Americans are consuming more low-calorie sweeteners. Is this a bad thing?

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Americans are consuming more low-calorie sweeteners. Is this a bad thing?

“More.” It’s an interesting word. Generally speaking, it has a great connotation. More money? Yes, please. More time? That sounds terrific, thank you. When it comes to food issues, however, more doesn’t always seem better.

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Consumidor prefere o açúcar branco, diz pesquisa

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Consumidor prefere o açúcar branco, diz pesquisa

Cerca de 71% dos entrevistados consomem açúcar habitualmente. Desse total, 85% preferem o tipo branco para uso diário. Na sequência aparecem as opções pelo mascavo (3%) e demerara (1%). A versão menos utilizada é a light (0,5%).Os dados são da pesquisa “Consumo equilibrado: uma nova percepção sobre o açúcar”, realizada pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia no âmbito da Campanha Doce Equilíbrio.

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OMS quer reduzir o consumo de açúcar diário para 6 colheres de chá.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está desenvolvendo um projeto para rever suas recomendações de ingestão diária de açúcar para 5% (ou seis colheres de chá). Atualmente, o conselho é que não se consuma mais do que 10% da quantidade total de energia ingerida ao longo do dia. De acordo com informações oficiais, a proposta visa combater doenças de alta incidência na população mundial, como obesidade, cáries e problemas cardiovasculares.

Em resposta à CRESCER, o porta-voz da OMS informou que o projeto não deve abordar nada especificamente para crianças, mas ressalta que elas precisam de menos quantidades calóricas do que adultos e que a recomendação deve variar de acordo com o peso. Por isso, é fundamental fazer um acompanhamento do seu filho com o pediatra, para que ele a ajude a equilibrar a dieta dele.

Um rascunho da proposta está disponível no site da OMS e aberto para consulta pública até o dia 31 de março. Nesse período, os profissionais da saúde ou de áreas relacionadas de qualquer parte do mundo poderão preencher um formulário e enviar considerações sobre o projeto. A ideia é reunir todas essas contribuições e lançar uma cartilha atualizada de recomendações com o foco na prevenção de doenças e na redução dos índices de açúcar por parte dos produtores de alimentos processados, como sucos, refrigerantes e biscoitos.

Os alimentos industrializados são mesmos os maiores vilões, especialmente para as crianças, já que um único produto pode ultrapassar a recomendação diária. Uma  lata de refrigerante, por exemplo, não contém menos do que 36 gramas de açúcar (10 colheres de chá). Já um pacote de biscoito recheado tem uma média de 144 gramas de açúcar, ou seja, quase 42 colheres de chá.

Para o pediatra e nutrólogo do Hospital Infantil Sabará (SP), Rubens Feferbaum, o ideal é que o pai acostume desde cedo o paladar do filho para alimentos menos adocicados. Mas é possível cortar o excesso de açúcar com pequenas atitudes no dia a dia. “Em vez de refrigerante para matar a sede, ofereça água. Ao preparar sucos naturais, não coloque açúcar para que a criança se acostume com o sabor da fruta”, ensina o especialista.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com

Açúcares, sal e suplementos: desvendando a ciência – Parte final.

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Já teve problemas tentando acompanhar os “certos e errados” do consumo de sódio, açúcar, vitaminas e outros suplementos? Você não está sozinho. Neste painel, apresentado pelo Fórum da Escola de Saúde Pública de Harvard e colaboração com o Huffington Post, experts da Harvard explicam as considerações mais recentes sobre nutrição e da dicas de o que os consumidores podem fazer para melhorar suas dietas. O painel também comenta alguns aspectos de políticas americanas que ajudam os cidadãos do país a consumirem refeições mais saudáveis e acessíveis.
Clique na imagem e confira o vídeo, ou acompanhe a transcrição abaixo.

Amanda Chan segue para a parte de soluções para os problemas mencionados, abrindo com um vídeo, que diz que a administração Obama quer que a compra de comidas saudáveis seja mais rápida e mais fácil, e diz que informações nutricionais tem que ser mais claras. Michelle Obama diz que muitas vezes é quase impossível ter as informações mais básicas sobre os alimentos que compramos para nossas famílias. Ela apresentou propostas de mudanças para as tabelas nutricionais que estão presentes em praticamente todas as embalagens de alimentos, que há tempos é considerada muito confusa para consumidores apressados. Segundo Michelle, você precisa semicerrar os olhos para enxergar as letrinhas, e mesmo assim ficar completamente perdido. As principais mudanças incluem: o número de calorias impresso em letras maiores e mais grossas; pela primeira vez, a quantidade de açúcares adicionados, os diferenciando dos açúcares naturais e saudáveis; e tamanhos atualizados de porções, que refletem a maneira como as pessoas comem de verdade. Muitas pessoas compram um pacote de batatas fritas e o comem inteiro, sem saber que tem mais de um porção, então com as mudanças, elas teriam a quantidade de porções e as calorias de cada uma, assim como do pacote todo. Essa tabela tem mais de 20 anos, e desde que foi criada, o foco das pesquisas mudou de gorduras para a quantidade de calorias e açúcares adicionados. A nutricionista Judy Caplan diz que o grande aumento de obesidade e diabetes nos Estados Unidos deve-se a níveis de insulina muito altos, que são resultado de comer muito açúcar. As companhias de alimentos resistiram a algumas mudanças antes, mas um grupo da indústria chama as modificações de bem pensadas e com o intuito de informar, e não confundir, os consumidores. As novas tabelas ainda estão distantes, a FDA (U.S. Food and Drug Administration) deve dar tempo para as indústrias mudarem, o que pode custar cerca de US$2 bilhões.

Voltando ao painel, Amanda passa a palavra a Dariush, perguntando o que ele acha de como os açúcares adicionados são representados, e se essa é a melhor maneira de entendermos quanto açúcar estamos consumindo. Ele diz que estão fazendo pesquisas a respeito do impacto de embalagens em geral e que a verdadeira pergunta é se isso realmente vale a pena, e é óbvio que a indústria apoiará a mudança, porque, de modo prático, há pouquíssima informação útil nessas tabelas. Na verdade, muitas dessas ênfases na verdade estão indo pelo caminho errado; ele acha que a ênfase em calorias pode soa como uma boa ideia, mas na verdade é terrível, porque você precisa mais das calorias de algum alimento do que de outro. Por exemplo, uma porção de castanhas tem 165 calorias, e uma porção de refrigerante tem 120 calorias, então as pessoas escolherão o refrigerante se o destaque forem as calorias. 30 anos atrás o foco era gorduras, porque o problema era o colesterol; agora, com a obesidade, o foco é em menos calorias, e essa não é a resposta, nós precisamos comer alimentos saudáveis. Em geral há muitas provas de que as pessoas leem as tabelas, dizem ser interessantes, mas na pratica isso muda quase nada em seus comportamentos. Então a indústria ira apoiar isso, porque é apenas uma correção supérflua, eles continuação produzindo e vendendo o que quiserem. Ao contrário, uma política governamental forte é o que pode mudar o que há na comida de verdade. Algumas coisas ali são boas, como a quantidade de porções; colocar os açúcares adicionados é bobagem, assim como o sódio. Algumas empresas diminuem a quantidade de sódio em seus produtos simplesmente diminuindo as porções; o Subway faz isso, o tamanho normal de sanduíche tem mais de 1.000mg de sódio, e suas opções saudáveis, que são aprovadas pela American Heart Association, são apenas menores. Então essas mudanças são apenas uma desculpa para evitar as mudanças governamentais que trariam efeitos verdadeiros.

JoAnn concorda que a mudança não é a solução mágica, mas acha que é muito importante que os consumidores tenham acesso a essas informações, pois muitos farão bom uso delas. Mas apenas atrás da embalagem não é o suficiente, é preciso dar mais destaque, elas precisam ser úteis para os consumidores quando eles estiverem fazendo escolhas com várias opções. Mas realmente a ênfase precisa estar em outras áreas, mais importante, deixar claro, educar a população, e até envolver médicos conversando com pacientes sobre dietas, qual é a dieta saudável, dar mais foco nos alimentos que deveriam ser comidos e que beneficiarão as pessoas. Transformar lanches e petiscos em porções de frutas; quando introduzido no começo da infância, elas se acostumam e passam a adorar comer frutas como sobremesa, e essas comidas podem tão facilmente substituir as coisas ruins que são dadas às crianças nas ruas. O que as pessoas deveriam fazer é não comprar esses produtos, que estão cheios de açúcar e sal, substitui-los por frutas e vegetais, nozes, se a criança não for alérgica, pois é o consumo precoce de alimentos industrializados que estimula e alimenta o vício neles, que gera a obesidade. Realmente seria bom se médicos ajudassem, instruíssem seus pacientes, dissessem o que é saudável e o que não é, e distribuíssem isso em suas clínicas. Frank Hu reforça que é muito importante colocar as informações nutricionais, destacar as quantidades de porções e os açúcares adicionados, pois ele está presente em todos os alimentos processados. A proposta é prudente, embora ainda não esteja perfeita. Chan pergunta o que eles acham de políticas de regulamentação mais fortes de intervenção que ao invés de destacar as opções mais saudáveis, apontam os aspectos negativos, como em Nova York, que não é permitido vender bebidas com mais de meio litro em restaurantes e fast foods, ou na Califórnia, onde propuseram colocar avisos nas bebidas. Hu diz que realmente não existe uma poção mágica, mas que aumentar o conhecimento dos aspectos negativos para que os consumidores, principalmente pais, possam fazer compras mais informados, e a restrição de tamanho em refrigerantes é uma boa ideia. Isso certamente não resolverá todos os problemas, mas já é um começo. Dariush responde que suas pesquisas tem um grande foco em testar essas políticas e sua eficiência, e as que menos funcionam são as que mais são implementadas, seus testes revelam que apenas o conhecimento não é efetivo, então só tabelas e avisos não vão funcionar. Ele menciona que no México estão aumentando os impostos sobre alimentos com muito açúcar e junk foods, e que isso deveria ser feito também nos Estados Unidos e reforçado com a diminuição se impostos para produtos saudáveis. Há muito mais coisas que se pode fazer e que são mais fortes do que está sendo feito agora. JoAnn argumenta que o conhecimento é essencial, que ajuda de verdade na hora de decidir o que comprar, até porque essas políticas são tão difíceis de implementar e demoram tanto para fazer efeito.

São escolhidas então algumas perguntas do público, que foram enviadas pelo live chat que ocorre junto com o painel, conduzidas por Lisa Mirowitz. A primeira pergunta é: “Em muitas comunidades há poucas opções das comidas certas. E vivo, assim como a maior parte da minha família em um bairro de classe média com grandes supermercados. O problema é que muitas vezes as opções mais saudáveis custam quase o dobro que o resto e eu sinto que produtos orgânicos tem mais sódio. Qual é a resposta para esses problemas? E o que fazer nos bairros mais pobres que não tem grandes supermercados disponíveis?” Quem responde é Dariush, que diz que ele estudou os dois problemas com seu time de pesquisas, e em termos de custos essa é uma visão equivocada, e em uma pesquisa mundial, e o custo de alimentos saudáveis, se você for a um restaurante ou comprar comidas pré-preparadas, o custo será maior mesmo, mas se você comprar os ingredientes e preparar suas próprias refeições, a diferença é bem pequena. Esse tipo de comida deveria custar menos, mas ainda assim, essa diferença não chega a US$10 por dia. Em questão de ambientes, as evidências são consideravelmente fracas, não há estudos feitos por longos períodos de tempo, então não há muitos dados de que fast foods e restaurantes influenciem muito. Já em relação a supermercados, as informações são mais relevantes e indicam que se houver um supermercado perto de você, sua dieta é mais saudável, mas isso pode ser apenas porque os supermercados vão para esses lugares porque é esse tipo de comida que as pessoas compram. Então precisam ser feitos estudos mais específicos, para determinar se a localização influencia na alimentação. A próxima pergunta pede para JoAnn elaborar sobre a vitamina D, quem precisa e como consegui-la. A professora começa dizendo: “todos precisam de vitamina D.” o que deve-se levar em conta são os limites de ingestão. As instruções do Instituto de Medicina de 2011 dizem que adultos até 70 anos precisam de 600 UI (unidades internacionais) por dia, e acima de 70 anos precisam de 800 UI diários. Isso pode parecer pouco, mas para manter a saúde dos ossos é só isso que você precisa, combinada com a quantidade indicada de cálcio. O júri ainda está aberto em relação a aumentar as doses e se isso seria beneficial à saúde. Estão testando 2.000 UI por dia para descobrir seu auxílio na prevenção de câncer e doenças cardiovasculares, mas ainda não há respostas. A maioria das pessoas que consomem laticínios conseguem sua cota diária apenas através da alimentação, e tomar suplementos apenas se você tiver problemas de absorção ou na saúde de seus ossos, ou se a pessoa for idosa ou incapaz de receber raios solares. O Instituto de Medicina não tem recomendações de suplementos para pessoas de pele muito pigmentada, que possuem uma síntese menor de vitamina D pelo sol; na verdade evidências recentes mostram que essas pessoas tem a mesma quantidade de vitamina D que pessoas de pele mais clara e sua estrutura óssea é melhor e mais forte. Lisa traz a última pergunta da internet, antes de abrir para o público. Muitas das dúvidas são sobre substitutos para o açúcar, e que gostariam de ouvir as opiniões dos experts sobre o uso de adoçantes, ou álcoois de açúcar que estão sendo usados em sobremesas congeladas no lugar de açúcar refinado, e se há estudos que comprovam que esses substitutos não têm efeitos colaterais negativos a longo prazo. A resposta vem de Frank, que diz que primeiramente tem que se diferenciar açúcares sintéticos, como adoçantes, e álcoois de açúcar. Não há provas claras sobre refrigerantes diet/light na massa corporal, alguns estudos mostram que eles ajudam, outros que não influenciam, mas nada que comprove ou ateste a favor de qualquer tipo de refrigerante nas dietas. Quanto aos álcoois de açúcar, eles não são nem açúcar nem álcool, é um nitrocomposto em comidas a base de frutas e vegetais, e possui menos calorias comparado ao açúcar normal. Mas seu consumo exagerado pode causar problemas, como diarreia. Os efeitos positivos de seu consumo ainda não foram estudados, e dariam tópicos muito interessantes. Dariush acrescenta que, para ele, se você consome muitos alimentos adoçados, é melhor substituir o açúcar normal por açúcar artificial, trocar o regular pelo diet ou light, mas que não devem achar que esses substitutos são inofensivos, justamente pela falta de estudos sobre o assunto. Amanda abre para perguntas da plateia, que começa com a dúvida: “Se eu seguir todos os conselhos dados aqui, qual é o aumento provável na minha expectativa de vida?” Dariush diz que seus estudos foram apenas sobre ômega 3, e que seus resultados mostram que em uma dieta com ômega 3 proveniente de alimentos, não de suplementos, há um aumento de aproximadamente 2.2 anos na expectativa de vida. E isso apenas com essa variação na dieta, se você juntar todos os hábitos saudáveis, você pode acrescentar de 6 a 8 anos. A questão é que sua qualidade de vida será muito melhor, com menor risco de doenças cardíacas, obesidade, câncer e todos os males que vem com a má alimentação, então você dorme melhor, tem menos depressão, sua mente e pensamentos ficam mais claros, as pessoas vivem melhor quando se tem dietas saudáveis. Nós fizemos um estudo que mostrou que a maior causa de morte e debilidade nos Estados Unidos foi justamente a má alimentação, superando o fumo. Então se você quer melhorar sua qualidade de vida, esse é o caminho; comer comidas saudáveis, ao invés de evitar tudo o que não é. JoAnn reforça essa ideia, acrescentando que se você está se alimentando bem, sua disposição aumenta, e é mais provável que você faça exercícios físicos, como seus estudos apontaram, e isso é fundamental para uma expectativa de vida maior. Frank dá os números: uma boa alimentação, combinada com não fumar, exercitar-se regularmente e consumir álcool moderadamente, reduz o risco de diabetes tipo 2 em 90%, doenças cardíacas em 80%, câncer de colón em 60% e morte prematura em 50%. Porém, eles dizem que não querem demonizar o consumo de açúcar, você tem que gostar da sua dieta, e se sentir confortável com ela, o problema é o consumo em excesso desse açúcar e sódio, e escasso de frutas e vegetais. Amanda então chama a última pergunta do painel, de uma moça que quer saber o que cada um deles acha que o governo deve fazer para melhorar a saúde dos americanos levando em consideração os tópicos discutidos, açúcar, sal e suplementos. JoAnn gosta da ideia de transparência, de dar informação ao público, mas ela acha que é preciso obrigar as indústrias a diminuir a quantidade de sal e açúcar que eles colocam em seus produtos, porque é muito difícil para os consumidores sequer terem escolhas mais saudáveis. Para Dariush o ideal seria taxar alimentos prejudiciais, embora não seja viável por questões políticas. Em termos de soluções práticas, programas de assistência, que seriam transformadores para muitos americanos. Ele ainda acrescenta que diminuir o sódio dos alimentos também é um bom começo e é uma opção que já está sendo trabalhada. Finalizando, Frank quer que o governo invista em pesquisas sobre nutrição, e brinca ser por razoes egoístas, mas a nutrição tem tanto potencial na prevenção de doenças crônicas, e reduz os custos com a saúde.

Fonte: http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/2014/03/24/sugar-salt-and-supplements-sorting-out-the-science/

Açúcares, Sal e suplementos: desvendando a ciência – Parte 3.

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Já teve problemas tentando acompanhar os “certos e errados” do consumo de sódio, açúcar, vitaminas e outros suplementos? Você não está sozinho. Neste painel, apresentado pelo Fórum da Escola de Saúde Pública de Harvard e colaboração com o Huffington Post, experts da Harvard explicam as considerações mais recentes sobre nutrição e da dicas de o que os consumidores podem fazer para melhorar suas dietas. O painel também comenta alguns aspectos de políticas americanas que ajudam os cidadãos do país a consumirem refeições mais saudáveis e acessíveis.
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O assunto é suplementos, a área de expertise de JoAnn Manson. Eles mostram outro vídeo, sobre as recomendações de multivitamínicos, em relação à prevenção de câncer e doenças do coração. Para um terço dos americanos, o ato de tomar pílulas e mais pílulas de suplementos e vitaminas é um ritual diário, e os motivos de uso são tão diferentes quanto as pessoas que os usam. Estudos sugerem que, se você estiver tomando os comprimidos para se prevenir dessas duas doenças, você pode não estar recebendo o que pagou. Kirsten Bibbins-Domingo, PhD e professora na Escola de Medicina da UCSF, diz que, se seu objetivo era evitar câncer e doenças do coração, ainda não existiam provas suficientes contra ou a favor de que esses remédios ajudem. Agora, novos estudos revelam que vitamina E e Betacaroteno não fazem nada para prevenir essas doenças; ao contrario, o Betacaroteno na verdade aumenta o risco de câncer de pulmão em fumantes. Os representantes da indústria vitamínica dizem que muitos americanos consomem seus produtos não para a prevenção de doenças, e sim para conseguir os nutrientes que não estão encontrando em suas dietas. O Dr. Duffy McKay, do Conselho de Nutrição Responsável, defende essa prática, dizendo que multivitamínicos conseguem preencher esses vazios e prover todos os nutrientes essenciais de que precisamos. Mas especialistas alertam que as pessoas devem consultar seus médicos para saber quais suplementos elas podem, e se devem, tomar.

Amanda questiona essa afirmação, e JoAnn responde que multivitamínicos nunca serão capazes de substituir os nutrientes que uma pessoa tira de uma dieta balanceada. Na verdade, são poucas as pessoas que realmente precisam tomar esses suplementos; a parcela de pessoas que se beneficiam com seu consumo é muito pequena, seja porque suas dietas são pobres, ou seu corpo não absorve bem as vitaminas, ou que precise de algum tipo específico, como vitamina D. Mas a noção de certeza de que multivitamínicos não ajudam na prevenção de câncer e doenças cardiovasculares é meio errônea, pois existe apena um teste de grande escala, apenas em homens, com multivitamínicos, que são em torno de 20 vitaminas e minerais. Na verdade, encontraram neste teste um valor estatístico de 8% de redução de câncer, e 18% em grupos com idade avançada, de 79 anos para cima. E isso apenas entre os médicos, que possuem uma dieta mais equilibrada. Então o debate ainda está aberto, é grande o interesse em fazer mais testes, especialmente com mulheres e grupos de estudo mais significativos, para descobrir o papel do multivitamínico, nessa prevenção. Outro teste está nos planos, que verificará o efeito dos suplementos em grupos de mulheres e homens, com idades mais avançadas, com a dieta típica americana. Chan pergunta sobre a vitamina D e o cálcio, se é conhecido seu benefício, e a quem ela beneficia. Manson diz que, quando se trata de cálcio e vitamina D, mais não é necessariamente melhor. Existe uma crença de quanto mais dessas vitaminas e suplementos você tomar, mais saudável será, com a mentalidade de que se a dose indicada é boa contra alguns problemas, uma dose maior será boa para todas as doenças crônicas desse século.

Mas não é bem assim, há pouquíssimas evidências que apoiam essa ideia; na verdade, há muito que não se sabe sobre o equilíbrio, os bens e os males, de tomar doses mais altas de suplementos vitamínicos. É importante reforçar que é preciso ter um acompanhamento no uso desses produtos, pois o que se observar é que em quase todos os casos de dosagens exageradas não só não houve benefício, como também tiveram riscos. Então o que aparece no vídeo sobre o betacaroteno aumentar o risco de câncer em fumantes, e a vitamina E estar associado a distúrbios sanguíneos e aumento no risco de câncer de próstata, é que realmente não é certo que tomar doses muito além daquelas de uma dieta balanceada será bom para você e sua saúde. Em relação a suplementos, o conselho de JoAnn é para ter cautela, pois poucos dos produtos que estão no mercado foram bem testados, e os testes que foram feitos mostraram que nem sempre os benefícios superam os riscos. Claro que, se você tem uma dieta deficiente em cálcio, por exemplo, por qualquer motivo, ou se toma algum medicamento que inibe a absorção de alguma vitamina, pode complementar sua alimentação, porém sem exageros. Óleos de peixe, como ômega 3 também entram nessa lista, então ela reforça, procure um nutricionista ou outro profissional qualificado para a prescrição.

O professor Frank Hu sugere que, então para a população mais vulnerável, crianças, ou também vegetarianos, que não consomem produtos animais, o complemento vitamínico seria uma consideração importante. Mais uma vez, JoAnn diz que sim, crianças, grávidas e idosos realmente podem se beneficiar de algumas vitaminas que podem estar faltando em seus organismos, mas que a cautela deve ser constante e que é preciso orientação medica para isso. O professor Dariush Mozaffarian defende os óleos de peixe dizendo que existem testes que comprovam sua eficácia, e que entre todas as opções, eles são os que menos tem consequências quanto a superdosagem, mas Manson rebate dizendo que também tem os muitos outros testes que não comprovam. Se você não come peixe ou gorduras saudáveis, pode até complementar sua ingestão de ômega 3 com capsulas de óleos de peixe, mas existe a possibilidade de não funcionar contra doenças cardiovasculares, provavelmente por causa do uso de outros medicamentos que podem inibir sua ação.

Fonte: http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/2014/03/24/sugar-salt-and-supplements-sorting-out-the-science/

Açúcares, Sal e Suplementos: desvendando a ciência – Parte 2.

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Já teve problemas tentando acompanhar os “certos e errados” do consumo de sódio, açúcar, vitaminas e outros suplementos? Você não está sozinho. Neste painel, apresentado pelo Fórum da Escola de Saúde Pública de Harvard e colaboração com o Huffington Post, experts da Harvard explicam as considerações mais recentes sobre nutrição e da dicas de o que os consumidores podem fazer para melhorar suas dietas. O painel também comenta alguns aspectos de políticas americanas que ajudam os cidadãos do país a consumirem refeições mais saudáveis e acessíveis.
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Amanda muda tópico para o sódio, iniciando a discussão com um relato recente que diz que a maior fonte de sódio em nossas dietas é o pão, e não coisas como salgadinhos, como muitos esperariam. Como saber o quanto de sal os americanos estão ingerindo, e qual a quantidade adequada? A resposta é de Dariush Mozaffarian, concordando com o relato, os americanos de fato consomem muito sal, chegando a até 4g de sódio. Enquanto ninguém discorda de que número deveria ser bem menor, não há um consenso em qual é a quantia ideal, que atualmente varia entre 1,5 e 2g.

A fonte de todo esse sódio não vem apenas do sal puro, que condimenta os alimentos, e sim de todos os tipos de alimentos processados e industrializados. A principal é mesmo o pão, e a segunda é o frango: as companhias injetam sódio no frango que é pré-preparado, para que ele fique suculento e saboroso. Então comidas que tem gosto salgado, como batatas fritas e nozes condimentadas, na verdade tem uma quantidade de sódio relativamente baixa. A maior parte do uso do sódio é para a preservação, para que você compre um pão e ele possa ficar na sua bancada por duas semanas sem estragar, por exemplo. Outra função é de mascarar gostos, como de carne requentada em refeições congeladas. E tudo isso pode ser reduzido; em termos do gosto salgado, uma reeducação do paladar é muito simples, dentro de algumas semanas comidas preparadas com pouco sal passam a ter o mesmo gosto do que quando feitas com muito, e o verdadeiro sabor dos alimentos se sobressai.

O professor aponta que, ao contrário do açúcar, que ainda possui qualidades resgatáveis em relação ao sabor, podendo ser adicionado em pequenas quantias aqui e ali, o sódio realmente é usado indiscriminadamente, sem levar as consequências em consideração. JoAnn Manson, chefe da Divisão de Medicina Preventiva do Hospital da Mulher de Brigham e professora de medicina da Escola de Medicina de Harvard, adiciona que além das políticas de regulamentação da indústria, que obviamente são muito importantes, também é necessário que haja transparência nas etiquetas e embalagens, com a quantidade de açúcar, e porcentagem de grãos integrais ou refinados. Inclusive na parte da frente, para que haja visibilidade para que o consumidor, quando estiver comprando, possa facilmente identificar os itens mais benéficos nas prateleiras. Isso até acabaria pressionando a indústria alimentícia a produzir produtos que sejam mais saudáveis, já que os consumidores poderão vê-los tão facilmente, além de saberem que existem outras opções.

E realmente, completa Amanda, se eles forem obrigados a colocar todas as informações nutricionais na embalagem, não poderão mais enganar as pessoas, escondendo fatos e dados importantes sobre seus alimentos. Essa é a razão pela qual que está em debate uma nova tabela nutricional, que indicaria a quantidade de açúcares adicionados nos produtos, o que ajudaria os consumidores e pais a fazerem decisões de compra mais conscientes.

Fonte: http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/2014/03/24/sugar-salt-and-supplements-sorting-out-the-science/