Efetividade do ferro bisglicinato quelato em achocolatado no controle da deficiência de ferro em pré-escolares.

RODRIGUES, J.E.F.G.; PINEDA, O; NAME, J.J.; SANCHEZ, J.G.
1.Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 31, n.1, p.43-52, abr.2006

minerais quelatos

A anemia causada pela deficiência de ferro, denominada anemia ferropriva, é o desvio nutricional de maior prevalência em todo o mundo, devido, principalmente, à baixa ingestão de ferro de alta biodisponibilidade (DEMAEYER et al., 1989). Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), dois bilhões de pessoas (equivalentes a 35% da população mundial), são afetadaspela deficiência de ferro, e estima-se que 1/3 dos ferro-deficientes apresentam manifestações clínicas desse distúrbio (ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD, 1996).

No Brasil, um levantamento feito em 20 capitais revelou que metade das crianças, com idade inferior a 3 anos, tinha anemia. As crianças com estado nutricional mais grave foram encontradas no Nordeste, onde a anemia atingia 49% delas. Na região Norte, Centro-Oeste e Sul, a prevalência de anemia foi 29,5%, 51% e 48%, respectivamente (FISBERG et al., 2000).

Estudo

Um estudo desenvolvido na Instituição Assistencial Núcleo Batuíra – Guarulhos, SP, avaliou o efeito de uma bebida achocolatada fortificada com Ferrochel Albion (Ferro Bisglicinato Quelato) no controle da deficiência de ferro em pré-escolares, sendo que:

  • 157 crianças, com idade entre 3 e 6 anos, consumiram, durante 3 meses, bebida láctea achocolatada fortificada com 1,5 mg de Ferro elementar (15% da IDR/100mL, de acordo com a Portaria n. 31 de 1998) na forma de Ferrochel Albion;
  • A bebida foi oferecida em embalagem UHT, durante os lanches realizados na instituição, de segunda a sexta feira;
  • Para avaliar a efetividade da intervenção, foi realizado hemograma completo e dosagem de ferritina no momento inicial e após 3 meses de ingestão da bebida fortificada;
  • O ponto de corte determinado para deficiência de ferro foi de 12 g/dL.

Resultados e Discussão

Os valores de ferritina (p=0.0004) e de eritrócitos (p<0.001) apresentaram aumento estatisticamente significativo, como é possível perceber na tabela 1. Pode-se observar, também, o efeito da intervenção nos níveis de hemoblobina (p<0,001), no gráfico abaixo (Figura 1).

Tabela 1. Média dos valores de ferritina e eritrócitos antes e após intervenção.

ferritinavalor

Gráfico. Média dos valores de hemoglobina antes e após intervenção dos grupos ferro-deficientes e ferro- limítrofes.Figura 1. Média dos valores de hemoglobina antes e após intervenção dos grupos ferro-deficientes e ferro- limítrofes

media dos valores de hemoglobina

O estudo realizado comprova que a absorção do Ferrochel Albion é mais rápida e em maior quantidade que a dos sais de ferro, possivelmente em decorrência de sua maior estabilidade no estômago e no intestino. Após a captação pela mucosa, a liberação do ferro para o plasma e para o resto dos tecidos corpóreos e órgãos é similar a qualquer outra fonte de ferro. A quantidade de ferro transferida para o organismo está diretamente relacionada às necessidades deste. A vantagem do Ferrochel Albion, frente a outros compostos, é a sua alta biodisponibilidade, permitindo que maiores quantidades de ferro sejam rápida e seguramente distribuídas aos tecidos que dele necessitam. Isso possibilita que pequenas quantidades desse composto assegurem importantes resultados fisiológicos (PINEDA; ASHMEAD, 2001).

Além disso, não foi relatado nenhum efeito colateral ou queixa por parte dos participantes e seus responsáveis, durante a intervenção. A aceitação do produto foi ótima e ele manteve-se estável durante todo o período de estudo, sem alterações organolépticas significativas.

Conclusão

A ingestão de bebida láctea fortificada com Ferrochel Albion exerceu efeito positivo na prevenção de anemia em crianças com idade pré-escolar. Além disso, a bebida láctea achocolatada demonstrou ser um excelente veículo para a fortificação com ferro bisglicinato quelato Albion, devido à estabilidade e à aceitação do público infantil.

Fonte:  Em Análise de estudos Em 17 de novembro de 2014

Sinais e dicas para evitar a obesidade infantil.

A obesidade infantil segue crescendo no Brasil – atualmente, 3 em cada 10 crianças estão acima do peso. Isso acontece principalmente por causa da mudança de padrão alimentar, do aumento do consumo de gordura e açúcar e também do sedentarismo. Em participação no programa Bem Estar, o endocrinologista Alfredo Halpern e a pediatra Ana Escobar deram dicas e mostraram como os pais podem ajudar os filhos a combater a obesidade infantil.

Um dos grandes problemas atualmente na alimentação das crianças é a grande oferta de alimentos como bolos, refrigerante, pipoca, hambúrguer, batata frita, salsicha, macarrão instantâneo, brigadeiro, chocolate, balas, pirulitos, pastel e coxinha, por exemplo.

Além disso, até mesmo na escola a oferta de alimentos é sempre um risco.

O ideal, segundo os médicos, seria que os pequenos ingerissem mais legumes, verduras, arroz, feijão, carnes, frutas, água e sucos naturais.

Outro problema frequente é o comportamento dos pais, que quase forçam o filho a comer para “não fazer desfeita”. Porém, nesse caso, a comida como forma de manifestação de carinho nem sempre é o melhor para a criança – vale ressaltar que o estômago dos pequenos é menor do que o estômago dos adolescentes e adultos e se eles comerem mais do que aguentam, vão engordar.

Os médicos ressaltam ainda que o problema da obesidade começa na educação dos pais e também na escola – ou seja, pais que comem bem e fazem atividade física regularmente também incentivam os filhos a serem assim.

Segundo a pediatra Ana Escobar, a criança que come escondido, deixa de fazer atividades por causa do peso ou sofre bullying, exige atenção dos pais já que esses são possíveis sinais de obesidade.

Outros fatores como desvio de perna, manchas atrás do pescoço, joelhos ou axilas, barriga muito grande ou puberdade alterada são ainda mais preocupantes e podem indicar que o excesso de peso está evoluindo para um quadro mais sério.

Para mostrar o que os pais devem fazer para os filhos perderem peso, os médicos montaram uma linha do tempo – até 1 ano de idade, o ideal é dar leite materno e a partir dos 6 meses, papinhas saudáveis; a partir de 1 ano, já pode introduzir alimentação saudável; depois dos 2 anos de idade, eles podem incentivar esportes leves como natação; depois dos 4 anos, já podem avançar e praticar esportes como balé e judô. A partir dos 12 ou 16 anos, os pais já podem incentivar a alimentação saudável e a atividade física, como lembraram os médicos.

Existe ainda a opção do balão intragástrico, que segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, pode ser uma opção. O médico explica que é importante que a criança obesa emagreça, de alguma maneira, para não ter complicações e doenças no futuro.

O balão intragástrico é a opção para ser usada se o uso de medicamentos não funcionou e antes de precisar recorrer à cirurgia bariátrica. Em relação ao uso dos remédios, o médico alerta que eles podem ser eficazes na perda de peso dos jovens, aliado a bons hábitos de vida.

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Explicando os 10 mandamentos:

1- Os pais devem dar o exemplo mantendo uma alimentação saudável para
incentivar seus filhos.
2- Crie uma rotina alimentar na casa, assim fica mais fácil controlar vontades fora
de hora e programar as refeições com os alimentos corretos.
3- Bagunça e sujeira nas refeições tem limites! A refeição pode ser divertida, mas
a comida não é brinquedo.
4- A alimentação da criança tem que ter variedade. Torne o prato atrativo e misture
alimentos que ela conhece com outros que você quer que ela prove.
5- A criança precisa estar confortável em uma altura boa da cadeira em relação à mesa.
6- Os pais podem insistir mas não podem forçar o filho a comer, se ele não quiser comer
e você perceber que não é birra, não force.
7- A comida é só comida. Não deve ser um tipo de prêmio, muito menos castigo.
8- Cuidado com os beliscos, eles podem tirar a fome das crianças.
9- O prato precisa ser bonito, colorido, de boa apresentação para atrair as crianças.
10- Tenha paciência e não brigue com o seu filho se ele não comer. A criança não
deve associar a refeição a um momento ruim.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/

Novo tomate é enriquecido com substância que previne doenças degenerativas.

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou um tomate enriquecido com carotenoide licopeno, substância que confere a cor vermelha ao alimento e previne doenças. O licopeno é considerado um dos mais eficazes antioxidantes na precaução de enfermidades degenerativas e cardíacas.

De acordo com dados da Embrapa, enquanto um tomate comum tem de 30 a 40 miligramas de licopeno por quilo, a nova variedade possui 114 miligramas por quilo.
Chamado de BRS zamir, o novo tomate é do tipo cereja e atende o segmento de culinária gourmet pelos balanceados teores de açúcar e acidez. O fruto foi produzido pela Embrapa Hortaliças, em Brasília, e representa uma nova linhagem de tomates nutricionalmente enriquecidos, ao mesmo tempo em que conserva os atributos característicos do segmento “”grape”” (aspecto, paladar e coloração). “

​A demanda por tomates do tipo gourmet tem crescido no Brasil. “O desempenho do BRS zamir, tanto na conservação pós-colheita como na produtividade, comprovado em testes realizados em Goiás e São Paulo, colocam esse híbrido entre os melhores materiais genéticos em termos de desempenho agronômico””, afirma o pesquisador Leonardo Silva Boiteux, coordenador do Programa de Melhoramento de Tomate do Centro de Pesquisa. “Essas características fazem desse tomate um dos mais saborosos dentro do segmento ‘grape’.”

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude

Dieta rica em proteína pode encurtar a vida, diz estudo.

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Uma dieta rica em proteína animal – ou seja, com muita ingestão de carne, ovos, leite e queijo – pode encurtar a vida de uma pessoa e ser tão prejudicial à saúde quanto fumar, concluíram pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos. De acordo com esse estudo, o risco de mortalidade é maior em pessoas de até 65 anos.

A pesquisa se baseou nos dados de 6.831 adultos que haviam participado de um estudo nacional de saúde nos Estados Unidos. Os autores analisaram a relação entre hábitos alimentares e risco de morte entre os voluntários. As conclusões foram publicadas nesta terça-feira no periódico Cell Metabolism.

Segundo os resultados, os participantes na faixa dos 50 anos que consumiam muita proteína (mais de 20% das calorias totais ingeridas no dia) tiveram um risco quatro vezes maior de morrer por câncer ou diabetes e o dobro de chance de morte por qualquer outra causa em um período de 18 anos em comparação com quem ingeria menos proteína.

No entanto, os pesquisadores perceberam que esses efeitos nocivos podem ser reduzidos – e até eliminados – quando a proteína consumida na dieta vinha principalmente de fontes vegetais, como do feijão e de leguminosas.

Diferença de idade — Os pesquisadores ainda descobriram que os efeitos da alta ingestão de proteína são inversos em pessoas com mais de 65 anos. De acordo com o estudo, quem come muita proteína nessa faixa etária pode reduzir em 28% o risco de morte por qualquer causa e em 60% o risco de morte por câncer em um período de 18 anos.

O estudo intensifica o debate em torno de dietas famosas que recomendam a ingestão de muita proteína e pouco carboidrato, mostrando que esse tipo de alimentação pode ter graves consequências à saúde a longo prazo.

Consumo ideal — Valter Longo, diretor do Instituto da Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia, disse ao jornal britânico The Guardian que uma pessoa deve consumir até 800 miligramas de proteína para cada quilo de seu peso corporal. Ou seja, quem pesa 60 quilos deve ingerir, no máximo, 48 gramas de proteína por dia, o equivalente a um pedaço de frango. Segundo ele, a proteína deve representar entre 9% e 10% das calorias totais ingeridas num dia, e o ideal é que a maior parte seja de origem vegetal.

Como a pesquisa é observacional – ou seja, baseada em estatísticas, sem comprovar de que forma a proteína afeta o organismo – é preciso cautela na hora de interpretar os resultados. Outros estudos mais aprofundados, com pesquisas clínicas, ainda precisam ser feitos para comprovar essas conclusões.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude 

Consumo de frutas e vegetais reduz risco de morte por diversas causas.

Comer no mínimo sete porções de frutas e vegetais por dia reduz o risco de morrer por qualquer causa e em qualquer idade em 42%. Essa é a conclusão de um estudo publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Epidemiology & Community Health, o primeiro a relacionar a quantidade de consumo desses alimentos com diversas causas de óbito, tais como câncer e doenças no coração.

A análise feita por pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, que apuraram os hábitos alimentares de 65 226 pessoas entre 2001 e 2013 e descobriram que, quanto mais frutas e vegetais elas comiam, menos chance de morrer tinham. Ingerir pelo menos sete porções reduziu o risco de morte por câncer e doenças do coração em 25% e 31%, respectivamente. Os cientistas também concluíram que os vegetais são mais benéficos à saúde do que as frutas (uma porção por dia diminuiu o risco em 16%, ante 4% da fruta).

Para aqueles que comeram de uma a três porções de frutas e vegetais por dia, o risco de óbito por qualquer causa caiu em 14%. A probabilidade diminuiu à medida que o consumo aumentou: 29% de três a cinco porções, 36% de cinco a sete porções e 42% de sete ou mais porções. Para chegar a esses dados, os estudiosos levaram em conta sexo, idade, tabagismo, classe social, índice de massa corpórea, nível de escolaridade, frequência de atividade física e ingestão de álcool.

“As pessoas não precisam se sentir obrigadas a alcançar sete porções. É sempre benéfico consumir frutas e vegetais, em qualquer quantidade. No nosso estudo, até os que comeram de uma a três porções tiveram resultados significativos”, diz Oyinlola Oyebode, líder do estudo.

Alimentos que favorecem o sistema imunológico:

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Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude

O uso dos alimentos funcionais no cotidiano.

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Ana Cristina Miguez Teixeira, Doutora em Ciências da Saúde pela PUC-pr em parceria com a especialista em nutrição clínica pela UFPR Cristiane da Silva Oselame escreveram sobre o uso dos alimentos funcionais e seus benefícios à saúde. Para facilitar, fragmentamos o texto em uma compilação das informações mais importantes de cada parte da pesquisa.

RESUMO:

Alimentos funcionais são alimentos que contêm ingredientes ativos que beneficiam o organismo de alguma forma, abrangendo a evolução de doenças, promovendo a saúde, reduzindo como consequência os gastos relacionados a assistência à saúde. O objetivo deste artigo foi descrever os principais alimentos funcionais liberados para o consumo humano e citar os seus benefícios à saúde.

Esses benefícios relacionam-se aos efeitos gerais de uma alimentação saudável. Um prato colorido no dia-a-dia pode oferecer uma dosagem alta de substâncias funcionais prevenindo várias doenças.

 

IINTRODUÇÃO:
Vários fatores que têm contribuído para o desenvolvimento dos alimentos funcionais, um deles o aumento da consciência dos consumidores, que desejando melhorar a qualidade de vida optam por hábitos saudáveis.

Os alimentos funcionais devem apresentar propriedades benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos comuns. São consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de regular funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão, diabetes, câncer, osteoporose e coronariopatias (SOUZA, et al., 2003).

Diante disso, a Nutrição Funcional um ramo da ciência da Nutrição que estuda a relação do ser humano com os nutrientes, em nível intracelular, considerando todos os sistemas corporais e a influência de fatores externos nesta relação.

As novas tendências alimentares justificam o desenvolvimento de alimentos funcionais, devido a hábitos adquiridos pelas pessoas de alimentar-se de maneira pouco balanceada e pobre em nutrientes essenciais ao organismo (SALGADO e ALMEIDA, 2010). Neste sentido, os alimentos funcionais são considerados aqueles que são capazes de fornecer benefícios para a alimentação e reduzir o risco de doenças. (BALDISSERA, et al., 2011).

Para se considerar um alimento funcional ele deve: exercer ação metabólica ou fisiológica, criar efeitos positivos obtidos em quantidades não tóxicas e poder ser destinado ao tratamento ou cura de doenças (BALDISSERA, et al., 2011).

 

DESENVOLVIMENTO:

Os Brócolis e os demais crucíferos são alimentos funcionais, assim como a aveia, linhaça, tomate, frutas cítricas, amoras, chás, uva, vinho, alho e soja (RIQUE, SOARES e MEIRELLES, 2002).

Estes alimentos se ingeridos diariamente, e na quantidade correta, podem ajudar a diminuir o estresse, melhorar o rendimento esportivo, sono, memória e tensão pré-menstrual. Promovem ainda a redução do risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e câncer.

Outro alimento funcional bem conhecido é o azeite de oliva. Utilizado na quantidade de 15 mililitros diários possui o efeito protetor sobre o sistema cardiovascular, sobretudo, na redução da chance de formação de ateromas (TOUSOULIS et al., 2010).

O ômega 3 presente nos peixes, quando consumido na quantidade de 1 grama diária auxilia na redução da pressão arterial, favorece o aumento do colesterol HDL plasmático e na redução do colesterol LDL, pode ser também ingerido por meio de suplementos em forma de cápsulas. Outra variedade é o ômega 6, presente nos óleos vegetais, como azeite, óleo de canola, milho e girassol, nozes, soja e gergelim, atuam como protetores contra as doenças cardíacas (CABO, ALONSO e MATA, 2012; DELGADO-LISTA et al., 2012).

Os fitoesteróis presentes nos óleos vegetais, legumes, gergelim e semente de girassol, promovem a redução da absorção de colesterol LDL e auxiliam no alivio dos sintomas da tensão pré-menstrual. (RACETTE et al., 2010).

Os fitoestrógenos reduzem as chances de aparecimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, câncer de mama e próstata (MIGUEZ et al., 2012)

As antocianinas, presentes em alguns alimentos como cerejas, uvas, morangos, amoras vermelhas e berinjelas, possuem propriedades anticarcinogênicas, antiinflamatórias e antialérgicas.

Os alimentos vermelhos, como o tomate e a melancia, possuem um pigmento chamado licopeno, que é capaz de auxiliar na prevenção dos cânceres de próstata, pulmão e intestino e também reduzem a concentraçãoo de radicais livres nas células. (ALISSA e FERNS, 2012).

Os alimentos alaranjados possuem um pigmento chamado de carotenoide, que é essencial para a visão, desenvolvimento embrionário e melhoram a imunidade. Outra variedade de pigmento são as antoxantinas (pigmento branco) presentes nas batatas e no repolho branco. Possui propriedades preventivas para câncer, atividade antiinflamatória e antialérgica (ALISSA e FERNS, 2012).

Outro alimento funcional que vem sendo muito estudado é a linhaça. Na sua composiçãoo são encontrados fitoesteróis e lignana. Entre as suas propriedades destacam-se aquelas relativas à prevenção e controle da agregação plaquetária, redução do colesterol LDL e da pressão arterial. Além disso, atua sobre a redução do risco de câncer de mama (PRIM et al., 2012).

A Chia é um tipo de semente oriunda do México, rica em fibras, solúveis e insolúveis, ômega 3, antioxidantes. Promove controle de peso e previne doenças cardiovasculares.

O chá verde é rico em antioxidantes, que são associados à prevenção de doenças relacionadas à obesidade, dislipidemia, doenças cardiovasculares e diabetes. Apenas um estudo sugere a dosagem de chá verde a ser consumida para a prevenção de doenças cardiovasculares é de 7 xícaras por dia (VINSON, 2000).

Portanto, vitaminas e minerais presentes nos alimentos funcionais em grande quantidade, possuem funções e características muito peculiares. É fundamental a orientação nutricional antes da ingestão de suplementos, além da realização de exames que possam fornecer subsídios para a melhor indicação destes alimentos e suplementos. (PASHKOW, 2011; OSELAME e OSELAME, 2013).

CONCLUSÃO:

Salienta-se desta forma que o uso de alimentos funcionais pode ser encarado como terapêutica preventiva para várias doenças. Portanto, o acompanhamento com profissionais nutricionistas pode favorecer o uso destes alimentos como fonte inesgotável de saúde.

AUGUMAS REFERÊNCIAS

AL-DISSI, A. N.; WEBER, L. P. Resveratrol preserves cardiac function, but does not prevent endothelial dysfunction or pulmonary inflammation after environmental tobacco smoke exposure. Food and Chemical Toxicology, v. 49, n. 7, p. 1584-1591, 2011. ISSN 0278-6915.

ALISSA, E. M.; FERNS, G. A. Functional foods and nutraceuticals in the primary prevention of cardiovascular diseases. Journal of nutrition and metabolism, v. 2012, 2012. ISSN 2090-0724.

ALMOOSAWI, S. et al. The effect of polyphenol-rich dark chocolate on fasting capillary whole blood glucose, total cholesterol, blood pressure and glucocorticoids in healthy overweight and obese subjects. British Journal of Nutrition, v. 103, n. 6, p. 842, 2010. ISSN 0007-1145.

BALDISSERA, A. C. et al. Alimentos funcionais: uma nova fronteira para o desenvolvimento de bebidas protéicas a base de soro de leite. Semina: Ciências Agrárias, v. 32, n. 4, p. 1497-1526, 2011. ISSN 1679-0359.

BELLINI, V. B. S.; DOS SANTOS, C.; OSELAME, G. B. Fatores de risco e proteção para câncer de mama na mulher. Revista UNIANDRADE, v. 14, n. 1, p. 45-64, 2013. ISSN 1519-5694.

BRANCO, V. R. C. Comida, sexo e administração. Rio de Janeiro: Editora E-papers, 2007. ISBN 8576501198.

CABO, J.; ALONSO, R.; MATA, P. Omega-3 fatty acids and blood pressure. British Journal of Nutrition, v. 107, n. S2, p. S195-S200, 2012. ISSN 1475-2662.

DELGADO-LISTA, J. et al. Long chain omega-3 fatty acids and cardiovascular disease: a systematic. British Journal of Nutrition, v. 107, p. S201-S213, 2012.

Fonte: http://scholar.google.com.br

Iogurte na prevenção de diabétes tipo 2.

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Uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, sugere que o iogurte pode ser um aliado no combate ao diabetes tipo 2. O estudo comparou os hábitos alimentares de pessoas com e sem a doença e descobriu que a prevalência do diabetes é significativamente menor entre aquelas que consomem iogurte com baixo teor de gordura ao menos quatro vezes por semana.

Existem dois fatores capazes de aumentar o risco de diabetes tipo 2: o genético, ou seja, ter histórico da doença na família, e o ambiental, que são problemas como má alimentação, excesso de peso e sedentarismo. Não há nada que uma pessoa possa fazer em relação à sua predisposição genética para a doença, mas adquirir hábitos saudáveis podem diminuir consideravelmente as chances de ela se desenvolver.

Para realizar o estudo, os pesquisadores coletaram dados de um levantamento feito na Inglaterra. Eles compararam os hábitos alimentares de 753 pessoas com diabetes tipo 2 aos de 3 500 indivíduos livres da doença. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Diabetologia.

Mecanismos — A pesquisa não identificou uma relação de causa e efeito entre o alimento e o diabetes – ou seja, não descobriu os mecanismos que podem fazer com que o iogurte diminua o risco da doença. Porém, os autores destacam que o iogurte contém nutrientes essenciais à saúde, como cálcio, vitamina D e ácidos graxos. Além disso, a equipe acredita que os probióticos – bactérias “do bem” presentes no alimento — tenham um papel fundamental nesse efeito benéfico. Estudos recentes já associaram os probióticos à redução de inflamações no intestino e de problemas como diarreia causada por antibiótico e complicações gastrointestinais em bebês.

De acordo com a pesquisa, o consumo de quatro copos de 125 gramas de iogurte por semana reduz em até 28% o risco de diabetes tipo 2. O estudo também descobriu que, de maneira geral, outros laticínios com baixo teor de gordura, como queijo cottage, podem diminuir essas chances em até 24%. Os autores não encontraram relação entre a redução do risco da doença e o consumo de laticínios com maior teor de gordura.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude