Você conhece um nutriente chamado “colina”?

Você conhece um nutriente chamado "colina"?

A colina é um nutriente essencial necessária para o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, da regulação do humor e da memória.

Também é fundamental para dar suporte as membranas que mantêm juntas as células do nosso corpo, é um elemento chave no transporte da gordura e no metabolismo e está envolvida na síntese do DNA. Embora a colina desempenhe um papel vital em muitos aspectos da nossa saúde, ela é menos conhecida do que muitos outros nutrientes essenciais. Para a maioria das pessoas, a ingestão de colina é menor do que a recomendada.

Ao contrário de muitos outros nutrientes, os seres humanos podem produzir um pouco de colina, principalmente na forma de fosfatidilcolina no fígado. No entanto, a quantidade que o nosso corpo pode produzir não é suficiente para satisfazer nossas necessidades diárias, por essa razão, é importante obter a colina dos alimentos.

Algumas pesquisas recentes analisaram a ligação entre a colina e a saúde do coração. Enquanto alguns estudos sugerem que a colina pode estar envolvida na redução do risco de doença cardíaca, outros sugeriram o contrário.

A colina pode ser convertida em um composto chamado TMAO (N-óxido de trimetilamina), que tem sido proposto como um fator de risco para doenças cardíacas. No entanto, neste momento, a evidência não é forte o suficiente para estabelecer uma conexão entre colina e saúde do coração são necessárias mais pesquisas.

A maioria das pessoas não obtém colina suficiente por meio dos alimentos ou suplementos alimentares, mas sinais importantes ​​da deficiência de colina são raros, porque nosso corpo pode produzir pelo menos uma pequena quantidade dela. Certas populações são mais suscetíveis a consumir baixos níveis de colina em relação às AIs, incluindo mulheres grávidas ou lactantes, vegetarianos e veganos, mulheres na pós-menopausa, pessoas que recebem nutrição parenteral e pessoas com certas variações genéticas no metabolismo da colina.

Entre essas populações, uma atenção considerável tem sido dada à ingestão de colina durante a gravidez e a lactação, devido ao papel importante da colina no desenvolvimento cognitivo intrauterino e infantil. A AI da colina é mais alta na gravidez porque é transmitida da mãe para o bebê em crescimento. O leite materno é a principal fonte de colina para bebês amamentados, o que faz com que a AI durante a lactação seja a mais alta de todas as fases da vida das mulheres. A colina não é comumente encontrada em vitaminas pré-natais, porque pode, inclusive aumentar consideravelmente o tamanho da cápsula ou do comprimido. Devido à ingestão dietética abaixo do recomendado e ao aumento das necessidades, estima-se que apenas 8% das mulheres grávidas atualmente atendem a AI para a colina; sabe-se poucos sobre a ingestão de colina nas mulheres que estão em fase de amamentação.

Alimentos de origem animal como carne, peixe, aves, laticínios e ovos são fontes particularmente ricas de colina. Um ovo fornece cerca de um terço da necessidade diária de um adulto. Vegetais crucíferos como couve de Bruxelas e brócolis, assim como leguminosas como soja, ervilha e amendoim, também podem fornecer quantidades consideráveis ​​de colina.

Fonte: food insight

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