Diabéticos: alimentos que não podem faltar no seu prato!

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Diabéticos: alimentos que não podem faltar no seu prato!

O acompanhamento profissional na elaboração da dieta do diabético é indispensável, diversos fatores como estilo de vida, uso de medicamentos, e outras questões de saúde são determinantes na elaboração de um cardápio especializado. Porém, algumas diretrizes básicas são capazes de tornar a convivência com a diabetes mais tranquila.

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Consumir gorduras insaturadas pode ajudar pessoas com diabetes

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Consumir gorduras insaturadas pode ajudar pessoas com diabetes

We’re all about breaking down scientific findings, especially when the research focuses on nutrition. Most of the time, we are providing important perspective to particularly popular studies, working to ensure that the totality of science is promoted rather than one-off, fringe findings. So instead of running with the trending headlines that somehow convince us that “X food will give us X disease”, we are working to support and promote sound science (especially since these types of findings rarely generate sensationalistic and saucy headlines).

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14 de Novembro: Dia Mundial do Diabetes.

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Interrompemos nossa série do Ted Talks nesta sexta-feira para falar de um assunto importante, o diabetes, no Dia Mundial do Diabetes.

O que é
É uma disfunção do metabolismo, ou seja, do jeito com que o organismo usa a digestão dos alimentos para crescer e produzir energia. A maioria das comidas que comemos é quebradaem partículas de glicose, um tipo de açúcar que fica no sangue. Esta substância é o principal combustível para o corpo.

Depois da digestão, a glicose passa para a corrente sanguínea, onde é utilizada pelas células para crescer e produzir energia. No entanto, para que a glicose possa adentrar as células, ela precisa da ajuda de uma outra substância, a insulina. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas, uma grande glândula localizada atrás do estômago. Quando nos alimentamos, o pâncreas produz automaticamente a quantidade certa de insulina necessária para mover a glicose do sangue para as células do corpo. Nas pessoas com diabetes, porém, o pâncreas produz pouca insulina ou então as células não respondem da forma esperada à insulina produzida. O que acontece? A glicose do sangue vai direto para a urina sem que o corpo se aproveite dela. Ou então fica no sangue, aumenta o que se chama de glicemia (concentração de glicose) e também não é aproveitada pelas células. Deste modo, o corpo perde sua principal fonte de combustível, pois há glicose no sangue, mas ela não pode ser jogada fora sem ser utilizada.

Quais os tipos existentes de diabetes?
– Diabetes do tipo 1
– Diabetes do tipo 2
– Diabetes gestacional

Diabetes tipo 1
Este tipo de diabetes é uma doença auto-imune. O que significa isto? Significa que o sistema que seria responsável por defender o corpo de infecções (o sistema imunológico) atua de forma contrária e acaba lutando contra uma parte do próprio organismo. No diabetes, por exemplo, o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, matando-as. Assim, este órgão passa a produzir pouca ou nenhuma insulina. Por conta disso, quem tem diabetes do tipo 1 deve tomar insulina todos os dias.

Diabetes do tipo 2
Esta é a forma mais comum do diabetes. Entre 90% a 95% das pessoas que são diagnosticadas com esta doença, tem o tipo 2. Este diabetes está associada à velhice, obesidade, histórico da moléstia na família e de diabetes gestacional, além do sedentarismo. Nada menos do que 80% das pessoas que têm diabetes tipo 2 estão acima do peso ideal.

Por causa do aumento da obesidade entre crianças e adolescentes, já que as dietas de hoje em dia não são nada saudáveis, esta doença tem aumentando nestas faixas etárias. Nesta doença, quase sempre o pâncreas produz a quantidade suficiente de insulina, mas, por razões desconhecidas, o corpo não consegue utilizar esta substância de forma efetiva. A este problema dá-se o nome de resistência à insulina. Depois de alguns anos de resistência, a produção desta substância acaba diminuindo. O resultado é o mesmo de diabetes do tipo 1: a glicose produzida na digestão não é utilizada como combustível pelo corpo.

Este tipo de diabetes pode causar sérias complicações. Por isso, é muito importante reconhecer os sintomas desta doença.

Diabetes gestacional 
É uma doença caracterizada pelo aumento do nível de açúcar no sangue que aparece pela primeira vez na gravidez. Este problema acontece em cerca de 4% das mulheres que ficam grávidas. Ela pode desaparecer depois do parto ou transformar-se num diabetes do tipo 2.

Sinais e Sintomas

O desencadeamento de diabetes tipo 1 é geralmente repentino e dramático e pode incluir sintomas como:

  • Sede excessiva
  • Rápida perda de peso
  • Fome exagerada
  • Cansaço inexplicável
  • Muita vontade de urinar
  • Má cicatrização
  • Visão embaçada
  • Falta de interesse e de concentração
  • Vômitos e dores estomacais, frequentemente diagnosticados como gripe.
  • Coceira na pele (geralmente na área vaginal ou da virilha)
  • Impotência

Os mesmos sintomas acima podem também ocorrer em pessoas com diabetes tipo 2, mas geralmente são menos evidentes. Em crianças com diabetes tipo 2, estes sintomas podem ser moderados ou até mesmo ausentes.

No caso do diabetes tipo 1, estes sintomas surgem de forma abrupta e às vezes podem demorar a ser identificados. Já no diabetes tipo 2, esses sintomas podem ser mais moderados ou até mesmo inexistentes.

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo 1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença, mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Outro dado é que, no geral, o diabetes tipo 1 é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.

Educação e Prevenção

diabetes exige alguns cuidados que são para o resto da vida, tanto para o paciente, quanto para a família. Ambos precisam tomar uma série de decisões relacionadas ao tratamento do diabetes: medir a glicemia, tomar medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares. Além disso, pode ser necessário apoio psicológico. Como as consequências do tratamento são baseadas nas decisões tomadas, é de extrema importância que as pessoas com diabetes recebam educação de qualidade, ajustada às necessidades e fornecidas por profissionais de saúde qualificados.

Sem a educação em diabetes, os pacientes estão menos preparados para tomar decisões baseadas em informação, fazer mudanças de comportamento, lidar com os aspectos psicossociais e, por fim, não estar equipado o suficiente para fazer um bom tratamento. O mau controle resulta em prejuízo para a saúde e em uma grande probabilidade de desenvolver complicações.

O papel dos educadores em diabetes é essencial, juntamente com a equipe multidisciplinar. O educador faz com que a pessoa com diabetes monitore sua saúde com escolhas e ações baseadas em julgamento vindo da informação.

A maioria dos pacientes não tem acesso à educação em diabetes, devido a fatores como custo, distância e falta de serviços apropriados. Algumas nem sabem dos serviços existentes ou não estão convencidas dos benefícios que a educação em diabetes pode trazer. Esses pacientes podem achar, por exemplo, que a interação com o médico fornece toda a educação de que precisam. A campanha do Dia Mundial do Diabetes vai promover a importância dos programas estruturados de educação em diabetes como a chave para a prevenção e o controle, além de defender mais oportunidades para inserir educação em diabetes junto aos sistemas de cuidados em saúde e às comunidades.

Está faltando educação em diabetes especialmente nos países em desenvolvimento. Mesmo nos países desenvolvidos, muitas pessoas não conseguem ter acesso a ela porque não há educadores e centros em número suficiente para atender o número crescente de novos casos.

Fonte: Dia Mundial do Diabetes
           Minha Vida

Dieta com pouca proteína reduz risco de agravar diabete e doença renal.

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É o que aponta estudo com 93 pacientes do Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté (SP)

Reduzir pela metade a quantidade de proteína animal na dieta e incentivar a mudança de hábitos alimentares são a chave para melhorar o quadro clínico de pacientes diabéticos e com doenças renais crônicas. É o que aponta um estudo realizado pelo Centro Estadual de Tratamento de Doenças Renais do Hospital Regional do Vale do Paraíba, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, em Taubaté.

Foram acompanhados 93 pacientes da unidade, dos quais 38 com diabete, que receberam dieta hipoproteica personalizada com base em uma avaliação nutricional prévia. Durante o estudo, a equipe multiprofissional da unidade observou que a alimentação irregular era uma das maiores responsáveis pela piora no quadro.

“Logo no início, pudemos perceber que a maioria dos pacientes já chegava com várias dúvidas e mitos. O nosso maior desafio era conseguir que eles aderissem a uma dieta diferente, principalmente o paciente diabético, que trazia, além das orientações do médico, as famosas e preocupantes receitas caseiras”, comenta a nutricionista responsável pela pesquisa, Monise Ávila.

A dieta proposta usou 50% de proteína animal, com alto valor biológico, e resultou na redução de 24% de eliminação de proteinúria (proteína pela urina), que no caso de um paciente diabético é responsável por agravar a doença.

Os resultados foram significativos: além da redução da proteinúria, houve menor consumo de calorias – refletindo no emagrecimento dos pacientes – e de proteína vegetal (com baixo teor biológico), além de diminuição das taxas de açúcar no sangue e da hemoglobina glicada, que mede com precisão o controle da diabete.

Segundo Monise, o trabalho multiprofissional foi fundamental para a melhora dos tratamentos, já que grande parte dos pacientes tem dificuldade de manter uma alimentação saudável. A equipe procurou conhecer a realidade de cada um deles e a aproximou ao máximo a uma condição mais adequada de nutrição.

O Centro Estadual de Tratamento de Doenças Renais do Vale do Paraíba é um projeto-piloto da secretaria e oferece atendimento avançado, de qualidade e humanizado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, 1,8 mil pacientes estão em tratamento na unidade, conseguindo retardar a evolução da doença e a necessidade de tratamento por hemodiálise.

Fonte: http://www.sonutricao.com.br

O uso dos alimentos funcionais no cotidiano.

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Ana Cristina Miguez Teixeira, Doutora em Ciências da Saúde pela PUC-pr em parceria com a especialista em nutrição clínica pela UFPR Cristiane da Silva Oselame escreveram sobre o uso dos alimentos funcionais e seus benefícios à saúde. Para facilitar, fragmentamos o texto em uma compilação das informações mais importantes de cada parte da pesquisa.

RESUMO:

Alimentos funcionais são alimentos que contêm ingredientes ativos que beneficiam o organismo de alguma forma, abrangendo a evolução de doenças, promovendo a saúde, reduzindo como consequência os gastos relacionados a assistência à saúde. O objetivo deste artigo foi descrever os principais alimentos funcionais liberados para o consumo humano e citar os seus benefícios à saúde.

Esses benefícios relacionam-se aos efeitos gerais de uma alimentação saudável. Um prato colorido no dia-a-dia pode oferecer uma dosagem alta de substâncias funcionais prevenindo várias doenças.

 

IINTRODUÇÃO:
Vários fatores que têm contribuído para o desenvolvimento dos alimentos funcionais, um deles o aumento da consciência dos consumidores, que desejando melhorar a qualidade de vida optam por hábitos saudáveis.

Os alimentos funcionais devem apresentar propriedades benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos comuns. São consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de regular funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão, diabetes, câncer, osteoporose e coronariopatias (SOUZA, et al., 2003).

Diante disso, a Nutrição Funcional um ramo da ciência da Nutrição que estuda a relação do ser humano com os nutrientes, em nível intracelular, considerando todos os sistemas corporais e a influência de fatores externos nesta relação.

As novas tendências alimentares justificam o desenvolvimento de alimentos funcionais, devido a hábitos adquiridos pelas pessoas de alimentar-se de maneira pouco balanceada e pobre em nutrientes essenciais ao organismo (SALGADO e ALMEIDA, 2010). Neste sentido, os alimentos funcionais são considerados aqueles que são capazes de fornecer benefícios para a alimentação e reduzir o risco de doenças. (BALDISSERA, et al., 2011).

Para se considerar um alimento funcional ele deve: exercer ação metabólica ou fisiológica, criar efeitos positivos obtidos em quantidades não tóxicas e poder ser destinado ao tratamento ou cura de doenças (BALDISSERA, et al., 2011).

 

DESENVOLVIMENTO:

Os Brócolis e os demais crucíferos são alimentos funcionais, assim como a aveia, linhaça, tomate, frutas cítricas, amoras, chás, uva, vinho, alho e soja (RIQUE, SOARES e MEIRELLES, 2002).

Estes alimentos se ingeridos diariamente, e na quantidade correta, podem ajudar a diminuir o estresse, melhorar o rendimento esportivo, sono, memória e tensão pré-menstrual. Promovem ainda a redução do risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e câncer.

Outro alimento funcional bem conhecido é o azeite de oliva. Utilizado na quantidade de 15 mililitros diários possui o efeito protetor sobre o sistema cardiovascular, sobretudo, na redução da chance de formação de ateromas (TOUSOULIS et al., 2010).

O ômega 3 presente nos peixes, quando consumido na quantidade de 1 grama diária auxilia na redução da pressão arterial, favorece o aumento do colesterol HDL plasmático e na redução do colesterol LDL, pode ser também ingerido por meio de suplementos em forma de cápsulas. Outra variedade é o ômega 6, presente nos óleos vegetais, como azeite, óleo de canola, milho e girassol, nozes, soja e gergelim, atuam como protetores contra as doenças cardíacas (CABO, ALONSO e MATA, 2012; DELGADO-LISTA et al., 2012).

Os fitoesteróis presentes nos óleos vegetais, legumes, gergelim e semente de girassol, promovem a redução da absorção de colesterol LDL e auxiliam no alivio dos sintomas da tensão pré-menstrual. (RACETTE et al., 2010).

Os fitoestrógenos reduzem as chances de aparecimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, câncer de mama e próstata (MIGUEZ et al., 2012)

As antocianinas, presentes em alguns alimentos como cerejas, uvas, morangos, amoras vermelhas e berinjelas, possuem propriedades anticarcinogênicas, antiinflamatórias e antialérgicas.

Os alimentos vermelhos, como o tomate e a melancia, possuem um pigmento chamado licopeno, que é capaz de auxiliar na prevenção dos cânceres de próstata, pulmão e intestino e também reduzem a concentraçãoo de radicais livres nas células. (ALISSA e FERNS, 2012).

Os alimentos alaranjados possuem um pigmento chamado de carotenoide, que é essencial para a visão, desenvolvimento embrionário e melhoram a imunidade. Outra variedade de pigmento são as antoxantinas (pigmento branco) presentes nas batatas e no repolho branco. Possui propriedades preventivas para câncer, atividade antiinflamatória e antialérgica (ALISSA e FERNS, 2012).

Outro alimento funcional que vem sendo muito estudado é a linhaça. Na sua composiçãoo são encontrados fitoesteróis e lignana. Entre as suas propriedades destacam-se aquelas relativas à prevenção e controle da agregação plaquetária, redução do colesterol LDL e da pressão arterial. Além disso, atua sobre a redução do risco de câncer de mama (PRIM et al., 2012).

A Chia é um tipo de semente oriunda do México, rica em fibras, solúveis e insolúveis, ômega 3, antioxidantes. Promove controle de peso e previne doenças cardiovasculares.

O chá verde é rico em antioxidantes, que são associados à prevenção de doenças relacionadas à obesidade, dislipidemia, doenças cardiovasculares e diabetes. Apenas um estudo sugere a dosagem de chá verde a ser consumida para a prevenção de doenças cardiovasculares é de 7 xícaras por dia (VINSON, 2000).

Portanto, vitaminas e minerais presentes nos alimentos funcionais em grande quantidade, possuem funções e características muito peculiares. É fundamental a orientação nutricional antes da ingestão de suplementos, além da realização de exames que possam fornecer subsídios para a melhor indicação destes alimentos e suplementos. (PASHKOW, 2011; OSELAME e OSELAME, 2013).

CONCLUSÃO:

Salienta-se desta forma que o uso de alimentos funcionais pode ser encarado como terapêutica preventiva para várias doenças. Portanto, o acompanhamento com profissionais nutricionistas pode favorecer o uso destes alimentos como fonte inesgotável de saúde.

AUGUMAS REFERÊNCIAS

AL-DISSI, A. N.; WEBER, L. P. Resveratrol preserves cardiac function, but does not prevent endothelial dysfunction or pulmonary inflammation after environmental tobacco smoke exposure. Food and Chemical Toxicology, v. 49, n. 7, p. 1584-1591, 2011. ISSN 0278-6915.

ALISSA, E. M.; FERNS, G. A. Functional foods and nutraceuticals in the primary prevention of cardiovascular diseases. Journal of nutrition and metabolism, v. 2012, 2012. ISSN 2090-0724.

ALMOOSAWI, S. et al. The effect of polyphenol-rich dark chocolate on fasting capillary whole blood glucose, total cholesterol, blood pressure and glucocorticoids in healthy overweight and obese subjects. British Journal of Nutrition, v. 103, n. 6, p. 842, 2010. ISSN 0007-1145.

BALDISSERA, A. C. et al. Alimentos funcionais: uma nova fronteira para o desenvolvimento de bebidas protéicas a base de soro de leite. Semina: Ciências Agrárias, v. 32, n. 4, p. 1497-1526, 2011. ISSN 1679-0359.

BELLINI, V. B. S.; DOS SANTOS, C.; OSELAME, G. B. Fatores de risco e proteção para câncer de mama na mulher. Revista UNIANDRADE, v. 14, n. 1, p. 45-64, 2013. ISSN 1519-5694.

BRANCO, V. R. C. Comida, sexo e administração. Rio de Janeiro: Editora E-papers, 2007. ISBN 8576501198.

CABO, J.; ALONSO, R.; MATA, P. Omega-3 fatty acids and blood pressure. British Journal of Nutrition, v. 107, n. S2, p. S195-S200, 2012. ISSN 1475-2662.

DELGADO-LISTA, J. et al. Long chain omega-3 fatty acids and cardiovascular disease: a systematic. British Journal of Nutrition, v. 107, p. S201-S213, 2012.

Fonte: http://scholar.google.com.br

Iogurte na prevenção de diabétes tipo 2.

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Uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, sugere que o iogurte pode ser um aliado no combate ao diabetes tipo 2. O estudo comparou os hábitos alimentares de pessoas com e sem a doença e descobriu que a prevalência do diabetes é significativamente menor entre aquelas que consomem iogurte com baixo teor de gordura ao menos quatro vezes por semana.

Existem dois fatores capazes de aumentar o risco de diabetes tipo 2: o genético, ou seja, ter histórico da doença na família, e o ambiental, que são problemas como má alimentação, excesso de peso e sedentarismo. Não há nada que uma pessoa possa fazer em relação à sua predisposição genética para a doença, mas adquirir hábitos saudáveis podem diminuir consideravelmente as chances de ela se desenvolver.

Para realizar o estudo, os pesquisadores coletaram dados de um levantamento feito na Inglaterra. Eles compararam os hábitos alimentares de 753 pessoas com diabetes tipo 2 aos de 3 500 indivíduos livres da doença. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Diabetologia.

Mecanismos — A pesquisa não identificou uma relação de causa e efeito entre o alimento e o diabetes – ou seja, não descobriu os mecanismos que podem fazer com que o iogurte diminua o risco da doença. Porém, os autores destacam que o iogurte contém nutrientes essenciais à saúde, como cálcio, vitamina D e ácidos graxos. Além disso, a equipe acredita que os probióticos – bactérias “do bem” presentes no alimento — tenham um papel fundamental nesse efeito benéfico. Estudos recentes já associaram os probióticos à redução de inflamações no intestino e de problemas como diarreia causada por antibiótico e complicações gastrointestinais em bebês.

De acordo com a pesquisa, o consumo de quatro copos de 125 gramas de iogurte por semana reduz em até 28% o risco de diabetes tipo 2. O estudo também descobriu que, de maneira geral, outros laticínios com baixo teor de gordura, como queijo cottage, podem diminuir essas chances em até 24%. Os autores não encontraram relação entre a redução do risco da doença e o consumo de laticínios com maior teor de gordura.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude