Intolerância a lactose: mitos e verdades sobre a doença

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Intolerância a lactose: mitos e verdades sobre a doença

Você sabia que entre 60% e 70% da população mundial apresenta alguma dificuldade de digerir a lactose – o açúcar presente no leite e derivados. Esse processo pode desencadear a intolerância à lactose.

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Qual a diferença de lácteos, lactose e lactase?

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Qual a diferença de lácteos, lactose e lactase?

Quase todo supermercado hoje tem uma seção de produtos sem lactose, pois o termo entrou no glossário das pessoas que gostam de ler e aprender sobre alimentação saudável. Mas, de repente, uma nova palavra passou a ser usada. Nas feiras naturebas, os produtos, agora, são embalado com os dizeres: sem lácteos. Afinal, qual a diferença?

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Archaeology: The milk revolution – Part 2

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On the basis of studies of growth patterns in bones, LeCHE participant Jean-Denis Vigne, an archaeozoologist at the French National Museum of Natural History in Paris, suggests that dairying in the Middle East may go all the way back to when humans first started domesticating animals there, about 10,500 years ago. That would place it just after the Middle Eastern Neolithic transition — when an economy based on hunter-gathering gave way to one devoted to agriculture. Dairying, says Roz Gillis, also an archaeozoologist at the Paris museum, “may have been one of the reasons why human populations began trapping and keeping ruminants such as cattle, sheep and goats”.

Dairying then expanded in concert with the Neolithic transition, says Gillis, who has looked at bone growth at 150 sites in Europe and Anatolia (modern Turkey). As agriculture spread from Anatolia to northern Europe over roughly two millennia, dairying followed a similar pattern.

On their own, the growth patterns do not say whether the Neolithic transition in Europe happened through evolution or replacement, but cattle bones offer important clues. In a precursor study, Burger and several other LeCHE participants found that domesticated cattle at Neolithic sites in Europe were most closely related to cows from the Middle East, rather than indigenous wild aurochs. This is a strong indication that incoming herders brought their cattle with them, rather than domesticating locally, says Burger. A similar story is emerging from studies of ancient human DNA recovered at a few sites in central Europe, which suggest that Neolithic farmers were not descended from the hunter-gatherers who lived there before.

Taken together, the data help to resolve the origins of the first European farmers. “For a long time, the mainstream of continental European archaeology said Mesolithic hunter-gatherers developed into Neolithic farmers,” says Burger. “We basically showed they were completely different.”

Fonte: Nature 

Archaeology: The milk revolution – Part 1

In the 1970s, archaeologist Peter Bogucki was excavating a Stone Age site in the fertile plains of central Poland when he came across an assortment of odd artefacts. The people who had lived there around 7,000 years ago were among central Europe’s first farmers, and they had left behind fragments of pottery dotted with tiny holes. It looked as though the coarse red clay had been baked while pierced with pieces of straw.

Looking back through the archaeological literature, Bogucki found other examples of ancient perforated pottery. “They were so unusual — people would almost always include them in publications,” says Bogucki, now at Princeton University in New Jersey. He had seen something similar at a friend’s house that was used for straining cheese, so he speculated that the pottery might be connected with cheese-making. But he had no way to test his idea.

The mystery potsherds sat in storage until 2011, when Mélanie Roffet-Salque pulled them out and analysed fatty residues preserved in the clay. Roffet-Salque, a geochemist at the University of Bristol, UK, found signatures of abundant milk fats — evidence that the early farmers had used the pottery as sieves to separate fatty milk solids from liquid whey. That makes the Polish relics the oldest known evidence of cheese-making in the world.

Roffet-Salque’s sleuthing is part of a wave of discoveries about the history of milk in Europe. Many of them have come from a €3.3-million (US$4.4-million) project that started in 2009 and has involved archaeologists, chemists and geneticists. The findings from this group illuminate the profound ways that dairy products have shaped human settlement on the continent.

During the most recent ice age, milk was essentially a toxin to adults because — unlike children — they could not produce the lactase enzyme required to break down lactose, the main sugar in milk. But as farming started to replace hunting and gathering in the Middle East around 11,000 years ago, cattle herders learned how to reduce lactose in dairy products to tolerable levels by fermenting milk to make cheese or yogurt. Several thousand years later, a genetic mutation spread through Europe that gave people the ability to produce lactase — and drink milk — throughout their lives. That adaptation opened up a rich new source of nutrition that could have sustained communities when harvests failed.

This two-step milk revolution may have been a prime factor in allowing bands of farmers and herders from the south to sweep through Europe and displace the hunter-gatherer cultures that had lived there for millennia. “They spread really rapidly into northern Europe from an archaeological point of view,” says Mark Thomas, a population geneticist at University College London. That wave of emigration left an enduring imprint on Europe, where, unlike in many regions of the world, most people can now tolerate milk. “It could be that a large proportion of Europeans are descended from the first lactase-persistent dairy farmers in Europe,” says Thomas.

Strong stomachs
Young children almost universally produce lactase and can digest the lactose in their mother’s milk. But as they mature, most switch off the lactase gene. Only 35% of the human population can digest lactose beyond the age of about seven or eight (ref. 2). “If you’re lactose intolerant and you drink half a pint of milk, you’re going to be really ill. Explosive diarrhoea — dysentery essentially,” says Oliver Craig, an archaeologist at the University of York, UK. “I’m not saying it’s lethal, but it’s quite unpleasant.”

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Fonte: Nature 

Cooperativa Santa Clara lança Queijos Minas Frescal e Mussarela Zero Lactose

Em benefício das pessoas que têm intolerância à lactose e atenta às necessidades de seus consumidores, a Cooperativa Santa Clara desenvolveu dois novos produtos: os queijos Minas Frescal e Mussarela Zero Lactose. A Santa Clara é a primeira empresa do Sul do país a produzir os queijos zero lactose.

Por não passarem por nenhum tipo de maturação, os queijos Minas Frescal e Mussarela normalmente são queijos com maior teor de lactose. As versões zero lactose são produzidas a partir da hidrólise (quebra) da lactose no leite, através da enzima lactase.

Algumas características específicas dos produtos sem lactose são encontradas nos novos queijos: leve escurecimento em virtude do aquecimento e também um sabor levemente mais adocicado, além da alta digestibilidade em virtude da quebra da lactose.

O Queijo Minas Frescal Zero Lactose já pode ser encontrado no mercado em versões de 330 gramas. Em breve, os intolerantes à lactose poderão encontrar também o Queijo Mussarela Zero Lactose em duas versões: fatiado com 150 g e em formas de 3,5 Kg.

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Fonte: Santa Clara

Intolerância à lactose: incomum é você não sentir desconfortos que ela causa

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Em todo nós, até os dois anos de idade ocorre a produção da enzima lactase, em quantidade suficiente para digerir a lactose (açúcar encontrado no leite e seus derivados) ingerida. A partir desta faixa etária, observa-se um progressivo declínio da atividade desta enzima, mais pronunciada durante a infância e a adolescência. Ela chega a atingir apenas 5% a 10% daqueles níveis apresentados no nascimento, configurando um estado de hipolactasia ou não persistência da lactase.

Esse declínio na produção da lactase ocorre na maior parte da população mundial, fazendo com que os indivíduos percam a habilidade de digerir a lactose e provocando uma serie de desconfortos, provocando a intolerância à lactose.

Apesar de ter se pensado o contrário por muitos anos, hoje já se sabe que a característica ancestral, ou seja, o “normal”, é sermos intolerantes à lactose. O nosso organismo seria geneticamente programado para, a partir dos dois anos de idade, parar a produção da enzima lactase. A persistência da enzima lactase surgiu na população humana através de uma mutação, que naquele momento se tornou benéfica para algumas populações, e assim surgiram os indivíduos tolerantes. Em alguns países nórdicos, o percentual de tolerantes chega em torno de 90%, mas não é o que acontece na maior parte do mundo.

Um estudo realizado com a população brasileira identificou que 57% dos indivíduos de origem européia eram intolerantes, 80% de indivíduos de origem africana e 100% dos indivíduos de origem japonesa. Ou seja, no Brasil, o comum é você ser intolerante a lactose.

Até pouco tempo, o diagnóstico dessa característica era realizado através da curva glicêmica ou através do teste de hidrogênio expirado. Ambos os testes demandam um tempo laboratorial e certo desconforto, principalmente em crianças.

Hoje já se sabe que em diversas populações mundiais, com exceção de algumas na África, o polimorfismo localizado próximo ao gene que codifica a enzima lactase indica quais indivíduos são geneticamente intolerantes à lactose e quais são geneticamente tolerantes. Esse teste não é invasivo, pois a análise pode ser feita através do DNA isolado a partir da saliva. É uma maneira efetiva e rápida de identificar essa condição.

Hoje temos cada vez mais opções para quem possui intolerância à lactose. A oferta de produtos é cada vez mais ampla para as pessoas que possuem essa condição, mas muitos ainda desconhecem que apresentam essa característica. O ideal é se observar mais, principalmente após a ingestão de alimentos ricos em lactose, e perceber se existe um desconforto que muitas vezes pode passar despercebido por anos. Vivemos em um país onde o normal é sermos intolerantes à lactose.

 

Fonte: Globo Esporte 

Entenda as diferenças entre a alergia a leite e a intolerância a lactose.

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O leite é um alimento extremamente importante porque, além de ser fonte de proteína, é também a maior fonte de cálcio, substância que ajuda na formação óssea.

No entanto, existem casos de pessoas que não podem tomá-lo por causa de algum problema, como alergia ou intolerância a lactose, o que pode deixá-las com deficiência dessas substâncias, como explicam a pediatra e alergista Ariana Yang e o engenheiro de alimentos Guilherme Rodrigues.

A primeira diferença entre esses dois problemas está na substância do leite – ou seja, a alergia está relacionada à proteína do leite de vaca enquanto a intolerância está ligada ao açúcar do leite, que é a lactose. Como explicou a pediatra Ariana Yang, geralmente quem tem alergia só descobre após os 6 meses de idade, quando para de tomar o leite materno já que não existe alergia ao leite da mãe – foi o caso do Matheus, de 9 anos, personagem do quadro “Diário do leite”, que estreou no programa.