Fome oculta

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Uma em cada quatro pessoas sofre da Síndrome da Fome Oculta (SFO), segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). E o fato de ela ser classificada como “oculta” tem justificativa: devido ao baixo consumo ou mau aproveitamento dos nutrientes pelo organismo, a SFO vai minando a beleza e a saúde aos poucos, sem fazer grande alarde. Na maioria dos casos, a vítima só começa a desconfiar que haja alguma errada quando os estragos já são visíveis. Os mais comuns são: pele opaca e sem vida, devido à má oxigenação do sangue; predisposição a rugas e flacidez, ocasionadas por alterações na formação de colágeno; cabelo sem brilho e em queda livre; e unhas manchadas e quebradiças pela ausência de vitaminas e minerais em geral. Também é comum a mulher se queixar de cansaço, fraqueza, palpitação, cãibras, dores musculares, diminuição da concentração e sangramento vaginal.

Em meio a esse desequilíbrio todo, a saciedade acaba prejudicada e a fome vai se tornando cada vez mais constante. Tudo porque o organismo envia um pedido de socorro ao cérebro dizendo que precisa de vitaminas e minerais para recuperar o equilíbrio. O cérebro manda um sinal de fome para que você coma e, com isso, dê ao organismo os tais nutrientes de que ele precisa. Diante desse alerta, é comum partir para itens que matem a fome a jato, caso dos carboidratos refinados, que, apesar de digeridos mais rapidamente, são pobres em nutrientes. Por isso, não demora para que o cérebro envie outros sinais de fome, fazendo comer de novo e de novo, num ciclo vicioso. Mesmo causando tanta confusão, a SFO não é classificada como doença. Ela é uma denominação para a condição de quem tem carência de nutrientes.

 

Fonte:  http://boaforma.abril.com.br/