Crianças e adolescentes não devem fazer dieta

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Redução de consumo alimentar sem orientação pode levar a alterações no desenvolvimento e formação dos ossos, prejudicar o sistema imunológico e sobrecarregar órgãos

Induzidos pelo padrão de beleza atual, não é difícil encontrar pessoas ainda jovens já insatisfeitas com o próprio corpo. Isso acaba fazendo com que elas, muitas vezes, apelem para qualquer método de emagrecimento que encontram e sem nenhum acompanhamento especializado.

Isso pode gerar problemas para elas no futuro. “Na adolescência, o corpo ainda está em formação, especialmente os ossos”, alerta Maria Beatriz Braga, nutricionista do Einstein, que dá uma idéia sobre quando as pessoas podem pensar em dieta para perda de peso, ainda que de forma moderada. “Geralmente após a puberdade (maturidade sexual), que ocorre, aproximadamente, entre 10 e 13 anos para as meninas e entre 12 e 14 anos para os meninos.”

Segundo ela, o fato da criança estar acima do peso com relação às demais não deve ser encarado como um problema, já que ela ainda irá crescer. O importante é apenas fazer o controle da alimentação. “Geralmente nesta idade elas optam muito por fast food, não consumindo fontes de cálcio. As conseqüências disto elas só irão enxergar no futuro, já que correm maior risco de desenvolver doenças na idade adulta, como osteoporose, por exemplo.”

Padrão de altura e estética deve ter pais como base

“Não adianta ir muito contra a natureza”, conclui Maria Beatriz Braga ao comentar que os jovens não devem se comparar aos amigos ou ao que encontram na internet. “Se os pais são gordinhos, é importante que os filhos não exagerem nos alimentos, já que a família possui tendência”.

Por isso, conforme ela explica, o ideal é que os adolescentes tentem não exagerar em nada e comam de tudo um pouco. “O controle alimentar não tem idade, mas ele deve ser feito sempre com o acompanhamento de especialistas, como médicos e nutricionistas. Não adianta o jovem se empolgar com o que muitos treinadores falam e exagerar na dieta e academia”.

Bulimia: o extremo do controle do peso corporal

Vendo-se sem saída para melhorar seu corpo, muitos jovens, geralmente meninas, apelam para o perigoso hábito de vomitar após as refeições, o que leva a uma série de problemas. “Além de provocar a perda de peso de forma agressiva e não saudável, a bulimia pode prejudicar a concentração, mudar o humor, causar dores fortes de garganta e lesões nos dentes devido à presença do líquido ácido presente no estômago, que volta pela garganta durante os vômitos. Sem contar a enorme perda dos nutrientes, vitaminas e minerais que estão nos alimentos”.

Caso esta ação já tenha se tornado um hábito e o jovem não consiga mais parar de vomitar após as refeições, é necessário buscar ajuda de especialistas, como médicos, psiquiatras, nutricionistas e psicólogos.

“O ideal é que os adolescentes se conscientizem de que a alimentação equilibrada é a chave para o sucesso da boa nutrição. Deve-se comer de tudo um pouco, investir em alimentos naturais, deixar os fast foods e industrializados somente para serem consumidos em datas festivas, não deixando que seu consumo vire rotina. É válido priorizar o aumento do consumo de frutas e verduras”.

Fonte: Einstein Saúde

Estudo mostra que polifenóis estão associados à longevidade.

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A ingestão de polifenóis pode ser associado com uma redução de até 30% nas taxas de mortalidade em adultos. A pesquisa, publicada no Journal of Nutrition, é a primeira a avaliar a ingestão de polifenóis na dieta, utilizando um biomarcador nutritinal e não só apenas um questionário de frequência alimentar, explicou a equipe espanhola atrás do o estudo. Liderado pela professora Cristina Andres Lacueva da Universidade de Barcelona, o estudo utilizou medidas de concentrações de polifenóis totais como um proxy de admissão, para avaliar o efeito do ósmio de dietas ricas em polifenóis sobre a longevidade e mortalidade. Os resultados sugerem uma associação entre o consumo elevado de polifenóis e redução de risco de mortalidade – com aqueles que têm o maior consumo de polifenóis associado com uma redução de 30% na mortalidade. “Resultados corroboram evidências científicas sugerindo que as pessoas com dietas ricas em frutas e vegetais têm menor risco de várias doenças crônicas e a mortalidade em geral”. Disse Raul Zamora Ros – o autor do estudo.

Como resultado, a equipe ressaltou que seu estudo não só sugere os benefícios dos polifenóis na dieta, mas também sublinha a importância de avaliar – se possível – a ingestão de alimentos, usando biomarcadores nutricionais, não apenas os questionários de frequência alimentar. “Polifenóis podem ter um papel importante na prevenção de várias doenças crônicas, mas avaliar a ingestão dietética total de polifenóis somente por questionários de auto-relato é impreciso e pouco confiável”, a equipe observou.

Fonte: http://www.nutraingredients.com

Extratos de casca de cebola ajudam na hiperglicemia e criam resistência à insulina em dieta rica em gordura.

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Derivados de quercetina, encontrados na cebola, além de possuírem propriedades farmacológicas, tais como antiinflamatória, anticarcinogênica – pois atuam no sistema imunológico – , antiviral, e anti-histamínicas (antialérgicas), foram considerados como os flavonóides mais importantes para melhorar o estado do diabético em células e modelos animais. Em estudo realizado examinou-se a capacidade da hipoglicemia e da sensibilização à insulina sobre o extrato de casca de cebola (OPE), em uma dieta rica em gordura contendo alta quercetina. OPE pode melhorar a resposta da glicose e criar resistência à insulina que é associada com a diabetes tipo 2, aliviando a desregulação metabólica de ácidos gordos livres, o stress oxidativo suprimindo, regulando-se a captação de glicose em tecidos periféricos, e / ou para baixo-regulação da expressão do gene inflamatória no fígado. Além disso, na maioria dos casos, OPE mostrou maior potência do que pura equivalente quercetina. Estes resultados fornecem uma base para a utilização da casca de cebola para melhorar a insensibilidade à insulina em pacientes com diabetes tipo 2.

Ano: 2011
Autor: Ji Young Jung, Yeni Lim, Min Sun Moon, Ji Yeon Kim e Oran Kwon (Department of Nutritional Science and Food Management, Ewha Womans University)
Fonte: http://www.nutritionandmetabolism.com/content/8/1/18