Grande marca do mercado alimentício estuda lançar leite orgânico

Grande marca do mercado alimentício estuda lançar leite orgânico

A Nestlé está estudando a possibilidade de lançar leite UHT orgânico no país.

Segundo Rachel Müller Galvão, gerente executiva de marketing de lácteos da empresa, o que incentiva o projeto é o propósito da empresa em impactar positivamente a vida das pessoas, além do fato de os consumidores estarem buscando cada vez mais alimentos considerados mais saudáveis.

Para isso, a empresa tem um projeto-piloto para fomentar a produção de leite orgânico. Lançado há um ano, envolve apenas a região de Araraquara, no interior de São Paulo. Segundo a executiva, há planos de expandir para outras áreas, já que é preciso ganhar escala.Por enquanto, a iniciativa conta com apenas 11 produtores. Desses, apenas um tem selo de produção orgânica. Os demais estão em conversão. Juntos, eles fornecem 6 mil litros de leite por dia à fabrica da Nestlé na cidade. Segundo Taissara Martins, agrônoma responsável pelo desenvolvimento de fornecedores da multinacional, há outros 20 a 30 produtores em prospecção. “O plano é, com esses novos produtores, alcançar 20 mil a 30 mil litros por dia, no primeiro semestre de 2019”, afirma.

A Nestlé já atua no segmento de orgânicos em outros países. Na Europa, onde esse tipo de agricultura é bastante desenvolvida, a companhia produz iogurtes, café, chá e papinhas. Nos Estados Unidos e México, tem linha de iogurtes e produtos culinários, por exemplo.

No Brasil, a oferta de leite orgânico ainda é restrita. De acordo com estimativas de mercado citadas pela Nestlé, há hoje no País apenas 50 fazendas produzindo esse tipo de leite, o que explica a oferta bastante modesta. Um dos grandes desafios, diz Taissara Martins, é a necessidade de desenvolver as cadeias de produção orgânica dos grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação do rebanho. “Estima-se que menos de 1% da produção do milho do Brasil seja orgânica”, afirma.

O tempo necessário para a conversão à produção orgânica de leite é outro desafio. Varia de 21 a 24 meses entre a conversão do pasto e dos animais e a adequação de estrutura para a produção. Conforme explica a agrônoma, a conversão do pasto leva 12 meses e a dos animais, seis meses. A certificação de orgânica – neste caso, conferida pelo IBD – só é obtida após 18 meses, depois de serem realizadas auditorias que verificam se as exigências estão sendo seguidas.

Fonte: Valor Econômico

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