Obesidade: tratamento clínico é mais eficaz que cirurgia

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Um tratamento clínico intensivo e multidisciplinar, formado por endocrinologista, nutricionista, psicoterapeuta e personal trainer, pode evitar 90% das cirurgias bariátricas, mesmo em pacientes com obesidade mórbida. É o que diz um estudo publicado e apresentado recentemente no Obesity Week, maior congresso de obesidade do mundo, realizado em Los Angeles, Estados Unidos.

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A Relação Entre Alimentação e Câncer de Mama

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e dia 19 é o Dia Internacional Contra o Câncer de Mama. Trazemos aqui nosso último post da série. Não deixem de se informar e se examinar regularmente.

A alimentação pode pode afetar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama. Como fatores tais como calorias, álcool e soja interpretam um papel? Uma nutrição inteligente e uma dieta que te mantenha em um peso saudável pode reduzir os riscos de câncer de mama, o diagnóstico de câncer mais comum entre as mulheres.

Dieta e Câncer de Mama: Risco Aumenta com Ganho de Peso

Entre mulheres na menopausa, a faixa etária mais suscetível ao câncer de mama, as evidências continuam a apontar para o excesso de peso como um fator de risco. Em um estudo recente, mulheres obesas em seus anos pós-maternidade têm 3,2 vezes mais chances de câncer de mama do que uma mulher com peso saudável. Os pesquisadores levaram em consideração outros fatores que afetam o risco, incluindo a idade da mulher, a idade em que ela entrou na menopausa, o histórico de câncer de mama na família, e sua história de maternidade.

Entre as sobreviventes de câncer de mama, pesquisadores estão começando a associar o excesso de peso com o aumento do risco de recorrência e mortalidade, dia Colleen Doyle, cirurgiã chefe, dietista registrada, diretora de nutrição e atividade física da Sociedade Americana de Câncer.

É tentador pensar que uma dieta de pouca gordura e cheia de vegetais reduziria o câncer de mama, mas a associação entre as dietas e a prevenção não se estendeu muito, Doyle explica. Em um estudo que mostrou a conexão entre uma dieta de pouca gordura e a redução do risco de recorrência do câncer de mama, as participantes também perderam peso. “Então não ficou claro – o efeito é da redução de gordura ou da perda de peso? Eu costumo pensar que é provavelmente a perda de peso, porque a ingestão de gordura foi desconsiderada como um fator de prevenção do câncer de mama,” diz Doyle.

Dieta e Câncer de Mama: Os Efeitos da Ingestão de Soja

Para promover uma boa saúde geral, nutricionistas gostam de recomendar alimentos a base de soja. Eles possuem um alto teor de proteína e sua composição com pouca gordura rende a eles um lugar no regime de controle de peso. Apenas por si só, no entanto, alimentos de soja não aparentam auxiliar a reduzir o câncer em geral ou de mama especificamente.

“O tofu certamente se encaixa na nossa mensagem ter uma dieta baseada em plantas,” diz Doyle, “mas não há provas sólidas de que a soja reduz o risco de câncer de mama. Entretanto, há inúmeras outras razões para se comer soja. Ela é repleta de fitoquímicos e antioxidantes, que oferecem benefícios à saúde.”

A soja contém uma dose muito baixa de fitoestrogênio (estrogênio derivado de plantas), levantando a questão de que alimentos a base de soja possam aumentar cânceres hormonais, como o de mama. O problema em questão são as sobreviventes. “Nossa recomendação é de que é provavelmente seguro para sobreviventes do câncer de mama ingerirem quantidades de soja similares à dieta moderada asiática, em que não se consome mais do que três porções de produtos de soja por dia,” diz Doyle.

Isso pode soar como muita soja, mas pode ser apenas um bebida de soja pela manhã, sopa de miso no almoço e tofu no jantar, aponta Shayna Komar, nutricionista do Cancer Wellness em Piedmont, Atlanta, nos Estados Unidos.

Níveis moderados de alimentos fontes de soja aparentam não posar riscos de câncer de mama, mas nutricionistas recomendam não usar soja em pó ou suplementos similares. O nível de fitoestrogênio nesses produtos é desconhecido e podem ultrapassar os níveis saudáveis, diz Doyle.

Dieta e Câncer de Mama: Álcool e Aumento de Risco

O álcool parece aumentar o risco de câncer de mama, particularmente se uma mulher tem níveis baixos de folato, uma vitamina B solúvel em água que é encontrada em vegetais verdes e leguminosas. Por enquanto, a Sociedade Americana de Câncer recomenda que mulheres não consumam mais do que um copo de álcool por dia, mas Doyle aponta que até mesmo duas ingestões por semana podem aumentar o risco de uma mulher ter câncer de mama.

A incerteza aumenta, diz Doyle, por causa da estrutura dos estudos do relacionamento do álcool e do risco de câncer de mama. A maioria destes estudos que examinam o efeito do consumo de álcool começam com um copo por dia, e não capturam efeitos que podem começar com níveis menores que este.

O que complica a situação é o fato de que foi estabelecido que o consumo moderado de álcool diminui o risco de doenças cardíacas, a maior causa de mortalidade de mulheres nos Estados Unidos. “A mensagem para mulheres sobre o álcool e a prevenção do câncer de mama é que é importante ter em mente seu risco de desenvolver o câncer e doenças cardíacas e fazer uma decisão informada sobre beber qualquer quantidade. Se você já não bebe, não há porque começar,” diz Doyle. “Há muitas outras maneiras mais saudáveis de prevenir doenças do coração.”

Fonte: Everyday Health

Mortes por obesidade triplicam no Brasil em 10 anos.

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O número de brasileiros mortos por complicações diretamente relacionadas à obesidade triplicou em um período de dez anos, revela levantamento inédito feito pelo Estadão Dados com base em informações do Datasus. Em 2001, 808 óbitos tiveram a doença como uma das causas. Em 2011, último dado disponível, o número passou para 2.390, crescimento de 196%.

O aumento também foi significativo quando considerada a taxa de mortos por 1 milhão de habitantes. No mesmo período de dez anos, a taxa dobrou. Foi de 5,4 para 11,9, segundo informações do Ministério da Saúde. Os dados levam em consideração as mortes nas quais a obesidade aparece como uma das causas no atestado de óbito. Segundo especialistas, como o excesso de peso é fator de risco para diversos tipos de doenças, como câncer e diabetes, o número de vítimas indiretas da obesidade é ainda maior.

“As causas mais comuns de morte relacionadas à obesidade são as doenças cardiovasculares, como o enfarte e o acidente vascular cerebral (AVC). Sabemos, porém, que ela também está relacionada a muitos outros problemas, como apneia do sono, insuficiência renal e vários tipos de câncer”, afirma o endocrinologista Mario Carra, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Segundo o Ministério da Saúde, o aumento das mortes é um reflexo da “epidemia de obesidade” registrada hoje no país. “Outros países viveram isso primeiro, com alto consumo de alimentos industrializados e sedentarismo. O Brasil, ainda que mais tarde, está vivendo agora. Pesquisas feitas anualmente pelo ministério mostram que a obesidade e o sobrepeso têm aumentado muito”, afirma o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães. O último levantamento da pasta mostrou que mais da metade dos adultos brasileiros tem sobrepeso e pelo menos 17% da população está obesa.

Hábitos – Para especialistas, não é só a mudança de hábitos dos brasileiros que aumentou a mortalidade por obesidade. De acordo com Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade e síndrome metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo, as políticas públicas de prevenção e tratamento devem ser aprimoradas. “Não se faz prevenção em unidades básicas de saúde. Há o tratamento para diabetes, colesterol, hipertensão, mas pouco se faz para barrar o ganho de peso. Essa mesma preocupação deveria existir nas escolas”, afirma ele.

De acordo com o especialista, quanto mais cedo se instala a obesidade, mais cedo a pessoa pode morrer. “Se uma pessoa já tem obesidade mórbida com 20 anos e permanece assim, a doença vai encurtar a vida desse paciente em 12 anos”, diz ele. Para Maria Teresa Zanella, endocrinologista da Unifesp, é preciso mudar os hábitos desde a infância. “As crianças vivem em apartamento, jogam videogame e comem produtos industrializados. São alimentos que têm um sabor agradável e as crianças vão se acostumando, mas isso deve ser evitado”, diz ela.

Além da prevenção falha, os médicos apontam estrutura insuficiente para o tratamento da obesidade. “O SUS não oferece o tratamento medicamentoso, e os centros de referência para cirurgia bariátrica não dão conta da demanda”, diz Mancini. Em março, pelo menos 3.000 obesos de várias regiões do Brasil lotaram o ginásio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para passar por triagem em busca de cirurgia bariátrica. A fila de espera tem 2.000 pessoas.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude

Como estimular o cérebro a combater a obesidade.

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Se você saliva diante do melhor chocolate do mundo, mal pode esperar pela próxima viagem, deseja a mulher do vizinho ou o novo estagiário, agradeça ao seu hipotálamo. Essa estrutura minúscula, que ocupa menos de 1% do cérebro, é responsável pela cor e pelo sabor da vida. Está envolvida no controle da libido, das emoções, do sono, da temperatura corporal e de muitas outras funções essenciais. São quatro gramas de pura nobreza. Quatro gramas. Esse é o peso do hipotálamo.

O meu espanto diante da natureza cresce a cada dia. Em grande parte por causa de informações e descobertas derivadas da neurociência. Na próxima semana, ela será responsável por mais um avanço impressionante. Pela primeira vez no Brasil, um eletrodo será implantado no cérebro de uma pessoa com o objetivo de combater a obesidade.

A cirurgia está agendada para quarta-feira (23) no Hospital do Coração (HCor). É um trabalho de altíssima precisão. O eletrodo mede 1,8 milímetro de diâmetro e será instalado no núcleo do hipotálamo que controla a saciedade e o metabolismo energético.

Sim, ele também é responsável por isso. Se você precisa de um filé de 400 gramas para se sentir satisfeito ou se abandona os talheres depois da quarta garfada, saiba que essa decisão foi orquestrada em algum lugar daquelas quatro gramas de tecido cerebral.

Essa primeira cirurgia marca o início de um estudo clínico liderado pelo casal de neurocirurgiões Alessandra Gorgulho e Antonio De Salles. O trabalho é financiado pelo Ministério da Saúde e pelo instituto de ensino e pesquisa do HCor.

Alessandra se formou no HCor e passou dez anos nos Estados Unidos. É professora associada da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ela e o marido resolveram aceitar o convite para voltar ao Brasil e liderar a equipe do novo centro de neurocirurgia, recém-inaugurado pelo hospital.

O objetivo desse primeiro trabalho é usar impulsos elétricos para estimular um maior gasto calórico em obesos que não conseguem emagrecer de outra forma. O primeiro paciente é um homem com obesidade severa. Seu índice de massa corpórea (IMC) é 50. Pessoas com peso normal têm IMC entre 18,5 e 24,9. A partir de 40, a obesidade já é considerada mórbida.

Na primeira etapa do estudo, os cientistas vão avaliar se o método é seguro e tolerável. Apenas seis voluntários serão admitidos nessa fase. O processo de seleção continua aberto, mas os candidatos precisam estar na faixa dos 18 aos 60 anos, não ter diabetes e se enquadrar em outros critérios de saúde.

Só nas etapas seguintes a eficácia do método será testada. Mesmo que tudo dê certo, ainda serão necessários alguns anos até que a técnica esteja disponível comercialmente. Se ela prosperar, será uma alternativa para os casos em que o paciente não está disposto a se submeter à cirurgia de redução de estômago. Ou para os casos em que nem ela foi eficaz.

“Não adianta achar que o paciente muito obeso vai emagrecer com os recursos disponíveis hoje”, diz a pesquisadora Alessandra Gorgulho. “A cirurgia bariátrica não funciona em cerca de 20% dos pacientes operados. Muitos emagrecem, mas passam a sofrer de anemia, vômitos, diarréia etc.”

A intenção do grupo é avaliar se o implante de eletrodo no cérebro pode ser tão eficaz quanto a cirurgia bariátrica. Ou, pelo menos, permitir algum emagrecimento com menos complicações. Os principais riscos do implante de eletrodo são infecção (ocorre em cerca de 2% dos casos) e hemorragia (0,8%).

“Não espero ver um emagrecimento absurdo no primeiro ano”, diz Alessandra. “No caso do primeiro paciente, acredito que possa ocorrer 6% de perda de peso a cada trimestre.”

Desde os anos 40, experimentos em animais demonstram que provocar uma lesão cirúrgica ou por radiofrequência no hipotálamo altera o hábito alimentar. Os bichos passam a comer sem parar ou se tornam totalmente desinteressados pela comida. Em humanos, não se deseja uma coisa nem outra. Daí a necessidade de encontrar uma forma menos radical de agir sobre o hipotálamo.

A estimulação cerebral profunda é usada desde o final dos anos 90 para aliviar outros problemas de saúde, como o Mal de Parkinson, a depressão e uma forma grave de dor de cabeça, chamada de cefaléia em salvas.

Na Itália, um dos pacientes submetidos à estimulação por causa da cefaléia perdeu 25 quilos. Com o registro de outros casos semelhantes, cientistas de diversos grupos passaram a acreditar que a técnica poderia ser utilizada também para combater a obesidade.

Em animais, a hipótese se confirmou. A estimulação do hipotálamo com o eletrodo provoca aumento do consumo energético mesmo que eles continuem ingerindo a mesma quantidade de comida.

Alessandra estudou os efeitos do eletrodo em porcos. Os animais foram separados em dois grupos. O eletrodo foi implantado no cérebro de todos, mas a estimulação só foi ligada em um dos grupos.

Os pesquisadores ofereceram o dobro da quantidade de ração que os animais precisam para viver. Todos, exceto um, comeram tudo. Se mais comida fosse colocada à disposição deles, provavelmente eles continuariam comendo. Exatamente o que acontece com as pessoas que exageram na comida.

O mais interessante do estudo com os porcos: mesmo sem modificar a ingestão alimentar, os cientistas conseguiram alterar o gasto calórico. Ou seja: o eletrodo acelera o metabolismo. “Os animais que receberam a estimulação ganharam menos da metade do peso do outro grupo”, diz Alessandra.

Num outro estudo,  com macacos, o grupo estimulou o hipotálamo com parâmetros elétricos diferentes dos que serão usados em humanos. Com isso, observou que era possível alterar até mesmo a preferência alimentar dos animais. Quando o eletrodo era ligado ou desligado, eles escolhiam comer frutas ou biscoitos.

No ano passado, pesquisadores da Universidade West Virgínia publicaram um trabalho feito com três pacientes obesos. Eles receberam o eletrodo numa área do hipotálamo diferente daquela que será estimulada por Alessandra.

Os cientistas concluíram que o método é seguro, mas os voluntários não tiveram perda de peso expressiva. “Acho que não deu certo porque eles variaram um pouco o local que escolheram para estimular. Qualquer variação pode comprometer os resultados”, diz.

Há outra hipótese: esse sofisticado sistema de fome e saciedade é fundamental para a preservação da espécie humana. Será que ao notar uma alteração no padrão de gasto calórico ele rapidamente se reorganiza para voltar a poupar energia?

Nossa capacidade de acumular energia em forma de gordura garantiu a sobrevivência da espécie no tempo das cavernas e nos milênios de frio e miséria que vieram depois. Nas poucas últimas décadas, o que era vantagem evolutiva se tornou desvantagem no mundo ocidental. Talvez seja mais fácil mudar o ambiente do que convencer o cérebro a alterar o que deu certo durante tanto tempo.

Fonte: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto

Quase um terço da população mundial está obesa ou acima do peso.

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Em todo o mundo, há 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso, o que representa quase 30% da população. Em 1980, esse número era de 857 milhões. O aumento da obesidade nas últimas três décadas ocorreu em todas as regiões do mundo, representando um problema de saúde pública em países ricos e pobres.

As informações são da pesquisa Global Burden of Disease, considerada a análise mais abrangente feita sobre o assunto, publicada nesta quinta-feira na revista The Lancet. Conduzido pelo Instituto de Métrica e Avaliação em Saúde (IHME, sigla em inglês), da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o estudo analisou informações de crianças, adolescentes e adultos de 188 países. Reunindo dados de pesquisas, censos estatísticos e artigos científicos em todas as regiões do planeta, entre 1980 e 2013, o trabalho aponta para a necessidade de uma ação global conjunta para combater a epidemia crescente de obesidade.

“A obesidade afeta pessoas de todas as idades e renda”, diz Christopher Murray, diretor do IHME. “Nas últimas três décadas, nenhum país teve sucesso na redução de suas taxas. O problema deve crescer nos países pobres, se medidas urgentes não forem tomadas para combater essa crise de saúde pública.”

Os países mais gordos — Há 671 milhões de obesos no mundo. Mais da metade deles vive em apenas dez países: Estados Unidos (acima de 13%), China e Índia (15%), seguidos por Rússia, Brasil, México, Egito, Alemanha, Paquistão e Indonésia.

Em todo o planeta, a obesidade e sobrepeso aumentaram de 29% para 37% entre os homens e, entre as mulheres, de 30% para 38%. Os homens lideram o ranking nos países ricos e as mulheres, nos pobres.

“No caso feminino, quanto menor a instrução e a renda, maior é o peso. Para os homens, esses fatores não são tão importantes”, diz Paulo Lotufo, diretor da Divisão de Clínica Médica do Hospital Universitário da USP, e um dos três autores brasileiros do estudo. “Com menos acesso à informação, a mulher deixa de ter alimentação variada. Além disso, o preço dos alimentos altamente calóricos é baixo.”

Ricos e pobres — Entre os países ricos, o aumento de peso foi maior nos Estados Unidos (onde quase um terço da população adulta é obesa), Austrália (28% dos homens e 30% das mulheres) e Grã-Bretanha (um quarto dos adultos).

Nas nações de maior renda, o aumento da obesidade acelerou-se entre 1992 e 2002 e diminuiu após 2006. Nas pobres, onde vivem quase dois terços dos obesos do mundo, o número não para de crescer.

Crianças e adolescentes — Um dos dados mais alarmantes da pesquisa é o aumento da obesidade e sobrepeso em crianças e adolescentes. Nos últimos 33 anos, essas condições cresceram 47% nessa faixa, enquanto nos adultos o crescimento foi de 28%. Nos países pobres, quase 13% dos meninos e 13% das meninas são obesos ou têm sobrepeso. Entre os ricos, o número é de 24% para os garotos e 23% para as garotas.

Brasil — Parte das informações brasileiras veio da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). “Usamos os dados e trabalhamos as estatísticas, corrigindo-as para conseguirmos comparar de maneira confiável com outros países”, explica Lotufo.

No país, 52,5% dos homens e 58% das mulheres estão acima do peso. Os obesos do sexo masculino são 12%, enquanto as obesas somam um quinto da população. Entre as crianças e adolescentes, 22% dos garotos e 24% das garotas estão acima do peso.

“A obesidade aumentou rapidamente nas últimas décadas”, diz Lotufo. “Para explicar essa epidemia crescente, em todo o planeta, os motivos clássicos como o consumo calórico elevado ou a falta de exercício tornaram-se insuficientes. Precisamos procurar outras razões para esse problema associado a tantas doenças, como as cardiovasculares e o diabetes.”

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/quase-um-terco-da-populacao-mundial-esta-obesa-ou-acima-do-peso

Obesidade x Fome.

Ellen Gustafson, Co-criador das filantrópicas sacolas FEED (alimentar) diz que fome e obesidade são dois lados da mesma moeda. Veja em sua fala para o TEDxEast, aonde ela lança o Projeto 30: uma maneira de mudar como plantamos e comemos nos próximos 30 anos, e resolver as diferenças da alimentação mundial por trás das duas epidemias.

Adoçante ou açúcar?

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A “doçura sem açúcar” continua sendo o Santo Graal da inovação química. Uma substância que imita o sabor do açúcar, com nenhum sabor ou estabilidade e um preço competitivo é o sonho de qualquer especialista em alimentação – ou pelo menos a empresa que os emprega. Como vemos, os níveis de obesidade globais sobem, assim a redução de calorias assume maior urgência entre as empresas de alimentos e bebidas. Como os consumidores viram suas cinturas aumentar, o interesse em alimentos com valores calóricos reduzidos aumenta. Depois de a gordura ser reduzida, o açúcar tem sido a “alavanca” que os fabricantes podem puxar para reduzir calorias em seus produtos.

Infelizmente, a substituição do açúcar nunca foi fácil, tanto àqueles a concepção do produto e quando àqueles a ingeri-lo. Poucos que experimentam seu primeiro gole de um refrigerante diet são imediatamente encantados, é mais de um gosto adquirido. Menos pessoas ainda iriam escolher voluntariamente uma trufa de chocolate sem açúcar, a menos que eles estavam preocupados com seu peso ou tenham diabetes. Quando se trata de açúcar, não há nada como a coisa real. Mas o ponto aqui é que muitas pessoas aprenderam a sacrificar o sabor padrão do açúcar para os substitutos do açúcar, porque eles os vêem como o menor de dois males.

Apesar de sua ampla aceitação e aprovação, substitutos do açúcar não estão livres de seus problemas. Por exemplo, o Centro de Ciência no Interesse Público mudou recentemente sua categorização da Sucralose de “seguro” para “cautela” na pendência da revisão de um estudo ainda inédito, como a experiência de um laboratório independente na Itália, que descobriu que o adoçante causou leucemia em camundongos. Ciclamato, um exemplo clássico, foi proibido no uso em alimentos nos EUA depois que estudos, na década de 1960, que mostram o seu papel na causar câncer de bexiga em ratos.

Pesquisas mostram que menos da metade dos norte-americanos acham que substitutos do açúcar são perfeitamente seguros e a outra metade dos entrevistados permanecem céticos em relação à segurança de todos os adoçantes artificiais. O estado de advertência de Sucralose, provavelmente, não vai surpreender os consumidores nem vai impedir o seu uso, assim como o açúcar tem suas próprias implicações de saúde para todos.

Fonte: http://www.mintel.com/blog/