Pesquisas estudam novo tratamento para obesidade

Pesquisas estudam novo tratamento para obesidade

O tratamento da obesidade é uma prioridade de saúde pública em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2014, 39% dos adultos vivendo nos países desenvolvidos estavam acima do peso e destes 19% eram obesos.

Há evidência de que atualmente as mulheres adultas acrescentam anualmente, involuntariamente, entre 240-450 gramas ao seu peso corpóreo enquanto que os homens ganham entre 250-580 gramas por ano.

Este ganho de peso excessivo tem impacto negativo na saúde com aumento no risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Esta epidemia de obesidade afeta de modo adverso não só os indivíduos, mas toda a sociedade pelo enorme gasto que provoca nos orçamentos da saúde pública.

Deste modo, o tratamento do sobrepeso e da obesidade tem grande importância médica e social. Este consiste numa gama de mudanças no estilo de vida que incluem a dieta, atividade física e eventualmente  psicoterapia para a mudança de comportamentos não saudáveis.

A dieta clássica do tratamento da obesidade consiste numa redução contínua de 25% do gasto calórico estimado até que o peso desejado seja atingido. Porém, nos últimos dois anos, dietas que preconizam uma restrição calórica intermitente (RCI) tem ganhado popularidade.

Há várias modalidades de RCI: o chamado jejum intermitente que apesar do nome, significa alternar dias com ingestão menor que 800 Kcal/dia com dias de alimentação habitual, numa frequência que pode variar de 2 a 4 dias por semana. Apesar da recente popularidade há poucas evidências de que sua prática tenha vantagens em relação ao tratamento habitual com dietas de restrição continua (RCC).

Por este motivo, pesquisadores da Universidade de Glasgow fizeram uma revisão sistemática comparando as duas modalidades de dieta. Comparando seis estudos bem conduzidos com RCI e com RCC, por um período variável de 3-12 meses com um total de 287 pacientes, os pesquisadores concluíram que ambas as dietas eram igualmente eficientes com uma perda média de 7 Kg. A diferença média de perda de peso entre as duas dietas foi de 1.03 Kg  (não significativa) favorecendo o jejum intermitente.

A conclusão do estudo foi que pelo menos para o tratamento em curto prazo do excesso de peso, o jejum intermitente é uma estratégia tão eficiente quanto o tratamento conduzido com as dietas clássicas. Pode ser que o jejum intermitente não apresente vantagem real em relação ao tratamento clássico, a não ser talvez, a maior facilidade de aderência para muitos pacientes, mas a sua eficácia é um desafio ao paradigma de que a melhor dieta hipocalórica é aquela em que o paciente tem que se alimentar de 3/3 horas.

Fonte: Veja Saúde

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