O que você precisa saber sobre o mercado de biscoitos

O que você precisa saber sobre o mercado de biscoitos-alt

A Mintel, em relatório sobre biscoitos doces e salgados no brasil, lançado em outubro de 2015, resumiu o que precisamos saber sobre o mercado. Veja a seguir alguns assuntos importantes:

Brasileiros comem biscoitos tanto quanto os mexicanos e chilenos

O consumo de biscoitos doces e salgados per capita no Brasil é de 5,5 quilos ao ano, em linha com outros países latino-americanos. Em comparação a países europeus, como a Rússia e os Países Baixos que apresentam consumos de 10,1 e 8,5 quilos respectivamente, podemos observar que há potencial de crescimento no Brasil).

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Fatores que irão influenciar o mercado de biscoitos

Segundo pesquisa realizada em outubro de 2015, representados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massa Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), os fabricantes se comprometeram a seguir as orientações estabelecidas pelo governo brasileiro para melhorar o valor nutricional de seus produtos. Em 2008, o Ministério da Saúde e as associações que representam o setor assinaram um acordo para reduzir a quantidade de gordura, sal e açúcar em alimentos industrializados. O acordo foi renovado em 2011.

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Redução de gorduras trans

A diminuição do uso de gorduras trans, por exemplo, já foi feita com sucesso. Em 2008, a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO – Pan American Health Organization) recomendou a redução na quantidade de gorduras trans para menos de 5% do total de gorduras em alimentos industrializados e de no máximo 2% do total de gorduras em óleos e margarinas. Dois anos mais tarde, as indústrias representadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos (ABIA) haviam atingido 93,4% desses objetivos. Atualmente, 250.000 toneladas de gorduras trans já não são adicionadas a produtos industrializados.

 Redução do teor de sódio

Quanto ao teor de sódio, a ABIMAPI assinou um termo de compromisso com o Ministério da Saúde em 2011 para limitar a quantidade de sal utilizada em alimentos industrializados. A meta é ajudar a reduzir o consumo diário de sal para menos de 5g por pessoa até 2020. A estimativa do governo é que os brasileiros consomem uma média de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro da dose máxima de 5g recomendada pela Organização Mundial de Saúde. A partir de 2011, o acordo gerou a retirada de mais de sete toneladas de sal de alimentos industrializados. Ligado à hipertensão arterial, aumento do risco de enfarte e doenças cardiovasculares, o consumo excessivo de sal é considerado uma ameaça à saúde humana. De acordo com um estudo da ABIA, utilizando dados do IBGE, produtos industrializados no Brasil são responsáveis por 13,8% do consumo de sal da população brasileira.

Redução de açúcar pode ser a próxima medida a ser adotada

O açúcar é também associado a problemas de saúde. Em março de 2015, a Organização Mundial de Saúde fez uma nova recomendação para que adultos e crianças reduzam o consumo diário de açúcar. De acordo com a organização, a América do Sul possui o maior índice de consumo de açúcar do mundo e a ingestão deve, portanto, ser reduzida. Há também avanços em relação à redução da quantidade de açúcar em alimentos comercializados no Brasil. Continuando o plano de ação nacional para a melhoria da qualidade nutritiva dos alimentos vendidos no Brasil, o Ministério da Saúde deu início a um plano com o objetivo de limitar o consumo de açúcar através de acordos a serem assinados por entidades que representam os produtores de alimentos. As empresas devem estar cientes de que os consumidores estão cada vez mais conscientes de aspectos relacionados à saúde e de que as mudanças propostas certamente serão bem aceitas por eles. De acordo com a pesquisa, 12% dos entrevistados compram produtos com baixo teor de açúcar e 18% compram produtos com baixo teor de sal. A mudança voluntária em produtos de alguma marca famosa poderá fazer com que outras empresas sigam o exemplo, caso não queiram correr o risco de enfrentar o questionamento da parte dos consumidores sobre a razão pela qual decidiram não reduzir o teor de gordura, sal e açúcar de seus alimentos.

Fonte: Mintel