Plantas resistentes aos extremos da seca são desenvolvidas por cientistas

Plantas resistentes aos extremos da seca são desenvolvidas por cientístas

Cientistas do Centro de Pesquisa em Agrigenômica (CRAG), da Espanha, modificaram geneticamente espécimes de  Arabidopsis thaliana fazendo com que ela conseguisse suportar e se desenvolver sob os maiores fatores de estresse das plantas.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 12 milhões de hectares de terra são perdidos a cada ano devido ao avanço da desertificação.

De acordo com a principal autora do estudo, Ana Caño,  é urgente gerenciar melhor a água disponível e obter variedades de plantas que possam resistir a longos períodos de seca. Após 12 dias sem água, quase metade das plantas modificadas estavam vivas e crescendo, em comparação com 20% das plantas não manejadas.

“Com a superexpressão gênica, multiplicamos o número de receptores de esteroides nas células vasculares por cinco. As plantas precisam de água para fazer açúcares, mas quando as acumulam nas raízes, não percebem a falta de água”, comenta.

Em condições normais, as raízes se movem e torcem em busca de água em um processo chamado hidrotropismo. Se não houver, é a planta e não o solo que dá a umidade por osmose até secar. Em  A. thaliana  modificada, glicose, frutose e outros açúcares são osmoprotetores, isolando raízes e caules.

Caño, que é representante espanhola no consórcio internacional de pesquisa com Arabidopsis,  lembra que é a descoberta é “uma erva”. O que precisa ser alcançado agora é repetir esses resultados promissores em espécies que interessam à agricultura.

Fonte: AgroLink

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