Gordura Saturada x Gordura Trans: malefícios que elas causam à saúde

Falta de atividade física e dieta rica em gordura saturada e gordura trans acarreta o aparecimento e agravamento de diversos tipos de doenças crônicas

A doença cardiovascular é uma das principais causas de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o consumo de dietas inadequadas, juntamente com a falta de atividade física, está entre os 10 maiores fatores determinantes de mortalidade. Inúmeros estudos associam a composição da dieta aos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares. Ou seja, precisamos não somente restringir calorias, mas avaliar a qualidade do alimento ingerido.

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Gordura saturada x Gordura Trans
Durante muitos anos pesquisadores consideraram a gordura saturada como grande vilã e responsável pelo aparecimento e agravamento de inúmeras doenças crônicas, principalmente as doenças cardiovasculares. Em contrapartida, a indústria alimentícia substituiu a gordura saturada pela gordura trans e a população começou a ingerir maisprodutos industrializados. Anos depois, estudos observaram que o consumo da gordura trans era mais prejudicial à saúde do que a gordura saturada.

Gordura Saturada: está presente em alimentos de origem animal (carnes, leite, manteiga, creme de leite e queijos) e vegetais como coco, cacau e azeite de dendê.
A polpa de coco e o cacau são boas fontes por terem propriedades funcionais. Diferente do colesterol da dieta (gema de ovo, frutos do mar e etc), que tem absorção limitada pelo organismo, a absorção da gordura saturada da dieta não é limitada, por isso sua ingestão promove efeito mais intenso sobre a colesterolemia (presença de colesterol no sangue). Ocasionando aumento da concentração sanguínea de LDL-colesterol (colesterol ruim).

Gordura Trans: não são produzidas no organismo humano e resultam de processo natural de bio-hidrogenação ou de processo industrial de hidrogenação parcial ou total de óleos vegetais ou marinhos.
A principal fonte de gordura trans na dieta é a vegetal hidrogenada, utilizada industrialmente na produção de biscoitos, bolachas recheadas, empanados tipo nuggets, sorvetes cremosos, tortas e alimentos comercializados em restaurantes “fast-food”. Embora esses ácidos graxos sejam abundantes nas margarinas duras, representam apenas 10% do consumo de gorduras trans, sendo os alimentos industrializados a maior fonte.

O principal efeito metabólico dos ácidos graxos trans em relação às doenças cardiovasculares é elevação do colesterol total e a lipoproteína de baixa densidade (LDL-c o colesterol ruim). Esta gordura é mais prejudicial à saúde do que a gordura saturada por reduzir a lipoproteína de alta densidade (HDL-c o colesterol bom). Observa-se também elevação dos triglicerídeos plasmáticos e prejuízo da sensibilidade à insulina (principalmente em indivíduos com resistência à insulina).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2003, incluiu a notificação da gordura trans como item obrigatório na rotulagem nutricional dos alimentos industrializados comercializados no Brasil.

A OMS preconiza a ingestão de gordura trans inferior a 1% do valor energético diário e até mesmo sua exclusão nos alimentos industrializados.

Gorduras Insaturadas: não favorecem o aparecimento de doenças cardiovasculares e podem ser divididas em monoinsaturadas (azeite de oliva, abacate, óleo de canola, oleaginosas como castanhas e nozes) e poliinsaturadas, como o Ômega-3 (peixes de água fria) e o Ômega-6 (óleos de canola e soja).

Gordura: vilã ou Mocinha
Quando ingerida em equilíbrio, as gorduras não são vilãs, pois possuem funções importantes no organismo humano: fornecimento de energia, base para a formação de diversos hormônios, absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K.

As gorduras devem fazer parte de em torno de 25 a 30% do total das calorias da dieta. As gorduras saturadas devem ter sua ingestão reduzida e serem substituídas pelos ácidos graxos monoinsaturados como o azeite de oliva, óleo de canola, abacate e oleaginosas (castanha do Brasil, nozes, amêndoas). A ingestão de gordura saturada deve ser inferior a 10% das calorias da dieta.

Para a manutenção da saúde e prevenção de doenças é necessário hábito de vida saudável através da prática esportiva e alimentação equilibrada com aumento de ingestão de fibras (alimentos integrais, aveia, chia, linhaça); “gorduras boas”; redução de açúcares e sal; ingerir pelo menos 5 porções diárias de frutas, verduras e legumes.

Fonte: Eu Atleta

Benefícios do óleo de coco.

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O óleo de coco é constituído por quase 90% de gorduras saturada, e por isso é um dos melhores, senão o melhor, óleo a ser usado para cozinhar. Sua saturação significa que a estrutura molecular é saturada de hidrogênios, enquanto a das gorduras insaturadas não. E o que significa é que as gorduras saturadas são mais estáveis e difíceis de oxidarem do que as monoinsaturadas e polinsaturadas. A oxidação é um dos processos que gera radicais livres, que se não combatidos por anti-oxidantes geram reações em cadeias que envelhecem e destroem internamente, contribuindo e  inflamações e doenças. É importante saber que todas as gorduras são sensíveis a calor, oxigênio e luz,  e quanto maior a saturação, maior a estabilidade e menor a suscetibilidade a esses fatores oxidativos. E é nesse sentido que o Óleo de Coco se destaca se comparado às gorduras polinsaturadas (óleos de soja, milho e girasol, por exemplo). Por esses fatores, um mito péssimo para a saúde é achar que óleos vegetais são mais saudáveis. Por serem em sua maioria, gorduras polinsaturadas, deviam ficar muito longe do calor, oxigênio e luz. A gordura saturada do Óleo de Coco é constituída de aproximadamente 65% de Ácidos Graxos de  Cadeia Média. Estes são moléculas menores do que as da grande maioria dos óleos vegetais que consumimos, por isso, são facilmente digeridas e absorvidas pelo nosso organismo e fornecem energia rápida e eficiente para nosso corpo sem a necessidade de enzimas pancreáticas. Infelizmente, poucos alimentos possuem essa substância, mas uma forma excelente de obtê-la é através do óleo de coco. Enquanto os ácidos graxos de cadeia longa – grande parte das outras gorduras vegetais – depois de digeridos serão distribuídos pelo corpo e reabastecerão também tecidos de gordura, os do óleo de coco após serem digeridas vão direto para o fígado, para serem transformadas em energia e em condições normais não são estocadas em forma de gordura: viram energia rapidamente. Além disso, o óleo de Coco tem menos calorias do que outras gorduras o que significa que mesmo quando armazenadas, são queimadas mais rapidamente. A mesma quantidade de gordura é por volta de 1\3 menos calórica do que outras gorduras.


Fonte: The Coconut Oil Miracle, de Bruce Fife
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21333271