Alimentos industrializados: devemos cortá-los totalmente de nossas dietas?

Alimentos industrializados: devemos cortá-los totalmente de nossas dietas?

Se você tem a sensação de que se esforça tanto para “comer certinho”, mas nunca consegue, não desanime –você não está sozinho. O terrorismo nutricional faz isso com as pessoas, é um excesso de informação tão grande, que a confusão é cada vez maior.

Só que essa preocupação exagerada diante de decisões que deveriam ser razoavelmente simples, como o que comprar no supermercado ou o que escolher no buffet do restaurante, por exemplo, acabam gerando um desgaste enorme. Muitos se sentem culpados por comer certas coisas, simplesmente porque dizem que “faz mal”, “intoxica o organismo”, “é veneno”, “engorda”

Será que, para ter uma alimentação “perfeita”, precisamos eliminar alimentos industrializados completamente das nossas vidas? A vida não é algo 100% previsível e, ainda que você seja extremamente organizado, vai ter que saber lidar com imprevistos e com mudanças de planos.

Planejar, realmente, é uma das mais eficazes estratégias para se comer bem. Uma vez que você estabelece uma rotina de compras no supermercado, dias da semana para cozinhar e uma certa regularidade de horários para as refeições, fica bem mais fácil conseguir se alimentar com mais qualidade. Mas sabemos que, ainda assim, estamos sujeitos a mudanças de planos no meio do caminho.

E é aí que entram os industrializados. Práticos e disponíveis em qualquer esquina, matam a fome na hora do “aperto”. Mas “pode” comer? Faz mal? Engorda?

De fato, muitos estudos demonstram que, quando consumidos em excesso, os industrializados podem aumentar o risco de diversas doenças, como alguns tipos de câncer e hipertensão. Além disso, também já sabemos que eles contribuem para o aumento dos índices de sobrepeso e obesidade como bem observado pela equipe do Prof. Carlos Monteiro do Nupens da USP, coordenador do Guia alimentar para a população brasileira.

Mas isso não quer dizer que precisamos nos desesperar e achar que estamos fazendo “tudo errado” quando consumimos um alimento industrializado. Precisamos da indústria que nos fornece alimentos práticos, higienizados e nutritivos. O segredo é compreender melhor as diferenças entre os alimentos e saber fazer as melhores escolhas. Separei aqui algumas dicas.

Tente pensar em uma escala, que começa no “in natura” e termina nos ultraprocessados. Quanto mais processado for, significa que menos tem de alimento de verdade ali dentro.

Entram nessa categoria os alimentos in natura e os minimamente processados, que devem estar mais presentes na nossa alimentação.

Alimentos in natura ou minimamente processados: são aqueles que vêm diretamente de plantas ou animais (frutas e legumes, grãos, carnes de todos os tipos, leite, ovos) e que não passaram por nenhum processo industrial ou passaram por poucos processos industriais, como limpeza, moagem e pasteurização, mas não recebem substâncias químicas. Exemplos: arroz, milho, feijões, lentilhas, grão de bico, castanhas, amendoim, farinhas diversas, macarrão, leite, iogurtes naturais sem adição de açúcar etc.

São os processados e ultraprocessados, que devem estar menos presentes na nossa alimentação, por serem ricos em gordura, sódio, açúcar e outros ingredientes artificiais.

Se você tem o poder de compra, você tem o poder de mudar a oferta de produtos no Brasil. Eu sempre cito o exemplo do iogurte porque é muito ilustrativo: se você comprar um iogurte natural, e acrescentar morango e açúcar, com certeza vai ter um alimento de mais qualidade e menos doce do que se comprar um iogurte saborizado.

O Brasil é um país rico em frutas, verduras e legumes, mas, infelizmente, a legislação com relação aos alimentos industrializados ainda é muito permissiva. O mesmo produto que é vendido aqui e em outros países vai ter quantidades de açúcar, sódio, gordura e aditivos químicos completamente diferentes.

Então, você pode reverter isso simplesmente escolhendo melhor os alimentos que leva para a sua casa. Valorizando mais os que são menos processados!

Fonte: ABIMAPI

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