Com alta, trigo pode alterar o ganho do setor

Com alta, trigo pode alterar o ganho do setor

Depois de um ano de retração, a indústria de biscoitos, pães, massas e bolos no Brasil aposta na retomada do faturamento em 2018 e projeta um crescimento de 3% sobre os R$ 39,2 bilhões registrados em 2017. No entanto, o aumento dos preços do trigo pode limitar este avanço.

A expansão do faturamento deve refletir a esperada melhora da economia brasileira, com um leve recuo no número de pessoas desempregadas e a perspectiva de retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 3% depois de dois anos de queda.

Embora a perspectiva seja positiva, este ainda é um cenário delicado. A recuperação está acontecendo, mas de forma tímida. Os dados de melhora da economia são factíveis, mas não vão se refletir tão cedo no varejo.

Um ponto crítico é o preço do trigo, principal matéria-prima para essa indústria. Neste ano, os moinhos devem demandar entre 10 milhões e 11,5 milhões de toneladas do cereal.

Historicamente, a Argentina é o principal fornecedor de trigo para complementar a oferta brasileira. Porém, o país vizinho deve registrar uma quebra na produção do cereal, o que vem estimulando a alta dos preços.

Aliado à incerteza quanto à safra argentina, o próximo ciclo no Brasil – que deve ser definido entre abril e maio – deve chegar a 4,6 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ante 4,2 milhões de toneladas na safra passada. Embora represente uma alta de 9,2%, a produção estimada pela companhia está aquém do volume produzido no país nos anos anteriores, que superou cinco milhões de toneladas.

Na região Sul, principal produtora de trigo, as indústrias devem ter entre 30 dias e 50 dias de estoques. A safra passada já está quase toda vendida e o produto importado está ocupando esse espaço.

A tendência de preços é altista, mas acredita que esse aumento dos custos da matéria-prima não deve alterar a perspectiva de crescimento de receita do setor de massas. Como consequência, deve ocorrer uma alta de preços ao consumidor final, mas de forma suave, para não desestimular o consumo. O reajuste não deve passar de Maio, mas ainda não projeta de quanto deve ser o aumento.

Fonte: ABIMAPI

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