O consumidor está cada vez mais conectado

O consumidor está cada vez mais conectado

O mundo conectado está criando uma divisão na confiança que o brasileiro tem nas marcas. Essa é uma das descobertas do estudo global Connected Life, que acompanha as atitudes e comportamentos das pessoas no ambiente digital. O estudo ouviu 70 mil consumidores em 56 países – incluindo o Brasil.


O Connected Life investigou como as pessoas – consumidores online que estão do outro lado da tela – pensam e sentem a influência da conectividade em seu estilo de vida. No levantamento, o brasileiro aparece cada vez mais conectado – o que representa uma ótima oportunidade para os anunciantes – mas também mais atento e preocupado com as informações que chegam até ele. O desafio está em quebrar sua desconfiança e fazê-lo se aproximar das marcas sem que ele se sinta invadido.

O brasileiro passa quase 8 horas por dia conectado, tempo muito maior que a média global, que é de 5 horas. A evolução da tecnologia está possibilitando que as marcas se aproximem desse consumidor e desenvolvam experiências melhores de serviço, mas ainda há resistência. Os resultados de 2017 mostram, por exemplo, que os consumidores conectados estão divididos em aceitar a inteligência artificial: enquanto 40% dizem não ter nenhum problema em falar com um robô, se isso permitir uma resposta mais rápida, 41% estão totalmente contra.

Além disso, enquanto avanços na tecnologia focam em simplificar a vida do consumidor, as pessoas se sentem cada vez mais distraídas e invadidas por ela: 39% dos brasileiros pensam que usam seus aparelhos celulares muito mais que do que deveriam e essa percepção é ainda maior entre os mais jovens (49%). O estudo aponta que muitos consumidores optam mais por privacidade do que por conveniência, mesmo que isso signifique comprometer a velocidade ou conforto: no país, 51% se opõem a aparelhos conectados monitorando suas atividades ainda que isso facilite suas vidas. Para as marcas, isso implica em ser cada vez mais relevante nas suas interações com o consumidor e usar a tecnologia para melhorar a experiência sem comprometer sua privacidade.

Muitas marcas se apoiam nas mídias sociais para alcançar consumidores rapidamente e mais facilmente, mas a pesquisa mostra que há cada vez mais desconfiança sobre o conteúdo desses canais, como notícias falsas (fake news) e informação self-service: 37% dos consumidores do Brasil declaram que o conteúdo publicado nas redes sociais não é relevante para eles e 52% acreditam que o conteúdo que veem nesses canais não é confiável, contra uma média global de 35%. Outro ponto importante é que quase metade (45%) desses consumidores expressa preocupação com o controle que as plataformas digitais têm sobre o que eles veem em seus feeds.

53% dos consumidores brasileiros afirmam que, na maioria das vezes, podem reconhecer quando estão falando com uma máquina quando conversam com as marcas online. A transparência deve ser uma preocupação para as empresas. O consumidor não quer se sentir mais um; procura por um atendimento personalizado. Ele quer que as marcas entendam seus reais problemas e necessidades.

Fonte: Supermercado Moderno

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