Refeições prontas: um mercado em expansão

Refeições prontas: um mercado em expansão

Em 2015, a receita de vendas de refeições prontas no varejo brasileiro alcançou
a marca de R$2 bilhões, um salto de 5,1% em relação ao ano anterior e um crescimento total de 41% desde 2011.

A expansão de 41% entre 2011 e 2015 se deu em um período em que a economia do Brasil estava saudável e o poder de compra do consumidor, em ascensão, impulsionava o consumo. Com a deterioração da economia e o aumento do desemprego, a Mintel estima que o mercado de refeições prontas tenha retraído 6,6% em 2016, atingindo a marca de R$1,9 bilhão.

A previsão é de que o valor das vendas no varejo diminua 3,8% entre 2016 e 2021, atingindo R$1,8 bilhão. A recessão econômica tem afetado gravemente a categoria, forçando os consumidores a optar por alternativas mais baratas, como cozinhar a partir do zero, em vez de consumir refeições prontas.

Os brasileiros estão vivendo mais tempo e o envelhecimento da população trará novas demandas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatísticas (IBGE), a expectativa de vida na época do nascimento no Brasil era de 75,5 anos em 2015 (acima dos 75,2 anos registrados em 2014) e deve aumentar para 80 anos em 2041.

É provável que envelhecimento populacional afete ainda mais as vendas de refeições prontas, pois os consumidores mais velhos são menos propensos a consumir esses produtos.

Além disso, mais da metade da população brasileira está acima do peso, condição que pode causar vários problemas de saúde. Consequentemente, os consumidores estão mais inclinados a procurar formas de melhorar a saúde, e as marcas poderiam ajudá-los a fazer melhores escolhas.

Para criar produtos mais saudáveis, a Sadia desenvolveu uma tecnologia única que permite reduzir a quantidade de sódio sem alterar o sabor e a qualidade de seus produtos. Mais de 40 itens foram redesenvolvidos, incluindo lasanhas.

O Brasil enfrenta sua pior recessão desde a década de 1930. A estimativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha diminuído 9% entre o segundo trimestre de 2014, quando a recessão começou, e o nal de 2016.

Ao mesmo tempo, o desemprego atingiu 13,7%. Além disso, o Brasil ainda conta com inflação alta devido a vários aumentos de impostos destinados a equilibrar o orçamento do governo, acrescidos de maiores custos de produção. Todos esses fatores negativos estão influenciando a confiança dos consumidores na economia, levando os brasileiros a serem mais cuidadosos com seus gastos e reduzindo o consumo.

Fonte: Mintel

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