Inovação da alimentação funcional: sementes de cânhamo

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Inovação da alimentação funcional: sementes de cânhamo

A turma alimentação funcional vai ganhar em breve um novo ingrediente para colocar na despensa ao lado da chia, da quinoa e da linhaça. Cada um desses grãos já experimentou dias de glória como aliado número 1 das dietas.

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Tendências alimentares Brasileiras (parte III).

Para avaliar o grau de aderência do consumidor brasileiro às tendências internacionais, a FIESP encomendou ao Ibope uma pesquisa nacional realizada nas nove principais regiões metropolitanas do País.

Das quatro tendências encontradas no Brasil, três delas são similares às globais; Conveniência e Praticidade, Confiabilidade e Qualidade, Sensorialidade e Prazer.

A 4ª tendência identificada no país representa a fusão entre duas observadas nos estudos internacionais de referência: Saudabilidade e Bem-estar e Sustentabilidade e Ética.  No País, o engajamento em prol do social e do meio ambiente vinculados às praticas de consumo de alimentos já está presente, porém atrelado a questões de saudabilidade e bem-estar.

Esse segmento representa, aproximadamente, 21% do mercado consumidor de alimentos, com forte potencial de crescimento, estando mais presente na classe C; entre casados; com destaque para a Região Nordeste. O que mais se destaca nesse grupo é a busca por alimentos que podem trazer algum benefício à saúde. Para isso, buscam selos de qualidade e outras informações sobre a origem dos alimentos. A procura pela qualidade de vida se revela, nesse segmento, como um ideal mais amplo, que inclui a sociedade e o meio ambiente. Esses consumidores priorizam a compra de alimentos industrializados se souberem que o fabricante protege o meio ambiente ou tem projetos sociais. Por outro lado, deixam de comprar o produto de empresas envolvidas com irregularidades, mesmo sendo de uma marca conhecida ou de confiança.

Esta publicação evidencia que as transformações nos fatores de demanda estão levando a importantes mudanças no comportamento do consumidor, refletidas pela indústria de alimentos nos novos ingredientes, processos e embalagens que integrarão um produto com diferenciais competitivos em relação aos demais. Dessa forma, quem ganha é a sociedade como um todo com conhecimentos e informações que proporcionarão produtos brasileiros com qualidade assegurada, saborosos e saudáveis, dentro de um cenário de sustentabilidade e ética cada vez mais importante para 2020.

Fonte: http://www.rgnutri.com.br/

Tendências alimentares Brasileiras (parte II).

Com esse objetivo identificaram-se as recentes exigências e tendências dos consumidores mundiais de alimentos, com base em uma análise de relatórios estratégicos produzidos por institutos de referência, com a divisão de 5 categorias de grupos. Estes grupos são:

Sensorialidade e prazer
As tendências desta categoria estão ligadas ao aumento do nível de educação, informação e renda da população, entre outros fatores.

Os segmentos de consumo de produtos de maior valor agregado tendem a continuar crescendo, tanto em relação aos produtos gourmet premium, geralmente destinados à população de alta renda, como também para os alimentos sofisticados que têm preço acessível para os consumidores emergentes, os quais deverão representar os grandes mercados para a indústria de alimentos no futuro.

Saudabilidade e bem-estar
Tais tendências originam-se do envelhecimento da população e os avanços da ciência com estudos que vinculam determinadas dietas as doenças. O problema do excesso de peso e obesidade nas populações de vários países estimula os produtos para dietas, alimentos com redução ou eliminação de substâncias calóricas. Portanto, o segmento diet/light deve continuar sua tendência de crescimento, ao qual se está aliando uma nova categoria de produtos com ingredientes específicos para queimar calorias e saciar o apetite. Nos países desenvolvidos, consolida-se o consumo de alimentos orgânicos, os quais enfrentam a concorrência das versões naturais de produtos tradicionais, com eliminação de aditivos químicos, entre outras características.

Conveniência e praticidade
Motivadas principalmente pelo ritmo de vida dos grandes centros urbanos, tais tendências apontam um aumento da demanda por refeições prontas e produtos em pequenas porções, embalados em porções individuais, adequados para comer no transito ou em diferentes lugares ou situações. Mas estas tendências convergem com as de saúdabilidade e bem-estar aumentando a demanda porsnacks de vegetais, iogurtes, sucos enlatados e etc.

Confiabilidade e Qualidade
Consumidores mais conscientes e informados demandam produtos seguros e de qualidade e origem atestadas, com boas praticas de fabricação e controle de riscos. Nessa direção têm sido valorizadas características que são intrínsecas aos produtos, tais como a rastreabilidade e a garantia de origem, os certificados de sistemas de gestão de qualidade e segurança, a rotulagem informativa e outras formas de comunicação que as empresas possam utilizar para demonstrar os atributos dos seus produtos.

Sustentabilidade e ética
Em relação à sustentabilidade ambiental estão sendo valorizados produtos com uma menor “pegada” de carbono (carbon footprint), baixo impacto ambiental, não estar associado a maus-tratos aos animais, ter rotulagem ambiental, ter embalagens recicláveis e recicladas etc. Sob o aspecto social, tem aumentado o interesse por produtos vinculados a causas sociais, com certificados de origem de sistema fairtrade, além da simpatia pelas empresas com programas avaliados e certificados de responsabilidade social.

Fonte: http://www.rgnutri.com.br/

Tendências alimentares Brasileiras (parte I).

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O que você busca em sua alimentação? Sabor, qualidade ou a praticidade? Para responder essa dúvida e antecipar as demandas da sociedade, do governo e da iniciativa privada, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e apoio de instituições e colaboradores especiais desenvolveu o projeto Brasil Food Trends 2020 (“Tendências alimentares brasileiras em 2020”), cujo objetivo é a apresentação das principais tendências da alimentação e a análise de seus impactos para as diferentes atividades e setores de alimentos no Brasil.
Para as indústrias atentas aos movimentos do mercado, as tendências como “sensorialidade e prazer”, “saudabilidade e bem-estar”, “conveniência e praticidade”, “confiabilidade e qualidade”, “sustentabilidade e ética” já fazem parte dos seus produtos, por meio de atributos que ofereçam um diferencial de competitividade presente nos processos produtivos, nos ingredientes e nas embalagens.
Estes, influenciados pelos diferentes objetivos e tecnologias existentes, além de determinarem fortemente a competitividade do negócio, hoje também são capazes de, por conta própria, potencializar as vendas por proporcionarem diferenciais relevantes às marcas e produtos. Também abordados neste estudo, o varejo e o setor de food service estão atentos às tendências apresentadas, que, da mesma forma, estão levando a modificações importantes na maneira de se relacionarem com os consumidores. O hábito de monitorar as tendências é atividade permanente em empresas de grande porte. Entretanto, não se pode afirmar o mesmo para parte significativa das micro e pequenas indústrias, daí a contribuição deste trabalho no sentido de sistematizar as variáveis mais relevantes, para subsidiar os projetos de PD&I dessas empresas. Este estudo baseia-se, inicialmente, no levantamento de informações e de pesquisa sobre as macrotendências globais e as tendências relacionadas ao setor de alimentação, para posterior consolidação e análise.

Fonte: http://www.rgnutri.com.br/

Teor de Sódio em alimentos industrializados.

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Uma pesquisa divulgada pela ANVISA mostra que os campeões em alto teor de sódio são o queijo parmesão ralado, o macarrão instantâneo, os embutidos (mortadela) e o biscoito de polvilho. De acordo com o órgão, o brasileiro consome duas vezes mais sal em relação à quantidade recomendada e grande parte vem de alimentos industrializados. O queijo parmesão ralado lidera o ranking, com teor médio de 1.981 miligramas de sódio por 100 gramas do produto. Nas colocações seguintes, aparecem o macarrão instantâneo e a mortadela. O biscoito de polvilho tem quantidade média de 1.092 miligramas do ingrediente para cada 100 gramas. O queijo ricota, muito consumido em dietas, também apresentou altas variações de sódio entre as marcas avaliadas. Ao todo, foram analisados 496 produtos de 26 categorias de alimentos. Os alimentos industrializados representam 20% da dieta alimentar. O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal e 4,7 gramas de sódio, quando o recomendado são 5 gramas e 2 gramas, respectivamente. O sódio representa aproximadamente 40% da composição do sal. O governo e os representantes da indústria e dos supermercados firmaram acordo, iniciado em 2011, pela diminuição progressiva do sódio nos alimentos. Em 2013, produtos com menos sódio já estão disponíveis no mercado. O acordo vai ajudar a reduzir aos poucos a quantidade de sal nos produtos.

Fonte: http://www.portal.anvisa.gov.br

Curiosidades e mais curiosidades!

Postaremos no blog, alguns vídeos do canal da Marina Gorga no youtube, que traz várias curiosidades sobre nutrição. É super interessante e vale a pena conferir!

Fonte: http://nutricionario.com/

Nutricionista Marina Gorga

Entrevista com Dra. Jocelem Mastrodi Salgado, Parte V.

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FiB

Quais os projetos da ESALQ para esse setor?

Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
Atualmente, venho desenvolvimento vários estudos com diversas substâncias que possam reduzir o risco de doenças, como Alzheimer, pesquisas que possam favorecer o aumento da longevidade e estudos clínicos com substâncias que possam melhorar textura e flacidez da pele. No mês de outubro, cinco teses foram defendidas na ESALQ-USP sob minha orientação, sendo que uma delas foi bastante comentada, inclusive, sendo tema do Globo Repórter do dia 28/10/2011. O titulo da tese é “Efeito do consumo de chá verde aliado ou não ao treinamento de força sobre a composição corporal e taxa metabólica de repouso em mulheres com sobrepeso ou obesas”, cujoresumo coloco a seguir: Introdução: O alto índice de obesidade populacional favorece o aumento de complicações associadas ao excesso de peso corporal, afetando a qualidade de vida do indivíduo. Vários alimentos têm sido investigados com o objetivo de auxiliar no controle do peso, e, dentre esses alimentos, o chá verde, derivado das folhas da planta Camellia sinensis, parece ser eficiente apresentando um efeito termogênico, além de promover maior oxidação da gordura corporal. O consumo desse chá possivelmente pode alterar a composição corporal e a taxa metabólica de repouso (TMR), mas até o momento poucos estudos nessa area foram realizados e nenhum deles avaliou mulheres com sobrepeso e obesidade. Objetivo: O objetivo deste estudo foi estudar os efeitos do consumo de chá verde e da prática ou não de exercício físico resistido sobre a taxa metabólica de repouso (TMR) e a composição corporal de mulheres obesas ou com sobrepeso. Métodos: ensaio clínico duplo-cego e controlado por placebo, envolvendo 40 mulheres com Índice de Massa Corporal entre 25 a 35 kg/m2 e faixa etária entre 20 – 40 anos. Antes do início do estudo, todas as participantes foram submetidas a um período de adaptação de um mês com uma dieta balanceada de 1.200 kcal baseada no hábito alimentar de cada participante, para que não houvesse nenhuma interferência nos resultados. Essa mesma dieta acompanhou as participantes até o fim do estudo. As mulheres foram divididas em quarto grupos: grupo 1 – chá verde solúvel (Sanavita ®) e nenhuma atividade física; grupo 2 – placebo e nenhuma atividade física; grupo 3 – chá verde solúvel (Sanavita®) combinado com exercícios resistidos; grupo 4 – placebo combinado com exercícios resistidos. O chá verde e o placebo foram consumidos duas vezes ao dia (10g em 200ml de água) às 10h00 e às 16h00 por um período de 2 meses. Após os 30 dias de adaptação alimentar, as voluntárias foram submetidas a uma avaliação da composição corporal inicial e da TMR, além de um exame bioquímico inicial para avaliar glicemia, colesterol total e frações, triglicérides, creatinina, insulina e Proteína C reativa (PCr). Esses mesmos parâmetros foram avaliados novamente no último dia do estudo. Resultados: Os resultados mostraram que o grupo 1 diferiu significativamente do grupo 2: enquanto as voluntárias do grupo 1 perderam peso (média de 5,7kg), circunferência de cintura (-5,8cm) e apresentaram diminuição da TMR e da gordura corporal (-4,7%), com manutenção da massa magra, as voluntaries do grupo 2 utilizando placebo não perderam peso, ganharam massa gorda (2,1%) e apresentaram diminuição da massa magra (-2,3kg) e da TMR. Quando os grupos com exercícios físicos resistidos foram avaliados, observou-se que as voluntárias do grupo 3 apresentaram resultados significativamente melhores que o das mulheres do grupo 4, ou seja, não perderam peso, porém tiveram sua composição corporal modificada, com perda de gordura e ganho de massa muscular (-10,3% contra -4,4% usando placebo e 6,6kg contra 3,5kg usando placebo, respectivamente), diminuição da circunferência da cintura (-9,2cm contra -2,4cm usando placebo); apresentaram aumento da força muscular e redução dos níveis de triglicérides (-29%). Conclusão: o consumo de chá verde proporcionou uma mudança na composição corporal, com diminuição da gordura e conseqüente perda de peso, e manutenção da massa magra. Aliado à prática de exercícios físicos como a musculação causou um ganho de massa magra significantemente maior que o proporcionado pelo exercício físico + consumo de placebo e favoreceu uma maior perda de massa gorda, por mobilizar esta como fonte de energia. O aumento da força muscular observada nos exercícios físicos de resistência foi maior quando o chá verde foi consumido anteriormente à sua prática. Aliado ao treinamento físico de resistência, o chá verde auxiliou em uma maior perda de gordura e maior ganho de massa magra.

Fonte: http://www.revista-fi.com/ Revista Food Ingredients Brasil – FiB