Por que a vitamina D e o cálcio são importantes na dieta de mulheres?

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Vitamina D e cálcio são foco de mais estudos

Uma alimentação rica em peixes oleosos, como salmão, atum e sardinha, e ovos – ricos em vitamina D – pode evitar a menopausa precoce. O consumo de vitamina D através de alimentos e suplementos pode reduzir o risco da menopausa antes dos 45 anos em até 17%. Já os alimentos ricos em cálcio mostraram uma redução de 13%.

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Vitamina D e cálcio: um combo vencedor!

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Vitamina D e cálcio: um combo vencedor!

Você provavelmente já ouviu falar que o cálcio desempenha um papel fundamental em manter seus ossos fortes. Mas você sabia que, a fim de maximizar a sua absorção, você também precisa de vitamina D?

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Adicionar mais cálcio à dieta pode ajudar a viver mais.

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Segundo estudo do conceituado centro de pesquisas sueco Instituto Karolinska, adicionar mais cálcio à dieta pode ajudar a viver mais. Acompanhando, por 10 anos, mais de 23 mil homens suecos com idades entre 45 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiam maior quantidade de cálcio na alimentação eram 25% menos propensos a morrer durante o estudo, comparados àqueles com a menor ingestão do nutriente.

Na pesquisa, os participantes relataram sua dieta, sendo que nenhum deles consumia suplementos de cálcio. As análises mostraram que os maiores consumidores de cálcio na alimentação tinham 25% menos chances de estarem entre os 2.358 participantes que morreram durante o acompanhamento e 23% menor risco de morrer de doença cardíaca do que aqueles que não ingeriam uma maior quantidade de cálcio.

De acordo com os autores, o grupo que ingeria maiores níveis do mineral (um terço dos participantes) consumia cerca de 2.000mg diárias – principalmente no leite, laticínios e cereais -, contra cerca de 1.000mg do um terço que ingeria menos cálcio, sendo que o recomendado pelas autoridades americanas de saúde é de 1.000 para homens de 19 a 50 anos e de 1.200 para aqueles com mais de 50. “A ingestão de cálcio acima do recomendado diariamente pode reduzir a mortalidade por todas as causas“, concluíram os pesquisadores.

Eles destacam que o nutriente pode reduzir a mortalidade de várias formas, como, por exemplo, reduzindo a pressão sanguínea, o colesterol e os níveis de glicose no sangue. No entanto, mais estudos são necessários para a confirmação desse efeito do cálcio, principalmente os que considerem sua ingestão em combinação com o magnésio e que investiguem outra fonte importante do nutriente, que é o consumo de água.

Fonte: http://www.sonutricao.com.br

Dinamarqueses apoiam suplementos alimentares (mesmo que seu governo não faça o mesmo).

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Apesar de dietas saudáveis e falta de apoio do governo, o uso de suplementos alimentares na Dinamarca está entre os mais altos na Europa,  concluiu o Danish Food Institute (NFI) após pesquisa.

No estudo de dois anos que entrevistou 4.000 pessoas, de crianças a pensionistas, impressionantes 60% de crianças de 4 a 9 anos recebem suplementos multivitamínicos dos pais e 50% em idades entre 10 e 17 anos.

Ômega-3, cálcio e vitamina D estimam 19%, 10% e 8% do total do consumo de suplementos alimentares por todas as idades.

O NFI, parte da Universidade Técnica da Dinamarca, notou o alto índice de uso apesar de a Danish Veterinary and Food Administration (DVFA) recomendar que apenas bebês, pessoas de pele escura, mulheres que pretendem engravidar e pessoas acima de 70 anos devem considerar suplementação.

A pesquisa descobriu que mais mulheres (71%) do que homens (57%) usam multivitaminas e suplementos minerais. E também, mais mulheres do que homens tomam dois ou mais suplementos.

“O uso de suplementos alimentares é muito difundido na população dinamarquesa, mesmo que a grande maioria dos cidadãos consigam as vitaminas e minerais que precisam através de sua alimentação,” diz o NFI.

Ele o efeito da educação no consumo de suplementos.

“Em outros países, uma associação foi encontrada entre o consumo de suplementos alimentares e o nível de educação das pessoas. Entretanto, de acordo com a pesquisa do NFI, é apenas entre os homens dinamarqueses que o consumo aumenta conforme o nível de educação. As diferenças de consumo entre homens e mulheres então se torna menor conforme o grau de educação.”

Também foi descoberto que o uso de multivitaminas e suplementos minerais alcança seu auge no inverno.

“Isso pode se dar porque as pessoas não acreditam que eles comem frutas e vegetais o suficiente durante os meses de inverno, e por isso tentam se prevenir usando suplementos.”

Fonte:  http://www.nutraingredients.com/Consumer-Trends/Danes-back-food-supplements-even-if-their-government-does-not

A Vitamina D e a Fortificação de Alimentos.

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VITAMINAS SÃO MICRONUTRIENTES NECESSÁRIOS AO METABOLISMO E QUE NÃO PODEM SER SINTETIZADOS PELO CORPO HUMANO. ESTA DEFINI­ÇÃO CLÁSSICA DAS VITAMINAS POS­SUI UMA EXCEÇÃO: A VITAMINA D.

Uma tradução livre do significado de vitami­nas encontrada no livro Nutrition Food and the Environment, de Vincent Hegarty (1995), permite a inclusão da Vitamina D no rol des­tes micronutrientes: “Vitaminas são substâncias orgânicas, requeridas para funções metabólicas espe­cíficas do corpo, necessárias em pequenas quantidades na dieta”.

Isolada na década de 1920, apenas 50 anos depois des­cobriu-se que ela poderia ser produzida pelos humanos, ferindo o conceito clássico das vitaminas.

Além de poder ser ingerida a partir de alimentos nos quais está naturalmente presente, ou através de alimentos forti­ficados, a Vitamina D pode ser sintetizada pelo corpo huma­no, num ciclo desencadeado pela luz do Sol. Hábitos de vida modernos minimizam a ex­posição aos raios ultravioleta (raios UVB), reduzindo portan­to, o “auto-suprimento” deste micronutriente. Vestuários típicos das grandes cidades, encasulamento em casa ou no trabalho, lazer em ambiente fechado, ou mesmo o benéfico uso dos protetores solares, são exemplos de costumes que minimizam nossa intera­ção com a luz solar. Some a isto as dietas livres de carne vermelha, vísceras (fígado, por exemplo), ovos e gorduras, e teremos uma equação que resulta numa baixa produção e suprimento de Vitamina D.

A vitamina D é importante em diversos sítios metabólicos do corpo humano, daí sua presença em múltiplos buquês nutricionais aplicados na fortificação de alimentos, para o aporte de benefícios típicos desta vitamina e dos consórcios, dos quais participa, com outros micronutrientes.

A Vitamina D, por exemplo, e não apenas:

• Auxilia na absorção de cálcio e fósforo a partir do trato gastrointestinal;

• Aumenta a fixação mineral nos ossos;

• Regula a eliminação de cálcio e fósforo pelos rins;

• Participa dos processos de transmissão nervosa, contribuin­do para regulagem da função muscular cardíaca.

Também conhecida como “Vitamina Anti-Raquitismo”, juntamente com os hormônios “calcitonina e paratireóide (presentes em nosso organismo) a Vitamina D é necessária para a regular a homeostase do cálcio e o metabolismo do fósforo” (BASF, 2003). Re­sumidamente regula a absorção e fixação de minerais para melhor desenvolvimento, manutenção do esqueleto e tônus muscular. Os buquês nutricionais compostos pela Vitamina D aportam benefícios ao ser humano desde a mais tenra até a melhor idade. Na infância é instrumento contra o raquitismo, na maturidade melhora o sentido de equilíbrio corpóreo, minimiza a perda de densidade óssea e auxilia o apropriado com­passo cardíaco.

Acredita-se quee a deficiência em Vitamina D acometa 50% da população brasileira com menos de 50 anos, e em torno de 80% dos idosos. Possivelmente a fortificação (ali­mentos adicionados de vitaminas e minerais) seja o método mais eficaz para aporte nutricional da Vitamina D, sendo também o mais seguro e economicamente viável. Os alimentos enriquecidos somam-se aos naturalmente dotados de Vitamina D e à mode­rada exposição UVB, minimizando a possibilidade de efeitos indesejáveis.

Na fortificação e suplementação alimentar, o suprimento de Vitamina D é realizado com o uso de duas substâncias: ergocalciferol (Vitamina D2, plantas e cogumelos) e Colicalciferol (Vitamina D3, animais), que após ingeridas e digeridas são levadas pela corrente sanguínea ao fígado, onde passam por uma primeira transformação, antes de serem, nos rins, convertidas na forma ativa Vitamina D. Daí é distribuída pelos diversos sistemas do corpo humano, participando de importantes transformações metabólicas: da multiplicação celular ao efetivo funcionamento do sistema imunológico; do cresci­mento e desenvolvimento corpóreo a minimização da tendência à obesidade; etc.

Por isso tudo, parece-me confortável dizer a você que consulte regularmente seu médico e se ele não tiver nada contra, continue tomando Sol até às 10 da manhã, ou depois da 16h e usando protetor solar, eles já comprovaram sua importância para a saúde, consuma alimentos que naturalmente contém Vitamina D e insira em sua dieta os alimentos fortificados que você mais gosta.

Texto: Divanildo Carvalho Junior. Gerente de Tecnologia e Inovação – Granotec do Brasil.

Você é o que você come.

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Este é um dito popular com referências nas mais diversas épocas e lugares. Se você pesquisar, irá encontrar frases similares na Grécia Antiga, em Roma, na China, nas Civilizações Pré-Colombianas e Indígenas Americanas e em tantas outras sociedades e períodos históricos. Vicent Hegarty no livro “Nutrition, Food and the Environment” crava: Seu corpo é uma notável coleção de produtos químicos que você obtém a partir dos alimentos, da água, do ar, dos medicamentos e de vários contaminantes. Neste Granonews fui convidado a escrever sobre nutrição e fiz minha pesquisa tanto na biblioteca, quanto nas gôndolas dos supermercados, nas barraquinhas das feiras livres, nos restaurantes, na mesa de refeições de minha própria casa e, obviamente, na internet.

Você já observou a crescente associação entre alimento e qualidade de vida, entre alimento e saúde? Na prateleira de pães no supermercado, nos balcões das padarias, nas capas das principais revistas, ou nos programas de televisão da sexta à noite, observamos como macro-tendência da alimentação, a busca pelo saudável, seja ele através do alimento integral, do natural, do orgânico, do vitaminado, do fortificado ou do funcional.

Há muito o poder público, no Brasil e no exterior, observou a correlação entre a alimentação e a saúde da população. Em especial encontramos grande número de citações da fortificação de alimentos iniciando no período posterior a Grande Depressão nos Estados Unidos, no início do Século XX. Desde então, os países optam por um posicionamento mandatório ou voluntário quanto à fortificação.

No Brasil temos exemplos em ambos os casos. Da fortificação de farinhas de trigo e milho, a programas como o Viva Leite em São Paulo e Leite das Crianças no Paraná, até arroz e biscoitos enriquecidos e achocolatados vitaminados. A massificação dos conceitos de a alimentação saudável cria no consumidor o interesse por benefícios específicos. Não se quer apenas saciar a fome e prazer ao deglutir, buscam-se nos alimentos vantagens para o perfeito funcionamento do organismo, para a sustentação de uma boa saúde, para uma sobre-vida de melhor qualidade. Observe que os alimentos in natura e os industrializados já podem ser classificados segundo os benefícios que promovem. Comer frutas, cereais e alimentos vitaminados para melhor funcionamento do organismo; comer mamão e tomar um iogurte com probióticos para facilitar o processo digestivo; ingerir leite, seus derivados e produtos enriquecidos com cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas D, K e C para uma melhor saúde dos ossos e articulações. Estes são apenas alguns exemplos de como os alimentos podem ser vetores de benefícios específicos à saúde e qualidade de vida. A importância dos micronutrientes influencia cada vez mais a rotina da pesquisa e desenvolvimento de alimentos. A matriz alimentar a ser enriquecida, seu processo de industrialização, os benefício preconizados, a biodisponilidade e estabilidade dos micronutrientes, entre outros fatores, definem a composição do buquê nutricional a ser aplicado. Hábitos de vida saudáveis melhoram nossa qualidade de vida. Desenhamos alimentos a fim de conferir benefícios específicos ao organismo humano, que vão além de dar prazer, matar a fome e nutrir. Porque como diriam os Titãs, comida é pasto… mas, a gente não quer só comida.

 

Texto: Divanildo Carvalho Junior. Gerente de Tecnologia e Inovação – Granotec do Brasil.

Cálcio: a favor da sua saúde.

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O cálcio é um dos minerais mais abundantes no nosso organismo e seu metabolismo é um dos processos biológicos básicos para nossa sobrevivência. Embora historicamente ligado, principalmente, ao desenvolvimento estrutural e manutenção óssea, o cálcio é agora reconhecido como um componente chave de muitos caminhos fisiológicos necessários para uma ótima saúde, incluindo cardiovascular, neurológico, endócrino, renal, e os sistemas gastro-intestinal. Uma recente análise mostrou um potencial aumento de eventos cardiovasculares relacionados à suplementação de cálcio. O possível mecanismo de ação dessa correlação não foi bem elucidado. Esse tema tem gerado grande interesse devido ao uso generalizado de suplementos de cálcio, particularmente entre os de meia-idade e idosos que estão em maior risco de eventos cardíacos. Estudos anteriores não encontraram possíveis fatores de confusão, tais como o uso de estatinas, aspirina ou outros medicamentos. Estes resultados controversos garantem estudos bem projetados utilizados para investigar a relação entre a suplementação de cálcio e os desfechos cardiovasculares.

Ano: 2012
Autor: 
Vaishali B Patel (Division of Endocrinology, Metabolism & Genetics, The University of Kansas Medical Center), James L Vacek (Mid America Cardiology, The University of Kansas Medical Center), Leland Graves (Division of Endocrinology, Metabolism & Genetics, The University of Kansas Medical Center), e Rajib K Bhattacharya (Division of Endocrinology, Metabolism & Genetics, The University of Kansas Medical Center).
Fonte: 
http://www.nutritionandmetabolism.com/content/9/1/24