As vantagens da Microencapsulação na Panificação.

A técnica pode trazer inúmeros benefícios, como prolongar a durabilidade e conservar o sabor e os nutrientes dos alimentos!

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A microencapsulação pode ser definida como a tecnologia de empacotamento de substâncias. A técnica vem sendo pesquisada desde o início da década de 30 e, durante esse período, já apresentou avanços em diversas áreas, incluindo a panificação. A Dra. Izabela Alvim, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolates, do Instituto de Tecnologia de Alimentos – ITAL, pesquisa a microencapsulação desde 2002 e defende a utilização da tecnologia em ingredientes da panificação. “O setor de panificação pode se beneficiar ainda mais do uso de ingredientes microencapsulados para melhorar o perfil nutricional de diversos produtos pela adição de substâncias como vitaminas e minerais e ainda ômega-3, fitoesterois, etc. Do ponto de vista tecnológico e sensorial, o setor poderia explorar o uso de aromas e corantes naturais em seus produtos em substituição aos artificiais e explorar sensações de sabor, oferecendo produtos diferenciados aos consumidores”, destaca.

Em relação às padarias, segundo a Dra. Izabela, “o panificador pode comprar ingredientes microencapsulados para utilizar em seus produtos. Lembrando sempre que cada produto tem um tipo e uma forma de aplicação das micropartículas, que deve ser estudado para o sucesso do mesmo. Além disso, a comercialização de ingredientes microencapsulados utilizando alegações quanto aos benefícios de proteção e liberação controlada devem ter aprovação de órgãos competentes como a ANVISA que solicitam os testes de comprovação de eficiência daquilo que se quer alegar para o produto”, reitera a pesquisadora.

Bem-estar e Saúde – um dos objetivos dessa técnica é incorporar substâncias nutricionalmente importantes em produtos de panificação, preservando suas propriedades. No entanto, é importante ressaltar que para se utilizar alegações nutricionais e de saúde em produtos contendo os ingredientes encapsulados é necessário ter aprovação de órgãos competentes como a ANVISA que solicitam os testes de comprovação de eficiência daquilo que se quer alegar para o produto, por exemplo, quanto à eficiência da liberação controlada de uma substância microencapsulada, adicionada a um produto, no intestino.

Custo X benefício – os produtos microencapsulados são considerados inovadores, incluindo o ponto de vista nutricional. Atualmente existe um apelo por produtos mais saudáveis e enriquecidos nutricionalmente. Sendo assim, é crescente a gama populacional de consumidores desses tipos de produtos, que se dispõe a pagar por produtos diferenciados. Segundo a pesquisadora do ITAL, uma boa parte desses consumidores, que buscam produtos com valores agregados, pode estar disposta a pagar um pouco mais por produtos mais saudáveis.

Microencapsulação no Brasil – a utilização da tecnologia da microencapsulação ainda ocorre de forma discreta no Brasil. No entanto, inclusive com o crescente apelo por alimentos mais naturais e enriquecidos nutricionalmente, a utilização da tecnologia vem aumentando. Atualmente, muitos ingredientes microencapsulados são importados, mas o interesse interno também vem crescendo e, cada vez mais empresas brasileiras vem se interessando em desenvolver produtos no País. Outra questão é o aumento da parceria entre ICTs, indústria e órgão regulatórios, o que, de acordo com a Dra. Izabela, pode fazer com que a microencapsulação se torne uma forte aliada na geração de inovação no setor de alimentos, e sem dúvida no setor de panificação.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa LACC3

Saiu na mídia: economia do agronegócio de cereais é tema de conferência na LACC3 2015.

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Pesquisadores da FIPE, FEA/USP, UFPR e FDC falam sobre a inflação, impostos e custos de produção do setor no Brasil, em evento que ocorre de 29 de março a 1º de abril no ExpoUnimed, em Curitiba.

A economia brasileira cresceu, em média, menos de 2% por ano, em um passado recente, diante desse cenário, as contas públicas têm se deteriorado significativamente. A indústria não tem crescido e o mercado de trabalho mostra sinais de saturação. Mesmo com esta realidade, o setor agrícola e do mercado de alimentos obtiveram resultados muito melhores do que o resto da economia, com taxas médias de crescimento de quase o dobro da média da economia. O setor de agronegócios com cereais se inclui neste contexto, e é tema de discussão da LACC3 – Latin American Cereal Conference Brazil 2015 deste ano, que ocorre entre 29 de março e 1º de abril na ExpoUnimed, em Curitiba.

Pesquisadores das principais universidades e instituições do Brasil foram convidados para apresentar seus conhecimentos na área. “O consenso é de que a política monetária em 2015 deve ser restritiva, para conduzir a inflação para o centro da meta”, afirma André Chagas, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). “A condução da política monetária deve contribuir para reduzir a pressão sobre os preços dos alimentos, principalmente de produtos manufaturados, e 2015 deve ser um ano de resultados menos otimistas do que os anteriores.”

Para falar sobre a economia geral da alimentação e da nutrição, Denise Cavallini Cyrillo, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), traçará um panorama da organização de recursos como base da sobrevivência humana. Através de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ela explica que houve uma mudança nas causas de mortes dos seres humanos, desde a década de 60. “No Brasil, as doenças não transmissíveis foram responsáveis por 75% de todas as mortes, enquanto no Canadá foi de 89%, e na África Subsaariana, 44%. Segundo a OMS, esta situação é resultado, em grande parte, das transformações socioeconômicas das últimas décadas que levaram a população para um estilo de vida baseado em uma dieta pouco saudável, sedentarismo, tabagismo e uso de álcool exagerado”, explica Denise. “Historicamente, temos visto o surgimento de produtos mais saborosos, mas de qualidade nutricional questionável. A questão é: como podemos contribuir para melhorar a qualidade de alimentação da população brasileira?”

José Roberto Fernandes Canziani, do Departamento de Economia Rural e Extensão da Universidade Federal do Paraná (DERE/UFPR), falará sobre a produção de trigo no Brasil e no mundo, e Maria Sylvia Macchione Saes, da Universidade de São Paulo (USP), sobre transformações no mercado de cereais e suas relações com a indústria alimentícia. Maria Helena Zockun, da FIPE, e Paulo Rezende, da Fundação Dom Cabral, completam a lista de convidados e falarão a respeito dos impostos no mercado de cereais e os custos logísticos dos agronegócios no país.

Fonte: Assessoria de Imprensa LACC3

Entrevista com William Latorre sobre a LACC3 Brasil 2015.

No quadro Assunto de Primeira do programa Dia Dia Rural desta terça-feira (03), Otávio Ceschi Júnior recebeu o farmacêutico, William Latorre, para conversar sobre o futuro dos grãos e cereais. Acompanhe!

Clique aqui para ver a entrevista

 

Fonte: Uol