Próximo ano promete alta na rentabilidade dos laticínios

Próximo ano promete alta na rentabilidade dos laticínios

O ano que vem deverá ser de menor rentabilidade para os produtores de leite do país, que terão custos de produção mais elevados.

E de margens mais confortáveis para as indústrias, que verão a demanda crescer. Para o produtor, 2019 foi um ano muito bom, mas para a indústria foi péssimo. Em 2020, para as indústrias o ano tende a ser de recuperação de margens, que foram bem complicadas, e também de aumento do ritmo de investimentos.

O cenário de aquecimento da demanda também prevê aumento de preços ao consumidor. Algumas categorias estão mostrando reação de consumo e crescendo em volume com preços mais elevados. É o caso de iogurte e queijos. Também há alguns indicadores, como a criação de emprego, que sinalizam um horizonte um pouco melhor para as indústrias. Estima-se que a produção deverá crescer 3% em 2020, mais do que neste ano (2,5%). Já os preços ao produtor deverão aumentar 5,6%, para uma média de R$ 1,487 por litro.

Em 2019, ele calcula a média em R$ 1,408 o litro, lembrando que os preços alcançaram patamares recorde no primeiro semestre, diante da menor oferta no período, e deverão encerrar o ano com alta de 10%. Ocorre que uma valorização dos preços do milho e da soja deverão pesar um pouco mais nos custos de produção. Ainda assim, a rentabilidade média dos produtores (diferença entre a receita e o custo de ração) deverá aumentar 3,1% em 2020, para R$ 23,1 por vaca por dia, ante um avanço de 8,3% em 2019, para R$ 22,4.

A percepção de que o próximo ano será de margens menos folgadas, mas de aumento de consumo com a melhora da economia. A margem de 2020 será mais apertada, porque os custos vão subir. Mas como estamos apostando em produtos de maior valor agregado, isso acaba se refletindo no faturamento. 2020 será um ano melhor mais pela perspectiva da reforma tributária, que deverá ter um peso significativo para o segmento, do que pelo aumento de consumo em si. Essa reforma mexe direto com o nosso caixa. Precisamos tirar os desequilíbrios de impostos estaduais, que nos geram muito custo. Considerando isso e o aumento do PIB, acreditamos que haverá uma pequena melhora para produtos de primeira necessidade, como o leite longa vida. Será um ano de melhora, mas de margens ajustada. Os lácteos representam 55% do faturamento da cooperativa, que deverá crescer 6% em 2019, para R$ 1,3 bilhão. Para 2020, a perspectiva é de crescimento de 8%.

fonte: guialat

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