Mais da metade da população brasileira está acima do peso, entenda porquê

Mais da metade da população brasileira está acima do peso, entenda porquê

Mais da metade da população brasileira (55%) está acima do peso, indica a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico 2018 (Vigitel).

O levantamento aponta também que houve aumento de 67,8% nas taxas de obesidade no Brasil entre 2006 e 2018, saindo de 11,8% para 19,8%. É o maior índice de obesidade nos últimos 13 anos, segundo o Ministério da Saúde. Desde 2015 a taxa estava estabilizada em 18,9%.

O aumento da obesidade foi maior entre a população adulta de 25 a 44 anos, com taxas acima de 80% e entre mulheres: 20,7% contra 18,7% dos homens, em 2018. Em relação ao excesso de peso, os mais afetados são indivíduos jovens, de 18 a 24 anos, e mulheres.

“Nós temos um aumento maior da obesidade em decorrência do consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, de alto teor de gordura e açúcar”, disse Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde. A obesidade é caracterizada por índice de massa corporal (IMC) acima de 30. O problema está associado a uma série de condições de saúde perigosas, incluindo doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.

Pode parecer contraditório, mas apesar do aumento generalizado de peso da população – ou por causa disso – a pesquisa Vigitel 2018 descobriu que o brasileiro tem buscado um estilo de vida mais saudável. Os novos dados apontam um aumento de 15,5% no consumo de frutas e hortaliças. A frequência de consumo é maior entre as mulheres (27,2%).

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam cinco porções diárias de frutas e verduras pelo menos cinco vezes por semana. Ainda assim, apenas um em cada quatro brasileiros segue essas orientações de saúde. “O incentivo ao consumo de hortaliça entre as crianças e os adultos é fundamental”, afirmou Oliveira.

Além da maior ingestão de frutas e verduras, o brasileiro passou a diminuir o consumo regular de bebidas adocicadas, como refrigerante e suco artificial. A redução foi identificada em todas as faixas-etárias e em ambos os sexos. O corte mais expressivo, no entanto, foi entre a população de 55 a 64 anos: 58,8% entre 2007 e 2018.

Aliás, essa é uma excelente notícia, pois estudo recente indica que bebidas industrializadas aumenta o risco de câncer em até 22%. “O alto consumo de bebidas açucaradas é um fator de risco para obesidade e ganho de peso. E a obesidade é, em si, um fator de risco para o câncer”, explicou Mathilde Touvier, principal autora do estudo, à CNN, na época.

Ainda assim, a pesquisa revela que o consumo desse tipo de bebida é maior entre os homens (17,7%) do que entre as mulheres (11,6%). Para melhorar esse cenário, o Ministério da Saúde estabeleceu metas de redução de 50% do açúcar em produtos industrializados, como bebidas adoçadas, biscoitos, bolos e produtos lácteos, por exemplo. Estimativas das indústrias indicam que serão reduzidas 144.000 toneladas de açúcar até 2022.

Fonte: veja saúde

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.