Embrapa quer aprimorar a cadeia do leite

Embrapa quer aprimorar a cadeia do leite

Tecnologias de ponta que envolvem blockchain, Internet das Coisas, inteligência artificial, automação, plataformas integradas e computação em nuvem – todas aplicadas à produção de leite –  vão ajudar o setor a melhorar sua produtividade e impulsionar o Brasil a se tornar competitivo na exportação de leite e derivados. É o que pretende a Embrapa ao estimular que empreendedores apresentem suas soluções na terceira edição do desafio de startups Ideas for Milk.

“Essa edição do Ideas for Milk consolida o trabalho que está sendo feito nos últimos três anos. Ela vai possibilitar unir, no mesmo espaço, um conjunto grande de empresas de laticínios, indústrias de equipamentos, empresas de TI, investidores e jovens ávidos por mostrar a sua competência”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins. Algumas das soluções precisam apenas de aporte de recursos para fazer com que o setor tenha custos menores e produtos de melhor qualidade, lembra o economista.

Com o desafio de startups, a Embrapa se mostra revolucionária, na opinião de Samir Iasbeck, CEO e fundador da startup educacional Qranio, que está entre as realizadoras evento. “A Embrapa foi além do trabalho que já fazia e passou a apostar em um movimento de inovação aberta, que é hoje o que grandes eventos de startups e aceleradoras fazem”, diz o empreendedor.

Grandes empresas de telefonia passaram a trabalhar muito próximas de startups porque viram que o Whatsapp e o Skype, por exemplo, surgiram fora de seus departamentos de inovação, compara Iasbeck. “A Embrapa busca integrar o criador, o estudante, a universidade, o técnico e o professor na criação de uma ideia. E mostra isso para o mercado para que ela possa evoluir, muitas vezes com um investimento de um criador ou investidor-anjo, para transformá-la em algo palpável”, completa.

Na edição de 2018, a Embrapa decidiu estimular a participação de empreendedores e universidades da região Nordeste, que até então era reduzida. O trabalho surtiu efeito e o número de propostas aumentou em dez vezes em relação aos dois primeiros eventos. Uma etapa regional realizada em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 24 de novembro, vai decidir o sétimo finalista nacional.

Em 2016 e em 2017, o Ideas for Milk recebeu 220 propostas de todo o Brasil e apenas três – ou 1,4% do total – foram dos Estados do Nordeste.

“Este ano, estamos fazendo um Ideas for Milk só para a região e conseguimos doze inscrições, num total de 65 em todo o Brasil, ou seja, 18% do total”, diz Martins. A Embrapa também procurou envolver instituições de ensino locais que não participaram anteriormente, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP). “O Ideas for Milk também cumpre a missão que é de interiorizar as discussões para o leite relativas à inovação 4.0”, destaca.

Fonte: AgroLink

 

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