Pular o café da manhã pode ser perigoso, entenda o porquê

Pular o café da manhã pode ser perigoso, entenda o porquê

Pular o café da manhã já foi associado ao aumento do risco de síndrome metabólica e problemas na dieta. Um novo estudo acaba de dar mais um bom motivo para você não deixar de fazer a refeição que é considerada por muitos especialistas a mais importante do dia: não comer de manhã ou se alimentar mal dobra o risco de aterosclerose.

O problema é caracterizado pelo acúmulo de placas de gordura e outras substâncias, como o cálcio, nas artérias, aumentando o risco de problemas cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “Esse estudo prova que se trata de um mau hábito que as pessoas podem mudar para reduzir seu risco de doença cardiovascular. As pessoas que pulam o café da manhã não só comem tarde e de forma estranha, mas têm um estilo de vida pobre”, disse Valentin Fuster, coautor da pesquisa e diretor do Mount Sinai Heart.

No estudo publicado recentemente na revista científica Journal of the American College of Cardiology, pesquisadores americanos analisaram a saúde – índice de massa corporal (IMC), colesterol, tabagismo, nível de atividade física – e a dieta de 4.052 pessoas com idade entre 40 e 54 anos, sem histórico prévio de doença cardiovascular.

Os participantes foram divididos em três grupos, de acordo com a quantidade de calorias que consumiam no café da manhã: até 5% das calorias diárias recomendadas (ou o equivalente a uma bebida como café, chá ou suco), entre 5% e 20% (como uma torrada ou salgado pequeno) e mais que 20% do total calórico recomendado por dia (geralmente composto de frutas, carboidratos integrais, proteínas e frutas).

Os resultados mostraram que apenas 3% dos participantes se incluíam no primeiro grupo, 69% no segundo e os demais (28%), no terceiro. Aqueles que pulavam o café da manhã tinham, em média, duas vezes mais gordura nas artérias do que os que faziam uma refeição mais calórica. As pessoas que comiam uma refeição moderada também corriam maior risco de aterosclerose em comparação com as que se alimentavam de forma mais robusta.

Essas pessoas também apresentaram maior circunferência abdominal, IMC, pressão arterial, mais lipídios no sangue e maiores níveis de glicose em jejum. Esses resultados se mantiveram mesmo após outros fatores serem considerados, como tabagismo, colesterol e sedentarismo.

Fonte: Veja Saúde

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