O uso dos alimentos funcionais no cotidiano.

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Ana Cristina Miguez Teixeira, Doutora em Ciências da Saúde pela PUC-pr em parceria com a especialista em nutrição clínica pela UFPR Cristiane da Silva Oselame escreveram sobre o uso dos alimentos funcionais e seus benefícios à saúde. Para facilitar, fragmentamos o texto em uma compilação das informações mais importantes de cada parte da pesquisa.

RESUMO:

Alimentos funcionais são alimentos que contêm ingredientes ativos que beneficiam o organismo de alguma forma, abrangendo a evolução de doenças, promovendo a saúde, reduzindo como consequência os gastos relacionados a assistência à saúde. O objetivo deste artigo foi descrever os principais alimentos funcionais liberados para o consumo humano e citar os seus benefícios à saúde.

Esses benefícios relacionam-se aos efeitos gerais de uma alimentação saudável. Um prato colorido no dia-a-dia pode oferecer uma dosagem alta de substâncias funcionais prevenindo várias doenças.

 

IINTRODUÇÃO:
Vários fatores que têm contribuído para o desenvolvimento dos alimentos funcionais, um deles o aumento da consciência dos consumidores, que desejando melhorar a qualidade de vida optam por hábitos saudáveis.

Os alimentos funcionais devem apresentar propriedades benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos comuns. São consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de regular funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão, diabetes, câncer, osteoporose e coronariopatias (SOUZA, et al., 2003).

Diante disso, a Nutrição Funcional um ramo da ciência da Nutrição que estuda a relação do ser humano com os nutrientes, em nível intracelular, considerando todos os sistemas corporais e a influência de fatores externos nesta relação.

As novas tendências alimentares justificam o desenvolvimento de alimentos funcionais, devido a hábitos adquiridos pelas pessoas de alimentar-se de maneira pouco balanceada e pobre em nutrientes essenciais ao organismo (SALGADO e ALMEIDA, 2010). Neste sentido, os alimentos funcionais são considerados aqueles que são capazes de fornecer benefícios para a alimentação e reduzir o risco de doenças. (BALDISSERA, et al., 2011).

Para se considerar um alimento funcional ele deve: exercer ação metabólica ou fisiológica, criar efeitos positivos obtidos em quantidades não tóxicas e poder ser destinado ao tratamento ou cura de doenças (BALDISSERA, et al., 2011).

 

DESENVOLVIMENTO:

Os Brócolis e os demais crucíferos são alimentos funcionais, assim como a aveia, linhaça, tomate, frutas cítricas, amoras, chás, uva, vinho, alho e soja (RIQUE, SOARES e MEIRELLES, 2002).

Estes alimentos se ingeridos diariamente, e na quantidade correta, podem ajudar a diminuir o estresse, melhorar o rendimento esportivo, sono, memória e tensão pré-menstrual. Promovem ainda a redução do risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e câncer.

Outro alimento funcional bem conhecido é o azeite de oliva. Utilizado na quantidade de 15 mililitros diários possui o efeito protetor sobre o sistema cardiovascular, sobretudo, na redução da chance de formação de ateromas (TOUSOULIS et al., 2010).

O ômega 3 presente nos peixes, quando consumido na quantidade de 1 grama diária auxilia na redução da pressão arterial, favorece o aumento do colesterol HDL plasmático e na redução do colesterol LDL, pode ser também ingerido por meio de suplementos em forma de cápsulas. Outra variedade é o ômega 6, presente nos óleos vegetais, como azeite, óleo de canola, milho e girassol, nozes, soja e gergelim, atuam como protetores contra as doenças cardíacas (CABO, ALONSO e MATA, 2012; DELGADO-LISTA et al., 2012).

Os fitoesteróis presentes nos óleos vegetais, legumes, gergelim e semente de girassol, promovem a redução da absorção de colesterol LDL e auxiliam no alivio dos sintomas da tensão pré-menstrual. (RACETTE et al., 2010).

Os fitoestrógenos reduzem as chances de aparecimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, câncer de mama e próstata (MIGUEZ et al., 2012)

As antocianinas, presentes em alguns alimentos como cerejas, uvas, morangos, amoras vermelhas e berinjelas, possuem propriedades anticarcinogênicas, antiinflamatórias e antialérgicas.

Os alimentos vermelhos, como o tomate e a melancia, possuem um pigmento chamado licopeno, que é capaz de auxiliar na prevenção dos cânceres de próstata, pulmão e intestino e também reduzem a concentraçãoo de radicais livres nas células. (ALISSA e FERNS, 2012).

Os alimentos alaranjados possuem um pigmento chamado de carotenoide, que é essencial para a visão, desenvolvimento embrionário e melhoram a imunidade. Outra variedade de pigmento são as antoxantinas (pigmento branco) presentes nas batatas e no repolho branco. Possui propriedades preventivas para câncer, atividade antiinflamatória e antialérgica (ALISSA e FERNS, 2012).

Outro alimento funcional que vem sendo muito estudado é a linhaça. Na sua composiçãoo são encontrados fitoesteróis e lignana. Entre as suas propriedades destacam-se aquelas relativas à prevenção e controle da agregação plaquetária, redução do colesterol LDL e da pressão arterial. Além disso, atua sobre a redução do risco de câncer de mama (PRIM et al., 2012).

A Chia é um tipo de semente oriunda do México, rica em fibras, solúveis e insolúveis, ômega 3, antioxidantes. Promove controle de peso e previne doenças cardiovasculares.

O chá verde é rico em antioxidantes, que são associados à prevenção de doenças relacionadas à obesidade, dislipidemia, doenças cardiovasculares e diabetes. Apenas um estudo sugere a dosagem de chá verde a ser consumida para a prevenção de doenças cardiovasculares é de 7 xícaras por dia (VINSON, 2000).

Portanto, vitaminas e minerais presentes nos alimentos funcionais em grande quantidade, possuem funções e características muito peculiares. É fundamental a orientação nutricional antes da ingestão de suplementos, além da realização de exames que possam fornecer subsídios para a melhor indicação destes alimentos e suplementos. (PASHKOW, 2011; OSELAME e OSELAME, 2013).

CONCLUSÃO:

Salienta-se desta forma que o uso de alimentos funcionais pode ser encarado como terapêutica preventiva para várias doenças. Portanto, o acompanhamento com profissionais nutricionistas pode favorecer o uso destes alimentos como fonte inesgotável de saúde.

AUGUMAS REFERÊNCIAS

AL-DISSI, A. N.; WEBER, L. P. Resveratrol preserves cardiac function, but does not prevent endothelial dysfunction or pulmonary inflammation after environmental tobacco smoke exposure. Food and Chemical Toxicology, v. 49, n. 7, p. 1584-1591, 2011. ISSN 0278-6915.

ALISSA, E. M.; FERNS, G. A. Functional foods and nutraceuticals in the primary prevention of cardiovascular diseases. Journal of nutrition and metabolism, v. 2012, 2012. ISSN 2090-0724.

ALMOOSAWI, S. et al. The effect of polyphenol-rich dark chocolate on fasting capillary whole blood glucose, total cholesterol, blood pressure and glucocorticoids in healthy overweight and obese subjects. British Journal of Nutrition, v. 103, n. 6, p. 842, 2010. ISSN 0007-1145.

BALDISSERA, A. C. et al. Alimentos funcionais: uma nova fronteira para o desenvolvimento de bebidas protéicas a base de soro de leite. Semina: Ciências Agrárias, v. 32, n. 4, p. 1497-1526, 2011. ISSN 1679-0359.

BELLINI, V. B. S.; DOS SANTOS, C.; OSELAME, G. B. Fatores de risco e proteção para câncer de mama na mulher. Revista UNIANDRADE, v. 14, n. 1, p. 45-64, 2013. ISSN 1519-5694.

BRANCO, V. R. C. Comida, sexo e administração. Rio de Janeiro: Editora E-papers, 2007. ISBN 8576501198.

CABO, J.; ALONSO, R.; MATA, P. Omega-3 fatty acids and blood pressure. British Journal of Nutrition, v. 107, n. S2, p. S195-S200, 2012. ISSN 1475-2662.

DELGADO-LISTA, J. et al. Long chain omega-3 fatty acids and cardiovascular disease: a systematic. British Journal of Nutrition, v. 107, p. S201-S213, 2012.

Fonte: http://scholar.google.com.br

Benefícios do óleo de coco.

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O óleo de coco é constituído por quase 90% de gorduras saturada, e por isso é um dos melhores, senão o melhor, óleo a ser usado para cozinhar. Sua saturação significa que a estrutura molecular é saturada de hidrogênios, enquanto a das gorduras insaturadas não. E o que significa é que as gorduras saturadas são mais estáveis e difíceis de oxidarem do que as monoinsaturadas e polinsaturadas. A oxidação é um dos processos que gera radicais livres, que se não combatidos por anti-oxidantes geram reações em cadeias que envelhecem e destroem internamente, contribuindo e  inflamações e doenças. É importante saber que todas as gorduras são sensíveis a calor, oxigênio e luz,  e quanto maior a saturação, maior a estabilidade e menor a suscetibilidade a esses fatores oxidativos. E é nesse sentido que o Óleo de Coco se destaca se comparado às gorduras polinsaturadas (óleos de soja, milho e girasol, por exemplo). Por esses fatores, um mito péssimo para a saúde é achar que óleos vegetais são mais saudáveis. Por serem em sua maioria, gorduras polinsaturadas, deviam ficar muito longe do calor, oxigênio e luz. A gordura saturada do Óleo de Coco é constituída de aproximadamente 65% de Ácidos Graxos de  Cadeia Média. Estes são moléculas menores do que as da grande maioria dos óleos vegetais que consumimos, por isso, são facilmente digeridas e absorvidas pelo nosso organismo e fornecem energia rápida e eficiente para nosso corpo sem a necessidade de enzimas pancreáticas. Infelizmente, poucos alimentos possuem essa substância, mas uma forma excelente de obtê-la é através do óleo de coco. Enquanto os ácidos graxos de cadeia longa – grande parte das outras gorduras vegetais – depois de digeridos serão distribuídos pelo corpo e reabastecerão também tecidos de gordura, os do óleo de coco após serem digeridas vão direto para o fígado, para serem transformadas em energia e em condições normais não são estocadas em forma de gordura: viram energia rapidamente. Além disso, o óleo de Coco tem menos calorias do que outras gorduras o que significa que mesmo quando armazenadas, são queimadas mais rapidamente. A mesma quantidade de gordura é por volta de 1\3 menos calórica do que outras gorduras.


Fonte: The Coconut Oil Miracle, de Bruce Fife
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21333271