Impressão 3D pode ajudar a indústria alimentícia, mas como?

Impressão 3D pode ajudar a indústria alimentícia, mas como?

O crescimento populacional das próximas décadas trará à tona um debate fundamental: como alimentar de forma sustentável uma população que em cerca de 35 anos irá atingir a marca de 10 bilhões?  De acordo com dados da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), entre 1961 e 2013 o Índice de Produção de Alimentos praticamente quadruplicou, enquanto no mesmo período o percentual de terras para agricultura permaneceu praticamente o mesmo ao redor do mundo.

A solução do problema pode estar na tecnologia. Impressoras 3D funcionam construindo, camada a camada, o objeto desejado pelo usuário. Da mesma maneira que impressoras comuns utilizam cartuchos com tinta, impressoras 3D utilizam plástico, metal, material orgânico, cerâmica ou comida como matéria-prima para construir os resultados.

Diversos tipos de insumos podem ser utilizados para impressão de comida – uma expressão que até poucos anos atrás não fazia sentido. Extratos de alimentos orgânicos, gelatina, concentrados de proteínas (frequentemente a partir de algas), chocolate, sal, açúcar e farinha são alguns exemplos – sendo que no futuro as limitações certamente serão muito menores.

As vantagens são muitas: os “cartuchos” podem ser transportados de forma eficiente e armazenados por mais tempo. Países com escassez de alimentos – seja por guerras, poluição ou catástrofes naturais – podem receber os insumos e imprimir as refeições. Teremos menos consumo de combustível e redução de emissões nocivas no meio ambiente graças aos novos processos de produção.

O valor nutricional dos alimentos impressos também poderá ser melhorado. No livro “Fabricated: The New World of 3D Printing” (algo como “Fabricado: o Novo Mundo da Impressão 3D”), de Hod Lipson e Melba Kurman, os autores mencionam a possibilidade da conexão entre sua impressora de comida e os sensores que monitoram seu corpo, imprimindo uma refeição que inclui exatamente os nutrientes que seu corpo precisa naquele momento. Isso sem mencionar a possibilidade de endereçar questões como alergias ou restrições a glúten. Ainda há questões técnicas importantes a serem resolvidas nos próximos anos para que o consumidor final possa ter em sua moradia uma fábrica particular de refeições, mas o caminho para essa realidade está aberto.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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