A Relação Entre Alimentação e Câncer de Mama

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e dia 19 é o Dia Internacional Contra o Câncer de Mama. Trazemos aqui nosso último post da série. Não deixem de se informar e se examinar regularmente.

A alimentação pode pode afetar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama. Como fatores tais como calorias, álcool e soja interpretam um papel? Uma nutrição inteligente e uma dieta que te mantenha em um peso saudável pode reduzir os riscos de câncer de mama, o diagnóstico de câncer mais comum entre as mulheres.

Dieta e Câncer de Mama: Risco Aumenta com Ganho de Peso

Entre mulheres na menopausa, a faixa etária mais suscetível ao câncer de mama, as evidências continuam a apontar para o excesso de peso como um fator de risco. Em um estudo recente, mulheres obesas em seus anos pós-maternidade têm 3,2 vezes mais chances de câncer de mama do que uma mulher com peso saudável. Os pesquisadores levaram em consideração outros fatores que afetam o risco, incluindo a idade da mulher, a idade em que ela entrou na menopausa, o histórico de câncer de mama na família, e sua história de maternidade.

Entre as sobreviventes de câncer de mama, pesquisadores estão começando a associar o excesso de peso com o aumento do risco de recorrência e mortalidade, dia Colleen Doyle, cirurgiã chefe, dietista registrada, diretora de nutrição e atividade física da Sociedade Americana de Câncer.

É tentador pensar que uma dieta de pouca gordura e cheia de vegetais reduziria o câncer de mama, mas a associação entre as dietas e a prevenção não se estendeu muito, Doyle explica. Em um estudo que mostrou a conexão entre uma dieta de pouca gordura e a redução do risco de recorrência do câncer de mama, as participantes também perderam peso. “Então não ficou claro – o efeito é da redução de gordura ou da perda de peso? Eu costumo pensar que é provavelmente a perda de peso, porque a ingestão de gordura foi desconsiderada como um fator de prevenção do câncer de mama,” diz Doyle.

Dieta e Câncer de Mama: Os Efeitos da Ingestão de Soja

Para promover uma boa saúde geral, nutricionistas gostam de recomendar alimentos a base de soja. Eles possuem um alto teor de proteína e sua composição com pouca gordura rende a eles um lugar no regime de controle de peso. Apenas por si só, no entanto, alimentos de soja não aparentam auxiliar a reduzir o câncer em geral ou de mama especificamente.

“O tofu certamente se encaixa na nossa mensagem ter uma dieta baseada em plantas,” diz Doyle, “mas não há provas sólidas de que a soja reduz o risco de câncer de mama. Entretanto, há inúmeras outras razões para se comer soja. Ela é repleta de fitoquímicos e antioxidantes, que oferecem benefícios à saúde.”

A soja contém uma dose muito baixa de fitoestrogênio (estrogênio derivado de plantas), levantando a questão de que alimentos a base de soja possam aumentar cânceres hormonais, como o de mama. O problema em questão são as sobreviventes. “Nossa recomendação é de que é provavelmente seguro para sobreviventes do câncer de mama ingerirem quantidades de soja similares à dieta moderada asiática, em que não se consome mais do que três porções de produtos de soja por dia,” diz Doyle.

Isso pode soar como muita soja, mas pode ser apenas um bebida de soja pela manhã, sopa de miso no almoço e tofu no jantar, aponta Shayna Komar, nutricionista do Cancer Wellness em Piedmont, Atlanta, nos Estados Unidos.

Níveis moderados de alimentos fontes de soja aparentam não posar riscos de câncer de mama, mas nutricionistas recomendam não usar soja em pó ou suplementos similares. O nível de fitoestrogênio nesses produtos é desconhecido e podem ultrapassar os níveis saudáveis, diz Doyle.

Dieta e Câncer de Mama: Álcool e Aumento de Risco

O álcool parece aumentar o risco de câncer de mama, particularmente se uma mulher tem níveis baixos de folato, uma vitamina B solúvel em água que é encontrada em vegetais verdes e leguminosas. Por enquanto, a Sociedade Americana de Câncer recomenda que mulheres não consumam mais do que um copo de álcool por dia, mas Doyle aponta que até mesmo duas ingestões por semana podem aumentar o risco de uma mulher ter câncer de mama.

A incerteza aumenta, diz Doyle, por causa da estrutura dos estudos do relacionamento do álcool e do risco de câncer de mama. A maioria destes estudos que examinam o efeito do consumo de álcool começam com um copo por dia, e não capturam efeitos que podem começar com níveis menores que este.

O que complica a situação é o fato de que foi estabelecido que o consumo moderado de álcool diminui o risco de doenças cardíacas, a maior causa de mortalidade de mulheres nos Estados Unidos. “A mensagem para mulheres sobre o álcool e a prevenção do câncer de mama é que é importante ter em mente seu risco de desenvolver o câncer e doenças cardíacas e fazer uma decisão informada sobre beber qualquer quantidade. Se você já não bebe, não há porque começar,” diz Doyle. “Há muitas outras maneiras mais saudáveis de prevenir doenças do coração.”

Fonte: Everyday Health

Sinais e Sintomas do Câncer de Mama

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e dia 19 foi o Dia Internacional Contra o Câncer de Mama. Durante esta semana seguiremos com posts sobre o assunto, a fim de informar a todos alguns aspectos da doença.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico.

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos ingurgitadas (inchadas). Nas mulheres que já estão na menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Alterações devem ser relatadas ao seu médico, mesmo que elas tenham aparecido pouco tempo depois de uma mamografia ou de exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde.

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como:

  • Nódulo único endurecido.
  • Abaulamento de uma parte da mama.
  • Inchaço (edema) da pele.
  • Vermelhidão (eritema) na pele.
  • Inversão do mamilo.
  • Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
  • Sensação de nódulo aumentado na axila.
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
  • Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
  • Inchaço do braço.

Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo aumento dos gânglios na axila representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor.

Mas como existe uma forma rara de câncer de mama que se manifesta como inflamação, estes achados devem ser relatados ao médico da mesma maneira, e a mulher deve passar por um exame clínico, obrigatoriamente.

Quem procurar se você tiver sinais e sintomas suspeitos

Se você tiver algum dos sinais ou sintomas descritos acima, a pessoa que você deve procurar imediatamente é o seu ginecologista ou mastologista.

Quanto mais a mulher estiver familiarizada com a aparência, sensações, formas, consistência ou texturas de suas próprias mamas, mais rapidamente pode detectar qualquer alteração. É fundamental que o diagnóstico do câncer de mama seja feito o mais precocemente possível, aumentando assim as chances de cura, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação.

É importante lembrar que muitas vezes, nos casos iniciais, os sintomas não estão presentes, por isso é imprescindível o exame físico realizado pelo médico, à ultrassonografia das mamas e a mamografia com periodicidade anual ou a critério médico, considerando a faixa etária e fatores de risco individuais.

 Fonte: Oncoguia

Tipos de Câncer de Mama

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e dia 19 foi o Dia Internacional Contra o Câncer de Mama. Durante esta semana seguiremos com posts sobre o assunto, a fim de informar a todos alguns aspectos da doença.

Carcinoma Ductal Invasivo

É o tipo mais comum de câncer de mama invasivo, representando aproximadamente 80% dos casos.

Ele se origina nas células dos ductos mamários (ductos por onde drena o leite durante a amamentação), mas já invadiu células adjacentes aos ductos quando diagnosticado. Tem a capacidade de invadir outros tecidos e crescer tanto localmente quanto se espalhar por via venosa e linfática.

Dentro de carcinoma ductal invasivo, existem subtipos de ocorrência relativamente rara, que somados perfazem menos de 10% dos casos. Estes subtipos, que podem aparecer no laudo da patologia, frequentemente estão associados a um comportamento menos agressivo da doença.

Os subtipos são:

  • Carcinoma tubular – Geralmente menos agressivo.
  • Carcinoma medular – Geralmente afeta mulheres mais jovens, pode estar associado a mutações predisponentes ao câncer.
  • Carcinoma mucinoso – Geralmente acomete mulheres após a menopausa, associado a melhor prognóstico.
  • Carcinoma papilífero – Frequentemente associado ao carcinoma ductal in situ, geralmente de bom prognóstico.
  • Carcinoma cribiforme – Geralmente de bom prognóstico.

O carcinoma ductal invasivo tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau de expressão da proteína Her-2. Esta caracterização é feita pela técnica denominada imunohistoquímica.

Em relação à caracterização da proteína Her-2, pode se fazer necessário um teste adicional, denominado FISH, que consiste em um teste molecular para se ter certeza em relação à expressão de Her-2. A importância do resultado da pesquisa de receptores hormonais e Her-2 está relacionada ao prognóstico, assim como à possibilidade de se utilizar terapias-alvo no tratamento.

Carcinoma Lobular Invasivo

É o segundo tipo mais comum de câncer de mama, representando aproximadamente 10% dos casos.

Ele nasce nos lobos mamários (local da produção do leite, que drena pelos ductos), mas já invadiu células adjacentes quando diagnosticado. Tem a capacidade de invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar por via venosa e linfática.

Existem subtipos do carcinoma lobular invasivo, que podem ser classificados de acordo com o padrão do conjunto das células cancerosas (sólido, alveolar, tubulolobular) ou do aspecto das células malignas (pleomórfico, células em anel de sinete).

O carcinoma lobular invasivo tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau de expressão da proteína Her-2 (muito raramente existe aumento da expressão de Her-2).

Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica. Em relação à caracterização da proteína Her-2, pode se fazer necessário o teste adicional FISH.

Carcinoma Ductal in Situ (CDIS)

É o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo.

Ele se origina nas células dos ductos mamários e, por ocasião do diagnóstico, ainda não invadiu células adjacentes aos ductos. Desde que operado quando ainda é in situ, ele não tem a capacidade de invadir outros tecidos nem de se espalhar. O CDIS nunca é fatal, mas indica um risco aumentado de a paciente desenvolver uma forma invasiva de câncer, que poderia vir a ser letal.

O carcinoma ductal in situ tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células. Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica, e determina se será benéfico utilizar hormonioterapia como parte da prevenção de um novo tumor.

Carcinoma Lobular in Situ (CLIS)

O carcinoma lobular in situ consiste no crescimento anormal de células dos lobos, que indicam um risco maior de a paciente desenvolver formas invasivas de câncer de mama. Por não ser de fato um câncer, apenas um indicativo de risco de câncer, ele é denominado às vezes de neoplasia lobular in situ.

Ele se origina nas células dos lobos mamários e, por ocasião do diagnóstico, não há sinais de que tenha invadido células adjacentes. É frequente o comprometimento de diversos lobos pela doença, o que se chama de multifocalidade. O CLIS não tem a capacidade de invadir outros tecidos, nem de se espalhar por via venosa ou linfática.

O CLIS nunca é fatal, mas indica um risco aumentado de a paciente desenvolver uma forma invasiva de câncer.

O carcinoma lobular in situ tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, e geralmente esta pesquisa resulta positiva. Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica.

O CLIS é diagnosticado frequentemente antes da menopausa, é de difícil visualização na mamografia, e sendo apenas um indicativo de risco futuro de aparecimento de um câncer, a mulher com este diagnóstico tem tempo para discutir as opções terapêuticas com o mastologista.

Câncer de Mama Inflamatório

Câncer inflamatório da mama é uma apresentação rara, mas agressiva do câncer.

A paciente se apresenta com vermelhidão e inchaço da pele da mama, aumento da temperatura local, frequentemente sem uma massa ou nódulo palpáveis. O mamilo pode estar invertido, e frequentemente os gânglios na axila podem aumentar de tamanho.

Ele ocorre, geralmente, em mulheres mais jovens que a média dos outros tipos de câncer. O carcinoma inflamatório tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau de expressão da proteína Her-2. Geralmente resultam negativos.

Esta caracterização é feita pela imunohistoquímica e o teste FISH.

Câncer de Mama no Homem

Embora raro, o câncer de mama pode, sim, afetar os homens, representando, no entanto, menos de 1% do total de casos. O câncer de mama nos homens é diagnosticado com base em uma alteração, geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de câncer de mama em homens.

Quando é notada uma alteração suspeita, o homem pode sim ser submetido a mamografia, ultrassom e biópsias tal como ocorre com as mulheres.

Devido à falta de rastreamento, casos de câncer de mama em homens acabam sendo diagnosticados, em média, mais tarde que em mulheres (com a doença um pouco mais avançada). Como uma alteração na mama somente passa a ser suspeita em função de crescimento, tumores detectados em homens, geralmente são aqueles mais agressivos, ou seja, carcinomas invasivos.

Os tipos de tumor podem ser os mesmos descritos acima para as mulheres, com preponderância para carcinoma ductal invasivo.

Quando o homem nota alguma alteração na mama, como nódulo palpável, dor, inchaço, vermelhidão, saída de secreção pelo mamilo ou outro sintoma atípico, ele deve procurar um mastologista ou oncologista.

Doença de Paget

A doença de Paget se apresenta com células cancerosas no mamilo, frequentemente causando irritação local, descamação, prurido e vermelhidão.

Na grande maioria dos casos, este diagnóstico está associado à presença de carcinoma ductal in situ ou a uma forma invasiva de câncer em algum outro local da mama.

Câncer de Mama Recidivado e Metastático

O câncer de mama invasivo pode invadir tecidos adjacentes, ou disseminar-se por vasos linfáticos ou venosos.

Quando é feito o tratamento cirúrgico existe o risco de que sobrem algumas células no local de onde foi ressecado o tumor, podendo, nestes casos, ocorrer posteriormente uma recidiva local. Da mesma maneira, podem sobrar algumas células malignas nos vasos linfáticos ou nas veias, o que permitiria uma recidiva regional (por exemplo, nos vasos linfáticos e gânglios da axila) ou à distância (denominado metástase).

As metastáticas podem ocorrer, potencialmente, em qualquer local do corpo, às vezes em mais de um local. Os órgãos mais acometidos são ossos, fígado, pulmões, gânglios e cérebro.

Na grande maioria dos casos, para estabelecer um diagnóstico de câncer de mama recidivado ou metastático, é necessária uma biópsia de uma das lesões suspeitas, e confirmação pelo patologista de que se trata de fato de tecido tumoral com origem na mama.

Esta identificação do tecido como tendo origem em um câncer da mama é feita por uma técnica denominada de imunohistoquímica, que pesquisa determinadas proteínas características de câncer de mama.

Câncer de Mama em Jovens

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O número de casos de câncer de mama em mulheres jovens aparentemente está crescendo em todo o mundo. Ainda não é possível identificar apenas uma causa para o aumento dos casos. No entanto, atualmente, pode-se falar em cura para os casos de câncer de mama detectados precocemente.

O início da puberdade marcado pelo desenvolvimento das mamas, quando associado a obesidade representa um fator de risco para o câncer de mama. Existe uma associação entre câncer de mama, idade precoce da menarca e maior índice de massa corporal e gordura corporal.

Cuidados Essenciais

  • Aparência e Forma de suas Mamas

É importante que você conheça a aparência e a forma de sua mama para poder notar rapidamente qualquer alteração. Converse com o seu médico imediatamente, caso perceba alguma alteração.

  • Conheça suas Mamas

Examine suas mamas por meio de visualização e toque mensalmente. Se você menstrua faça o exame uma semana após o término do fluxo. Se você não tem mais menstruações marque um dia do mês, por exemplo, dia primeiro, e faça o exame sempre neste dia. O seu médico pode lhe ensinar como fazê-lo, o que observar e buscar. O principal objetivo é que você conheça as suas mamas.

  • Exame Clínico das Mamas

Seu médico irá examinar suas mamas e axilas com o objetivo de procurar alguma alteração.

  • Conheça a História de sua Família

Se existem casos de câncer na sua família, é muito provável que você deva fazer a mamografia com menos de 40 anos. Existem alterações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer e que são transmitidas de uma geração para outra.

Fonte: Oncoguia

19 de outubro – Dia Internacional Contra o Câncer de Mama

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e ontem foi o Dia Internacional Contra o Câncer de Mama. Durante esta semana faremos posts sobre o assunto, a fim de informar a todos alguns aspectos da doença.

O câncer de mama consiste em um crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais (células dos lóbulos, produtores do leite, ou dos dutos, por onde é drenado o leite), anormalidades estas causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula.

Existem mutações que fazem com que uma célula apenas se divida exageradamente, mas não tenha a capacidade de invadir outros tecidos. Isto leva aos chamados tumores benignos ou não cancerosos.

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Quando ocorrem mutações no material genético de uma ou mais células, e estas adquirem a capacidade não só de se dividir de maneira descontrolada, mas também de evitar a morte celular que seria normal no ciclo de vida de qualquer célula do organismo, e também de invadir tecidos adjacentes, elas dão origem ao câncer.

Estas células, agora cancerosas, adquirem a capacidade de se desprender do tumor, entrar na circulação (linfática ou venosa) e se implantar em outros órgãos. Esta capacidade de sobreviver em meio a outro tecido ou órgão é uma particularidade das células cancerosas, que também conseguem promover crescimento de novos vasos para alimentar a sua própria divisão celular exagerada.

Assim, tumores malignos ou cânceres, além de constituir populações de células que crescem exageradamente, invadem outros tecidos diretamente ou pela circulação e são um risco à vida dos indivíduos. O câncer de mama, além de ser classificado em diversos tipos, com características e graus de gravidade diferentes, deve sempre ser estadiado, isto é, passar por uma avaliação quanto à sua extensão e disseminação. Este estadiamento determina se a doença é localizada (precoce), localmente avançada (tumor grande e com gânglios comprometidos) ou metastática (espalhada para outros órgãos).

Fonte: Oncoguia