Modernidade está reduzindo variedade de bactérias em nosso trato digestivo

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É inegável que as “maravilhas da modernidade” como a urbanização, o saneamento básico e o desenvolvimento da medicina e da farmacologia têm aumentado muito a qualidade de vida das pessoas. Contudo, isso não significa dizer que só temos pontos positivos graças a isso.

Um estudo realizado na Universidade de Alberta, no Canadá, comparou amostras de fezes de cidadãos dos Estados Unidos com as de residentes de Papua-Nova Guiné, uma das nações menos desenvolvidas nos dias de hoje, localizada no Pacífico Sul. A pesquisa mostrou que americanos têm cerca de 50 tipos de bactérias a menos em seus tratos digestivos do que os papuas.

Isso seria um indicativo de que a dieta de países com alto nível de industrialização impacta diretamente o equilíbrio do microbioma digestivo, que é o conjunto de micro-organismos presentes em nosso sistema digestório. A ingestão constante de antibióticos e alimentos com substâncias que aumentam seu tempo de conservação, a sanitarização de nossos ambientes e a baixa ingestão de fibras podem ser fatores que expliquem essas diferenças.

O estudo não se foca especificamente nos efeitos que essa dieta mais refinada pode causar à nossa saúde. No entanto, uma das hipóteses levantadas pelo estudo é a de que essas alterações no microbioma podem ser responsáveis pelo aumento das ocorrências de doenças crônicas relacionadas aos hábitos alimentares.

Alguns exemplos são a diabetes tipo 2 e a obesidade, que afetam uma parcela da população muito maior do que a 50 anos atrás. Essas enfermidades praticamente não existem em Papua-Nova Guiné e em outros países com pouca industrialização. Em compensação, há altos índices de infecções e uma expectativa de vida consideravelmente menor nesses lugares.

Ou seja, nosso estila de vida moderno nos trouxe diversos benefícios, mas ainda é necessário descobrir quais fatores gerados pelo nosso desenvolvimento urbano causam essa elevação nos índices de doenças crônicas. Então seremos capazes de combatê-los de forma eficiente e tornar as pessoas mais saudáveis de modo geral.

 

Fonte: Mega Curioso

Infográfico 4 da Pesquisa Food & Health 2014 : Fontes Confiáveis (Segurança Alimentar, Ingredientes dos Alimentos, Agricultura e Produção).

Confira o quarto e último post com dados da Pesquisa Food & Health 2014 realizada pelo IFIC:

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Clique para ver o infográfico 1 | infográfico 2 | infográfico 3

Fonte: IFIC

Países assinam acordo por segurança alimentar.

Os cinco países integrantes dos Brics, o Brasil, a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, assinaram um acordo nesta terça-feira (29) para minimizar os efeitos negativos das alterações climáticas na segurança alimentar. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a declaração foi assinada pelos ministros da agricultura das cinco nações, que estão reunidos na África do Sul.
O acordo prevê iniciativas de cooperação, dentre e fora dos Brics, para fomentar a produção de alimentos com menor dependência dos efeitos climáticos. “É preciso conseguir um rápido e consistente conhecimento desde os calendários de cultivos até a introdução de práticas sustentáveis e material genético, baseado na biotecnologia. Esta é uma das principais ações para garantir produtividade e volume de oferta adequado, em quantidade e sanidade, compatível com as demandas da população mundial”, destacou o ministro brasileiro da Agricultura, Antônio Andrade. No encontro, Andrade destacou o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento de pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas na pecuária e nos grãos. Ele citou também medidas que ajudam a amenizar os efeitos do clima sobre o cultivo, como alteração da data de semeadura, variação das espécies das sementes e técnicas de irrigação e de sombreamento. “O Brasil também avança na adoção de novas práticas agrícolas promissoras. Por exemplo, a conversão de pastagens degradadas ou de baixo rendimento em sistemas integrados com lavouras e florestas, gerando efeito positivo no convívio com temperaturas mais elevadas”, disse.

Fonte: http://www.revista-fi.com/