Você é o que você come.

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Este é um dito popular com referências nas mais diversas épocas e lugares. Se você pesquisar, irá encontrar frases similares na Grécia Antiga, em Roma, na China, nas Civilizações Pré-Colombianas e Indígenas Americanas e em tantas outras sociedades e períodos históricos. Vicent Hegarty no livro “Nutrition, Food and the Environment” crava: Seu corpo é uma notável coleção de produtos químicos que você obtém a partir dos alimentos, da água, do ar, dos medicamentos e de vários contaminantes. Neste Granonews fui convidado a escrever sobre nutrição e fiz minha pesquisa tanto na biblioteca, quanto nas gôndolas dos supermercados, nas barraquinhas das feiras livres, nos restaurantes, na mesa de refeições de minha própria casa e, obviamente, na internet.

Você já observou a crescente associação entre alimento e qualidade de vida, entre alimento e saúde? Na prateleira de pães no supermercado, nos balcões das padarias, nas capas das principais revistas, ou nos programas de televisão da sexta à noite, observamos como macro-tendência da alimentação, a busca pelo saudável, seja ele através do alimento integral, do natural, do orgânico, do vitaminado, do fortificado ou do funcional.

Há muito o poder público, no Brasil e no exterior, observou a correlação entre a alimentação e a saúde da população. Em especial encontramos grande número de citações da fortificação de alimentos iniciando no período posterior a Grande Depressão nos Estados Unidos, no início do Século XX. Desde então, os países optam por um posicionamento mandatório ou voluntário quanto à fortificação.

No Brasil temos exemplos em ambos os casos. Da fortificação de farinhas de trigo e milho, a programas como o Viva Leite em São Paulo e Leite das Crianças no Paraná, até arroz e biscoitos enriquecidos e achocolatados vitaminados. A massificação dos conceitos de a alimentação saudável cria no consumidor o interesse por benefícios específicos. Não se quer apenas saciar a fome e prazer ao deglutir, buscam-se nos alimentos vantagens para o perfeito funcionamento do organismo, para a sustentação de uma boa saúde, para uma sobre-vida de melhor qualidade. Observe que os alimentos in natura e os industrializados já podem ser classificados segundo os benefícios que promovem. Comer frutas, cereais e alimentos vitaminados para melhor funcionamento do organismo; comer mamão e tomar um iogurte com probióticos para facilitar o processo digestivo; ingerir leite, seus derivados e produtos enriquecidos com cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas D, K e C para uma melhor saúde dos ossos e articulações. Estes são apenas alguns exemplos de como os alimentos podem ser vetores de benefícios específicos à saúde e qualidade de vida. A importância dos micronutrientes influencia cada vez mais a rotina da pesquisa e desenvolvimento de alimentos. A matriz alimentar a ser enriquecida, seu processo de industrialização, os benefício preconizados, a biodisponilidade e estabilidade dos micronutrientes, entre outros fatores, definem a composição do buquê nutricional a ser aplicado. Hábitos de vida saudáveis melhoram nossa qualidade de vida. Desenhamos alimentos a fim de conferir benefícios específicos ao organismo humano, que vão além de dar prazer, matar a fome e nutrir. Porque como diriam os Titãs, comida é pasto… mas, a gente não quer só comida.

 

Texto: Divanildo Carvalho Junior. Gerente de Tecnologia e Inovação – Granotec do Brasil.

Benefícios do óleo de coco.

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O óleo de coco é constituído por quase 90% de gorduras saturada, e por isso é um dos melhores, senão o melhor, óleo a ser usado para cozinhar. Sua saturação significa que a estrutura molecular é saturada de hidrogênios, enquanto a das gorduras insaturadas não. E o que significa é que as gorduras saturadas são mais estáveis e difíceis de oxidarem do que as monoinsaturadas e polinsaturadas. A oxidação é um dos processos que gera radicais livres, que se não combatidos por anti-oxidantes geram reações em cadeias que envelhecem e destroem internamente, contribuindo e  inflamações e doenças. É importante saber que todas as gorduras são sensíveis a calor, oxigênio e luz,  e quanto maior a saturação, maior a estabilidade e menor a suscetibilidade a esses fatores oxidativos. E é nesse sentido que o Óleo de Coco se destaca se comparado às gorduras polinsaturadas (óleos de soja, milho e girasol, por exemplo). Por esses fatores, um mito péssimo para a saúde é achar que óleos vegetais são mais saudáveis. Por serem em sua maioria, gorduras polinsaturadas, deviam ficar muito longe do calor, oxigênio e luz. A gordura saturada do Óleo de Coco é constituída de aproximadamente 65% de Ácidos Graxos de  Cadeia Média. Estes são moléculas menores do que as da grande maioria dos óleos vegetais que consumimos, por isso, são facilmente digeridas e absorvidas pelo nosso organismo e fornecem energia rápida e eficiente para nosso corpo sem a necessidade de enzimas pancreáticas. Infelizmente, poucos alimentos possuem essa substância, mas uma forma excelente de obtê-la é através do óleo de coco. Enquanto os ácidos graxos de cadeia longa – grande parte das outras gorduras vegetais – depois de digeridos serão distribuídos pelo corpo e reabastecerão também tecidos de gordura, os do óleo de coco após serem digeridas vão direto para o fígado, para serem transformadas em energia e em condições normais não são estocadas em forma de gordura: viram energia rapidamente. Além disso, o óleo de Coco tem menos calorias do que outras gorduras o que significa que mesmo quando armazenadas, são queimadas mais rapidamente. A mesma quantidade de gordura é por volta de 1\3 menos calórica do que outras gorduras.


Fonte: The Coconut Oil Miracle, de Bruce Fife
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21333271