foram retiradas dos alimentos brasileiros. Para você ter uma ideia, essa quantidade de sódio encheria 3.723 caminhões.

Isso se deve a acordos firmados entre o Ministério da Saúde e representantes das indústrias alimentícias nacionais.

O sódio já foi reduzido de margarinas, cereais, caldos e temperos, batatas fritas e salgadinhos, massas instantâneas e pães de forma, entre outros produtos.

Em 2017,  vai entrar nessa soma também o sal retirado de alimentos do tipo requeijão, linguiça, empanados e hambúrgueres.

A meta é chegar a 28.562 toneladas de sódio retirados da cesta de produtos vendidos no Brasil.

E assim como vem fazendo com o sal, o Ministério da Saúde já informou que a próxima meta será reduzir o açúcar dos alimentos.

16,3% das calorias ingeridas pelo brasileiro vêm de alimentos com excesso de açúcar. A recomendação internacional é que não passe de 10% (o equivalente a 50 gramas diários). Análises do teor de açúcar devem começar a ser feitas pelo Ministério em 2017.

Texto: +Bio

 

2 respostas em “Sal, sabor e saúde: os próximos desafios da indústria

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